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POR TRABALHO

 

 Senhor Jesus, não nos deixes sem a bênção do trabalho honestoque nos garanta o pão de cada dia...

 

Que sejamos úteis aos Teus propósitos.

Se foste humilde carpinteiro em Nazaré, por que recusamos atarefa simples que nos destinas?

Que os nossos braços não se cruzem na ociosidade e naindignação, sobrecarregando os que lutam para nos sustentarem.

Sempre haverá algo de nobre a fazer à espera de nossas mãos!

Não existe moeda que se compare àquela com que nos remuneras...

Que valerá mais que o Teu sorriso de aprovação?

Que nunca cessemos de servir alegando cansaço ou decepção.

Dá-nos, Senhor, uma nova oportunidade!

Pelo Espírito: IrmãoJosé
Do livro: Preces e Orações
Psicografia: Carlos A. Baccelli
  

 

Julio Natal · 72 vistos · 1 comentário
15 Mar 2009

O LIVRO DOS MÉDIUNS * Estudo 12

Estudo 12 *Capítulo III – Método


O Espiritismo é toda uma Ciência, toda uma Filosofia e quem desejar conhecê-loseriamente deve pois, como primeira condição, submeter-se a um estudo sério epersuadir-se de que, mais do que qualquer outra ciência, não se pode aprendê-lobrincando.

A Doutrina Espírita se relaciona comtodos os problemas da humanidade e seu campo de abrangência é imenso.

A crença nos Espíritos constitui a suabase, mas isto não basta para fazer um espírita esclarecido, como a crença emDeus não basta para fazer um teólogo. O ponto de partida é a existência daalma.

O seu ensino deve seguir algunsprocedimentos para chegar-se com segurança à convicção.

Esse ensino não se processa somente natribuna, mas também através da conversação e o ensino metódico parte doconhecido para o desconhecido.

Para o materialista o conhecido é amatéria e existe dois tipos de materialistas: aqueles que o são por sistema(faz parte de sua vida) e aqueles que são por indiferença.

Ao tentar convencer um incrédulo mesmoatravés de fatos, convém assegurar-se se ele crê na sua existência, na suasobrevivência ao corpo e na sua individualidade após a morte.

Se a sua resposta for negativa é tempoperdido falar-lhe dos Espíritos. Isto é uma regra.
Refletindo sobre as várias categorias de crentes no Espiritismo, em primeirolugar encontraremos os espíritas:

  1. Sem o saber, que mais parece uma subdivisão das classes dos vacilantes.

2.   Aqueles que se convenceram estudando diretamente o assunto e neste itemencontramos:
2.a) Os que acreditam pura e simplesmente nas manifestações, que são osespíritas experimentadores.
2.b) Os que se interessam pelo aspecto filosófico do Espiritismo e admitem amoral sem praticar, que são os Espíritas imperfeitos.

2.c) Outros quepraticam a moral espírita e aceitam as suas conseqüências, que são osverdadeiros espíritas ou os espíritas cristãos.


O professor Herculano Pires, em nota derodapé em o Livro dos Médiuns, destaca que Allan Kardec empregaespíritas-cristãos, como designação do verdadeiro espírita, para distinguirdaqueles que não seguem os princípios do Espiritismo.

4- Encontramos ainda, os espíritas exaltados que é uma espécie deadeptos mais nociva do que útil à causa do Espiritismo. Eles são enganadosfacilmente por espíritos mistificadores ou por pessoas que procuram explorar acredulidade. 

Os meios de convicção, ou seja uma forma de levar alguém a pensar erefletir sobre princípios do Espiritismo, variam tremendamente segundo asindividualidades.

Um se convence pelas manifestações espíritas, outros por manifestaçõesinteligentes, mas a maioria se convence pelo raciocínio.

Será útil procurar convencer um incrédulo obstinado?

Muitas vezes a nossa insistência em persuadi-lo o leva a crer na suaimportância pessoal, que é uma razão para se obstinar.

Aquele que não se convence pelo raciocínio, nem pelos fatos, deve aindasofrer a prova da incredulidade, que é uma necessidade deste Espírito emevolução.

Devemos deixar a providência, o cuidado de encaminhá-lo a circunstânciasmais favoráveis.

No ensino do Espiritismo, tem-se que lidar com inteligências dotadas deliberdade e que provam a cada instante, não estarem sujeitas aos nossoscaprichos. O verdadeiro espírita jamais servirá para exibições.

O meio mais simples de evitar inconvenientes é começando pela teoria.

O estudo prévio da teoria tem a vantagem de mostrar a grandeza doobjetivo e o alcance desta Ciência.

Aquele que se inicia vendo uma mesa girar ou bater pode inclinar-se àzombaria, porque dificilmente imaginaria que de uma mesa possa sair umaDoutrina regeneradora da Humanidade.

Os que crêem sem ter visto, porque leram e compreenderam, ao invés desuperficiais são os mais ponderados. O aspecto filosófico é para eles oprincipal, e os fenômenos propriamente ditos são apenas o acessório. 

Quem refletir a respeito compreenderá claramente que se pode fazer aabstração das manifestações, sem que a doutrina tenha que por isso desaparecer.

As manifestações colaboram, a confirmam, mas não constituem umfundamento essencial. 

Seria absurdo supor que estejamos aconselhando a negligência dos fatos,pois foi pelos fatos que chegou-se a teoria. 

Tudo isto foi fruto de um trabalho assíduo de muitos anos e de muitasobservações de Allan Kardec e toda a sua equipe de trabalho. 

Bibliografia:

http://www.cebatuira.org.br/OLIvrodosMediuns/imagens/marcador.gif

Kardec, Allan – O Livro dos Médiuns,

http://www.cebatuira.org.br/OLIvrodosMediuns/imagens/marcador.gif

Kardec, Allan - O que é o Espiritismo.

 

Elisabeth Maciel

Julio Natal · 104 vistos · 0 comentários
15 Mar 2009

5 - O Livro dos Espíritos

Estudo 5

Introdução do Estudo da DoutrinaEspírita

II. Alma – Princípio Vital e FluidoVital

Principio Vital e Fluido Vital

  1. Definição e Conceito:

Princípio Vital - causa primária

  1.  
    • - elemento predominante na constituição de um corpo orgânico
    • - base – germe

Fluido Vital - diz-se da forma comoesse princípio acima se expande ou corre à maneira de uma substância liquida,gasosa ou gás fluente, suave, brando, corrente, espontâneo.
Defina-se que: em Doutrina Espírita Princípio Vital, Fluido Vital é o princípioda vida material e orgânica, seja qual for sua fonte. É comum à todos os seresvivos desde as plantas até o homem.

3.     Sempre se entendeuassim ?

Não. Para uns,Princípio Vital é uma propriedade da matéria, um efeito que se produz quandoesta se encontra em determinadas circunstâncias.
Segundo outros, e essa é a idéia mais comum, Princípio Vital se encontra numfluido especial universalmente espalhado, do qual cada ser absorve e assimilauma parte durante a vida, como vemos, por exemplo, os corpos inertes absorverema luz.

Para a DoutrinaEspírita, é ele, princípio da vida material e orgânica. É comum a todos osseres vivos, desde as plantas até o homem.

No sentido material,poderíamos dizer que, plantas, animais e minerais são formados dos mesmosprincípios.

Nos seres orgânicos,porém, há um princípio especial, inapreensível e que é definido como PrincípioVital. É conhecido também pelos nomes de energia latente ou energia efetivada.Ativo no ser vivente é extinto no ser morto. Desse modo, não há atividadeorgânica sem fluido vital e vice-versa. É esse princípio que distingue, dápropriedades, diferenciando matéria orgânica das substâncias inorgânicas.

A Química quedecompõe e recompõe a maior parte dos corpos inorgânicos, decompõe tambémcorpos orgânicos, porém, não chega a reconstituir uma folha morta, provasimples, mas evidente que há no ser vivo, o que quer que seja, algo,inexistente nos outros.

Fluido Vital,princípio vital não tem existência própria, mas integrado no sistema de unidadedo elemento gerador, é uma das modificações do Fluido Cósmico, que é criaçãodivina.

4.     Como a matéria "absorveria " esse princípio ?

Admite – se :

e.     Ao se formar os seresorgânicos assimilaram o Princípio Vital por ser necessário à destinação deles,ou,

f.     Que esse princípio sedesenvolveu em cada indivíduo, por efeito mesmo da combinação dos elementos,tal como se desenvolveu em certas circunstancias, o calor, a luz, aeletricidade.

Combinando-se sem oPrincípio Vital, o oxigênio, hidrogênio, nitrogênio e carbono, formariam ummineral, um corpo inorgânico. O Princípio Vital, modificando a constituiçãomolecular desse corpo dar-lhe-ia propriedades especiais. Em lugar de umamolécula mineral, teríamos uma molécula de matéria orgânica.

A observação mostraque todos os seres orgânicos possuem uma força íntima que produz e manterá ofenômeno da Vida, enquanto essa força existir.
Essa vida é comum a todos os seres orgânicos; independe da inteligência e dopensamento.

Inteligência epensamento serão faculdades próprias de certas espécies orgânicas.

Ainda – entre asespécies orgânicas, dotadas de inteligência e pensamento, há uma, dotada desenso moral especial, que lhe dá incontestável superioridade perante as outrase que é, sem dúvida, a espécie humana.

A atividade doPrincípio Vital é alimentada durante toda a vida pela ação e funcionamento dosórgãos. Cessada essa ação por motivo da morte, o Princípio Vital se extingue.O efeito produzido por esse princípio sobre o estado molecular do corpo,subsistirá mesmo depois dele extinto, como, por exemplo, o calor nacarbonização da madeira. Extingue-se " evapora-se ", lentamente atéque nada mais reste.

Caracteriza-se amatéria orgânica, por um ciclo que se inicia ao " nascer " e caminhapara o " morrer ".

7.     Mas por que morrer?Por que se extingue?

Excetuando-se casosde acidente, destruição dos tecidos por moléstias etc.; mantendo-se constantesas condições gerais (água – ar – calor – alimentos) indispensáveis aoentretenimento da vida, dir-se-ia que os órgãos se " gastam ". E porque?

Se admitirmos nacélula fecundada certa quantidade de força vital ( contida nas célulasoriginais dos pais no instante da fecundação ) tudo torna-se maiscompreensível.

Esse reservatório deenergia potencial proveniente dos pais, transforma-se em energia natural àmedida que se organiza a matéria.

No começo – açãoenérgica – assimilação, agrupamento das moléculas ultrapassando adesassimilação – o indivíduo cresce. A seguir, o equilíbrio das perdas eganhos, a estabilidade até a chegada da senectude, onde a força vital não maisé suficiente para alimentar os tecidos. Sobrevém aí a morte: o organismodesagrega-se, a matéria retorna ao mundo inorgânico.

No caso do homem, aunião do perispírito à matéria carnal, que já vimos, se efetua sob a influênciado princípio vital do gérmen; cessa desde que esse princípio deixa de atuar emconseqüência da desorganização do corpo.
Mantida que era, por uma força atuante, tal união se desfaz, logo que essaforça deixa de atuar. O perispírito se desprende, molécula por molécula e aoEspírito é restituído a liberdade.

Assim frise-se – amorte do corpo pela extinção do fluido vital determina a partida do Espírito.Este, permanece com sua individualidade; pouco a pouco, suas faculdades vãoadquirindo maior poder de penetração e ele se percebe real, com toda umabagagem de sentimentos, desejos, preferências e gostos que o caracterizaram. Oprincípio da vida, no entanto no corpo que deixou, extinguiu-se; a matéria sedecompõe provando-se aí a existência de dois princípios distintos – o princípiovital e o princípio espiritual.
Ainda, é esse fluido vital a extinguir-se, “volatizar-se”, nessa matéria que
" esfria " que desencarnados infelizes buscam " sugar ".

8.     Por que Allan Kardec,nessa Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita coloca essas reflexões Alma ePrincípio Vital, juntos?

Muitos naturalistas,especialistas em História Natural, do passado, procuraram explicar a vidaintrínseca na natureza orgânica. Percebiam, sabiam haver "algo"operante por meios que lhes fugiam às análises, força particular que não sófabricava vida como reparava órgãos. À falta de palavra própria e porperceberem aí uma espécie de substância imaterial, chamavam de"alma", fundando o animismo em fisiologia. Entre os muitos seguidores,Stahl é considerado seu fundador, por haver demonstrado cientificamente adiferença radical entre os fenômenos de natureza "morta" e os denatureza viva. Essa "alma" regia todos os fenômenos vitais.

Havia ainda osvitalistas, cientistas, pesquisadores que afirmando a necessidade de umprincípio físico-químico para explicar os fenômenos vitais, referiam-se a elescomo "espírita", com o sentido de idéia predominante, significado,sentido diretriz sem a participação do corpo. Afirmavam ainda que, a naturezadessa força era diferente entre os animais e o homem.

Em meio a essasafirmações, surge Flourens com suas "Considerações gerais sobre análisesorgânicas" e defende a idéia de que: "Acima de todas as propriedadesparticulares e determinadas há uma força, um princípio geral, comum, que todasas propriedades particulares implicam e de que se fazem presumidas, e o qual,sucessivamente, pode ser isolado, destacado de cada uma sem deixar de existir.Que princípio será esse? Seja qual for é essencialmente isso, há uma forçageral e una, da qual todas as forças particulares mais não são que expressõesou modalidades".
O pensamento espírita fala que tudo o que existe na Terra, provém deinumeráveis modificações da força e da matéria. A força vital entra no quadrodas leis gerais e ao cientista, a nós compete evidenciar a sua presença nosseres vivos, compartilhando da opinião de Flourens.

Kardec reflete quediante das várias opiniões e correntes do pensamento, é impróprio e até degerar confusões quanto ao real sentido da palavra " alma " naDoutrina Espírita.
Considera que, se permanecêssemos em manter e usar o mesmo termo, teríamos queajuntar-lhe um qualificativo, por exemplo:

Alma – Vital - para designar oprincípio da vida material – seria comum a todos os seres orgânicos – planta –animais – homem.

Alma – Intelectual - para o princípio dainteligência – próprio este dos animais e homem.

Alma – Espírita - para o princípio danossa individualidade após a morte – esta, somente usável quando se referisseao homem

Kardec enfatiza sernecessário ao espírita, ao que se interesse por Espiritismo, compreender essesusos e explicações, uma vez que no decorrer dos estudos que se aprofundarão,freqüentemente se repetirá o vocábulo alma, Espírito, fluido ou princípio vitale que deverão ser entendidos no sentido que a Doutrina lhes dá, cuidando assimde se evitar enganos, por um pensar ou interpretar, entender diferente:

Alma – princípiointeligente, imperceptível e indefinível como o pensamento. No estudo dos nossosconhecimentos impossível concebê-la isolada de modo absoluto da matéria. Operispírito, formado de matéria sutil, fará dela um ser circunscrito, definidoe limitado à sua individualidade espiritual.

Espírito – embora usado com omesmo significado de alma não exprime a mesma idéia – o que se significará comoEspírito será exatamente a união da alma ao perispírito (alma + perispírito =Espírito) , (alma + perispírito + corpo material = homem)

Princípio Vital

Fluido Vital – princípioespecial, contido no Fluido Cósmico – criação divina – inapreensível – ativo noser vivente extinto no ser morto. Não há atividade orgânica sem fluido vital.

Estabelecidas,evidenciadas as idéias e a importância desses conhecimentos e explicações, oCodificador, convida-nos a passar ao principal objetivo desta instruçãopreliminar – " A Doutrina e seus contraditores " – assunto de nossapróxima página .

Bibliografia

o   "O Livro dos Espíritos" – Allan Kardec –Introdução II

o   "Dicionário da Língua Portuguesa" – Aurélio pág.303-509-676-270-450

o   "AGênese" – Allan Kardec – Cáp. X – itens 16 a 19/Cáp. XI – 17-18-19

o   "A Evolução Anímica" – Gabriel Delanne –cap. I e V

Leda Marques Bighetti

Julio Natal · 56 vistos · 0 comentários
15 Mar 2009

Importância e Necessidades da Infância

Parte II

Aeducação moral, formação de hábitos bons, é imprescindível para a reformaespiritual (ordem, aceitação de regras, honestidade, sinceridade, valorizaçãodo trabalho, etc.) e consiste no conjunto de hábitos adquiridos.

             No "Livro dos Espíritos",Kardec refere que quando se pensa na massa de indivíduos sem princípios, semfreios e entregues aos próprios instintos, compreende-se as conseqüênciasdesastrosas que resultam de suas ações. Quando ocorrer a educação moral, quandofor praticada, o homem terá hábitos de ordem, de previdência para si e para comos outros, e de respeito por tudo. A desordem e a imprevidência são duas chagasque uma educação bem entendida pode curar.

             Educação é um processo, que ocorregradativamente (uma série de acontecimentos, uma somatória) de desenvolvimentoda capacidade física, intelectual e moral do ser humano.

Não se pode omitir aqui o aspecto religioso.Sabendo ser nossos filhos, Espíritos imortais, necessitam dessa experiênciahumana para aperfeiçoar-se.

             Os conhecimentos da imortalidade daalma, reencarnação, lei de causa e efeito, pluralidade dos mundos, etc., sãoelementos preciosos e vêm completar, reexplicar as lições de Jesus, trazendoconhecimentos que auxiliarão o homem a perceber que o ‘Reino de Deus’, será odesenvolvimento das qualidades que existem em si.

             A criança deve ser incentivada afreqüentar a Evangelização. Os pais podem demonstrar interesse pelo conteúdodas aulas, conversando com a criança já na volta para casa, por exemplo:"Como foi o estudo hoje? Sobre o que conversaram? Você gostou? Por quê?Como poderemos usar tal proposta? Ou: Por que não usá-la?". Durante asemana, sem cobrar, ou reforçar com palavras, os pais devem ter atitudescoerentes com essa conversa.

             Estar em contato com osEvangelizadores é outra excelente forma de participar, principalmente no casode ser a criança mais fechada, não muito comunicativa.

             Notando ainda, qualquer procedimentodiferente, conversar com o Evangelizador. Montará ele, em discussão com ogrupo, aula, atividades, situações em que aquela determinada situação serátrazida à discussão.

             Citamos o exemplo de determinadopreconceito, surgido ou notado em uma classe e que, pela profundidade eabrangência, motivou toda uma Campanha estendendo esta para estudo em todos ostrabalhos do Centro Espírita, abrindo-se em detalhes tão intensos e pessoais,que à primeira vista, ou sem essa sensibilização não teríamos percebido.

             Relacionar os estudos, associando-oscom diálogos, aos acontecimentos, programas de TV, filmes, livros infantis éoutra excelente forma participativa. Sem ser impositiva, cobrativa ou "moralizadora"(no sentido de: ‘Viu? Não falei? Faça sempre assim. Não faça nunca assim.’)essa forma leva a criança a perceber a Vida como extensa oferta onde terá quefazer opções e ser responsável em cada escolha feita (responsável no sentido emque: 1- a escolha infringe o direito do outro; 2- as respostas serãoproporcionais, imediatas ou não).

             Todo aquele que trabalha com criança,sejam pais, educadores, avós, tios, etc., necessitam promover o desenvolvimentodesses Espíritos. Esse desenvolvimento vai se dar através de um processo deaprendizagem ministrado principalmente através de exemplos de vida. O ditadopopular ‘faça o que falo, mas não o que eu faço’ não funciona, não temefeito, pois o modelo é fundamental para a aquisição do comportamento.

             Os pais devem se prepararcontinuamente para a função de educadores. Como já colocado anteriormente, aparticipação, o estar junto é imprescindível. É preciso, porém, cuidado paraque esses aspectos não sejam invasores do espaço necessário à própria criança.Sem isso, os pais podem, por excesso, imiscuir-se de tal modo, que a criançafica sem ação de decisão, uma vez que esperará que os pais lhe digam o quefazer.

             A "Escola de Pais", nosCentros Espíritas, geralmente se constitui em excelente espaço onde essas etantas outras necessidades são discutidas.

             No processo de aprendizagem,recorde-se, é importante a presença e participação dos pais. O aprendizado dacriança começa já no ventre da mãe, o que pressupõe a postura harmônica deambos, pai e mãe.

             A criança necessita ser preparadapara ser responsável pelo seu próprio desenvolvimento. Deve participarativamente da aprendizagem. Atingir a maturidade significa ser responsável(cumpridor dos deveres) e assumir os desafios da vida. Para isso a criançadeverá assumir pequenas responsabilidades em casa desde pequena e ao mesmotempo devemos ajudá-la e encorajá-la a vencer as dificuldades que surgem.

             Ao educar uma criança os pais estãoretomando seu próprio processo educativo. De maneira geral, esse processo temocorrido pela imposição do cumprimento de ordens e normas, e não através dareflexão, análise das condutas e dos sentimentos.

(Continua na próximapágina)

Bibliografia:

  • Kardec, A. O Livro dos Espíritos, perg. 685.
  • Maldonado, M. T. Comunicação entre Pais e Filhos. São Paulo: Saraiva, 1994.

 

Nanci A. R. Martins

Julio Natal · 28 vistos · 0 comentários
14 Mar 2009

PALAVRAS DE VIDA ETERNA - Estudo 17

Francisco C. Xavier - pelo EspíritoEmmanuel

NA SENDA DO CRISTO

“Amai os vossos inimigos e orai pelosque vos perseguem”. – Jesus. (Mateus, 5:44)


            Nas diferentes épocas,a vivência cristã assume proporção desafiadora aos que buscam a verdade emvirtude das circunstâncias e compromissos que a envolvem. Surgem emultiplicam-se impedimentos que parecem conspirar contra os propósitos deenobrecimento, ameaçando o avanço de quem se decide romper com o erro e com aviciação.

            Noatual estágio evolutivo é natural que isso aconteça, pois, ainda é difícilperceber que dores e dificuldades significam impositivos valiosos para aevolução espiritual e que correspondem às reações frente a ações livrementepraticadas.

            Najornada terrestre não há quem passe incólume, em regime de exceção, face aostranstornos de ordem material e espiritual. Mesmo aos Espíritos missionáriossão exigidas as contribuições morais, com as quais exemplificam aoscontemporâneos e aos pósteros as supremas lições, de que suas existências sefazem portadoras. Assim aconteceu com o Cristo e com os seus companheiros deministério que testemunharam a Boa Nova, atravessando dificuldades, lutas esofrimentos.

            LembraEmmanuel que “com o corpo físico retomamos nossos débitos, nossas deficiências,nossas fraquezas e nossas aversões... E não superaremos os entraves da próprialibertação providenciando ajuste inadequado com os nossos desejosinconseqüentes, com inúteis petitórios de protecionismo e vantagensinferiores”.

            Aexistência tem objetivos definidos, finalidade superior, e será nessaidentificação que, através das reencarnações, se processará o desenvolvimentoespiritual pelo trabalho pessoal para o qual dispomos dos recursos indispensáveise necessários, vivendo com os homens como criatura humana que somos, nãopreservando, não usando de artimanhas negativas, não nos adaptando aosmodismos, vulgarizando-nos e pervertendo-nos.

            Ocristão deve penetrar-se do “espírito do Cristo”, do bem, do amor, conforme osensinou e viveu Jesus.

            Nasenda do Cristo não há lugar para acomodação aos hábitos da ociosidade, ao gozoindiscriminado, ao comportamento dúbio, à religiosidade no templo, aodesequilíbrio nas atividades e na convivência social.

            “Acusar,reclamar, queixar-se, não são verbos conjugáveis no campo de nossosprincípios.”

            Destacaa orientação de Jesus: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”como máxima que encerra uma filosofia ético-moral de reflexos espirituais inamovíveis,em razão das conseqüências de que é portadora. Aplicando-a compete viver de talmodo que cada necessidade, dor, aflição se sinta auxiliada por nossos exemplose atitudes renovando-se no Bem. Amando, cultivando a fraternidade em relaçãoàqueles que se comprazem em ser-nos inamistosos ou adversários é forma decontribuir, dessedentar, reabastecer de esperança, alegria, aqueles que nãosabem amar e por isso se obstinam em criar embaraços.

            Amemosos nossos inimigos, não lhes retribuindo o mal, orando por eles, pois um diacederão ao impulso sublime do amor.

            Importareconhecer e viver os ensinamentos insubstituíveis de Jesus, onde aextraordinária mensagem do amor estabelece a orientação segura, os rumoslibertadores, encorajando-nos a avançar na direção da plenitude.

 Bibliografia

Xavier, Francisco Cândido. “Palavras deVida Eterna: Na Senda do Cristo”. Ditada pelo Espírito Emmanuel, 17 ed. Uberaba – MG – CEC. 1992.

Franco, Divaldo Pereira. “Vida:Desafios e Soluções: Objetivos da vida humana”. Ditado pelo Espírito Joanna deÂngelis, 2 ed. Salvador – Ba – Livraria Espírita Alvorada Editora. 1997.

Franco, Divaldo Pereira. “Nascente deBênçãos: Compromisso com o amor”. Ditada pelo Espírito Joanna de Ângelis, 1 ed.Salvador – Ba – Livraria Espírita Alvorada Editora, 2001.

Iracema Linhares Giorgini
Julio Natal · 45 vistos · 0 comentários
14 Mar 2009

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