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O LIVRO DOS MÉDIUNS - Estudo 30

SEGUNDA PARTE

DAS MANIFESTAÇÕESESPIRITAS

CAPITULO V

MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS


Estudo 30 - Itens 87 a 91 - Lançamento de Objetos

       Nocapítulo que estamos estudando, Allan Kardec explica que tais fenômenos, cujamanifestação se poderia considerar como de prática espírita natural, são muitoimportantes, porque excluem as suspeitas de conivência. Afirma ainda, que asmanifestações físicas têm por fim chamar a nossa atenção para alguma coisa econvencer-nos da presença de um poder superior ao do homem. Também disse que osEspíritos elevados não se ocupam com esta ordem de manifestações; que se servemdos Espíritos mais imperfeitos para produzi-las. Atingida a finalidade acimaindicada, cessa a manifestação. A seguir estudaremos o lançamento de objetos.

Lançamento de objetos

           Asmanifestações espontâneas nem sempre se limitam a ruídos e batidas. Degeneram,às vezes, em verdadeira barulheira e em perturbações. Móveis e objetos diversossão revirados, projéteis são atirados de fora para dentro, portas e janelas sãoabertas e fechadas por mãos invisíveis, vidraças são quebradas, o que não sepode levar à conta da ilusão. 

           Todaessa desordem é muitas vezes real, mas algumas vezes é apenas aparente. Ouve-segritarias num cômodo ao lado, barulho de louça que cai e se quebra. Corre-separa ver e encontra-se tudo calmo e em ordem. Mal sai do local, recomeça otumulto.

           Essasmanifestações não são raras nem novas. É comum se ouvir histórias destanatureza. O medo tem exagerado muitos fatos que, passando de boca em boca,assumiram proporções gigantescamente ridículas. Com o auxílio da superstição,as casas onde eles ocorrem foram tidas como assombradas pelo diabo e daí todosos maravilhosos ou terríveis contos de fantasmas. Compreende-se ainda aimpressão que fatos desta espécie, mesmo reduzidos à realidade, podem produzirem pessoas de caracteres fracos e predispostas, pela educação, a alimentaridéias supersticiosas. O meio mais seguro de prevenir os inconvenientes quepossam acarretar, pois não se pode impedi-los, consiste em tornar conhecida averdade. As coisas mais simples se tornam assustadoras quando ignoramos ascausas. Ninguém mais terá medo dos Espíritos, quando todos estiveremfamiliarizados com eles. 

           Na Revista Espírita se encontram narrados muitos fatos autênticos destegênero, entre outros a história do Espírito batedor de Bergzabern, cuja açãodurou oito anos (números de maio, junho e julho de 1858); o de Dibbelsdorf(agosto de 1858); o do Padeiro das Grandes Vendas, perto de Dieppe (março de1860); o da Rua Des Noyers, em Paris (agosto de 1860); o do Espírito deCastelnaudary, sob o título de História de um Danado (fevereiro de 1860); o dofabricante de São Petersburgo (abril de 1860) e muitas outras.

           Essasmanifestações frequentemente assumem o caráter de verdadeira perseguição.Muitas pessoas têm suas roupas esparramadas e às vezes rasgadas, apesar da precauçãoque tomam , guardando-as à chave; outras vezes, pessoas estão deitadas, masperfeitamente acordadas, e vêem sacudir as cortinas, arrancarem-lhesviolentamente as cobertas e os travesseiros, que são erguidos no ar e até mesmoatiradas fora do leito. Esses fatos são mais freqüentes do que se pensa, mas amaioria das vítimas não os contam por medo do ridículo. Muitos que vivem essasexperiências,consideradas alucinações, são submetidos ao tratamento dosalienados,o que pode leva-las realmente à loucura. Os casos de obsessão, depossessão e de simples perturbação por Espíritos, quando tratados como loucura,geralmente se agravam, porém, quando recebem tratamento espírita, são passíveisde cura.

           Épossível também que alguns casos sejam obra da malícia ou da malvadez. Porém,se tudo bem averiguado, ficar provado que não resultam da ação do homem, temosde convir que são, para uns, obra do diabo, e para nós, dos Espíritos. Mas deque Espíritos?

           OsEspíritos superiores, como os homens sérios entre nós, não gostam de fazertravessura. Quando interpelados sobre o motivo de perturbarem assim atranqüilidade dos outros, a maioria quer apenas se divertir. São antes levianosdo que maus. Riem dos sustos que causam e do trabalho que dão para se descobrira causa do tumulto. Muitas vezes apegam-se a uma pessoa e se divertem aincomodá-la por toda parte. De outras vezes se apegam a um lugar por simplescapricho. Algumas vezes, também, se trata de uma vingança. Em alguns casos, aintenção é mais louvável: procuram chamar a atenção e estabelecer comunicação,seja para transmitir um aviso útil, seja para fazer um pedido. Muitos pedempreces; outros que solicitam o cumprimento, em nome deles, de votos que nãopuderam realizar, e outros quererem, para o seu próprio sossego, reparar umamaldade praticada em vida. Em geral, pode ser um erro amedrontar-se com suapresença, que pode ser importuna, mas não perigosa.

           Énatural querer livrar-se deles, mas é necessário faze-lo da maneira maiseficaz, que é não se intimidar perante suas ações, até que desistam. Casoestejam agindo por motivo menos frívolo, será necessário identificar suasnecessidades, e aqui novamente recomendamos o auxílio de uma casa espírita bemestrutura , onde poderão ser atendidos e esclarecidos em suas necessidades.Através das preces podemos ajuda-los sempre, porém, as solenidades das fórmulasde exorcismo não os intimida, e sim os divertem. Se for possível entrar emcomunicação com eles, recomenda-se prudência e bom senso para avaliar aessência de suas mensagens, pois muitas vezes querem se divertir com acredulidade dos ouvintes.

           Noscapítulos IX e XXIII, referentes aos lugares assombrados e às obsessões, AllanKardec trata com pormenores este assunto e as causas da ineficácia das precesem muitos casos.

           Emboraproduzidos por Espíritos bastante imperfeitos, esses fenômenos sãofreqüentemente provocados por Espíritos de ordem mais elevada, com o objetivode demonstrar a existência dos seres incorpóreos, dotados de poderes superioresaos dos encarnados. A repercussão que alcançam e o medo que provocam, despertama atenção para esse assunto e acabam por abrir os olhos dos mais incrédulos.

           Odesconhecimento do assunto e a negação sistemática da existência dos espíritos,são responsáveis por gerar superstições, criar neuroses e perturbações mentais,agravando o preconceito cultural contra a realidade do Espírito. A divulgaçãoda Doutrina Espírita, através da prática que decorre dos estudos vivenciados, éa única maneira possível de evitar todos esses inconvenientes, familiarizandoos homens com esse aspecto inegável das leis divinas: o mundo espiritual existee os Espíritos estão entre nós.

           Nopróximo estudo trataremos das causas desses fenômenos.

 

BIBLIOGRAFIA:

KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo:FEESP, 1989 - Cap. V - 2ª Parte

 

Tereza CristinaD'Alessandro 

Janeiro / 2004

Julio Natal · 17 vistos · 0 comentários
Categorias: Doutrina Espirita
23 Jul 2010

O LIVRO DOS MÉDIUNS - Estudo 30

SEGUNDA PARTE

DAS MANIFESTAÇÕESESPIRITAS

CAPITULO V

MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS


Estudo 30 - Itens 87 a 91 - Lançamento de Objetos

       Nocapítulo que estamos estudando, Allan Kardec explica que tais fenômenos, cujamanifestação se poderia considerar como de prática espírita natural, são muitoimportantes, porque excluem as suspeitas de conivência. Afirma ainda, que asmanifestações físicas têm por fim chamar a nossa atenção para alguma coisa econvencer-nos da presença de um poder superior ao do homem. Também disse que osEspíritos elevados não se ocupam com esta ordem de manifestações; que se servemdos Espíritos mais imperfeitos para produzi-las. Atingida a finalidade acimaindicada, cessa a manifestação. A seguir estudaremos o lançamento de objetos.

Lançamento de objetos

           Asmanifestações espontâneas nem sempre se limitam a ruídos e batidas. Degeneram,às vezes, em verdadeira barulheira e em perturbações. Móveis e objetos diversossão revirados, projéteis são atirados de fora para dentro, portas e janelas sãoabertas e fechadas por mãos invisíveis, vidraças são quebradas, o que não sepode levar à conta da ilusão. 

           Todaessa desordem é muitas vezes real, mas algumas vezes é apenas aparente. Ouve-segritarias num cômodo ao lado, barulho de louça que cai e se quebra. Corre-separa ver e encontra-se tudo calmo e em ordem. Mal sai do local, recomeça otumulto.

           Essasmanifestações não são raras nem novas. É comum se ouvir histórias destanatureza. O medo tem exagerado muitos fatos que, passando de boca em boca,assumiram proporções gigantescamente ridículas. Com o auxílio da superstição,as casas onde eles ocorrem foram tidas como assombradas pelo diabo e daí todosos maravilhosos ou terríveis contos de fantasmas. Compreende-se ainda aimpressão que fatos desta espécie, mesmo reduzidos à realidade, podem produzirem pessoas de caracteres fracos e predispostas, pela educação, a alimentaridéias supersticiosas. O meio mais seguro de prevenir os inconvenientes quepossam acarretar, pois não se pode impedi-los, consiste em tornar conhecida averdade. As coisas mais simples se tornam assustadoras quando ignoramos ascausas. Ninguém mais terá medo dos Espíritos, quando todos estiveremfamiliarizados com eles. 

           Na Revista Espírita se encontram narrados muitos fatos autênticos destegênero, entre outros a história do Espírito batedor de Bergzabern, cuja açãodurou oito anos (números de maio, junho e julho de 1858); o de Dibbelsdorf(agosto de 1858); o do Padeiro das Grandes Vendas, perto de Dieppe (março de1860); o da Rua Des Noyers, em Paris (agosto de 1860); o do Espírito deCastelnaudary, sob o título de História de um Danado (fevereiro de 1860); o dofabricante de São Petersburgo (abril de 1860) e muitas outras.

           Essasmanifestações frequentemente assumem o caráter de verdadeira perseguição.Muitas pessoas têm suas roupas esparramadas e às vezes rasgadas, apesar da precauçãoque tomam , guardando-as à chave; outras vezes, pessoas estão deitadas, masperfeitamente acordadas, e vêem sacudir as cortinas, arrancarem-lhesviolentamente as cobertas e os travesseiros, que são erguidos no ar e até mesmoatiradas fora do leito. Esses fatos são mais freqüentes do que se pensa, mas amaioria das vítimas não os contam por medo do ridículo. Muitos que vivem essasexperiências,consideradas alucinações, são submetidos ao tratamento dosalienados,o que pode leva-las realmente à loucura. Os casos de obsessão, depossessão e de simples perturbação por Espíritos, quando tratados como loucura,geralmente se agravam, porém, quando recebem tratamento espírita, são passíveisde cura.

           Épossível também que alguns casos sejam obra da malícia ou da malvadez. Porém,se tudo bem averiguado, ficar provado que não resultam da ação do homem, temosde convir que são, para uns, obra do diabo, e para nós, dos Espíritos. Mas deque Espíritos?

           OsEspíritos superiores, como os homens sérios entre nós, não gostam de fazertravessura. Quando interpelados sobre o motivo de perturbarem assim atranqüilidade dos outros, a maioria quer apenas se divertir. São antes levianosdo que maus. Riem dos sustos que causam e do trabalho que dão para se descobrira causa do tumulto. Muitas vezes apegam-se a uma pessoa e se divertem aincomodá-la por toda parte. De outras vezes se apegam a um lugar por simplescapricho. Algumas vezes, também, se trata de uma vingança. Em alguns casos, aintenção é mais louvável: procuram chamar a atenção e estabelecer comunicação,seja para transmitir um aviso útil, seja para fazer um pedido. Muitos pedempreces; outros que solicitam o cumprimento, em nome deles, de votos que nãopuderam realizar, e outros quererem, para o seu próprio sossego, reparar umamaldade praticada em vida. Em geral, pode ser um erro amedrontar-se com suapresença, que pode ser importuna, mas não perigosa.

           Énatural querer livrar-se deles, mas é necessário faze-lo da maneira maiseficaz, que é não se intimidar perante suas ações, até que desistam. Casoestejam agindo por motivo menos frívolo, será necessário identificar suasnecessidades, e aqui novamente recomendamos o auxílio de uma casa espírita bemestrutura , onde poderão ser atendidos e esclarecidos em suas necessidades.Através das preces podemos ajuda-los sempre, porém, as solenidades das fórmulasde exorcismo não os intimida, e sim os divertem. Se for possível entrar emcomunicação com eles, recomenda-se prudência e bom senso para avaliar aessência de suas mensagens, pois muitas vezes querem se divertir com acredulidade dos ouvintes.

           Noscapítulos IX e XXIII, referentes aos lugares assombrados e às obsessões, AllanKardec trata com pormenores este assunto e as causas da ineficácia das precesem muitos casos.

           Emboraproduzidos por Espíritos bastante imperfeitos, esses fenômenos sãofreqüentemente provocados por Espíritos de ordem mais elevada, com o objetivode demonstrar a existência dos seres incorpóreos, dotados de poderes superioresaos dos encarnados. A repercussão que alcançam e o medo que provocam, despertama atenção para esse assunto e acabam por abrir os olhos dos mais incrédulos.

           Odesconhecimento do assunto e a negação sistemática da existência dos espíritos,são responsáveis por gerar superstições, criar neuroses e perturbações mentais,agravando o preconceito cultural contra a realidade do Espírito. A divulgaçãoda Doutrina Espírita, através da prática que decorre dos estudos vivenciados, éa única maneira possível de evitar todos esses inconvenientes, familiarizandoos homens com esse aspecto inegável das leis divinas: o mundo espiritual existee os Espíritos estão entre nós.

           Nopróximo estudo trataremos das causas desses fenômenos.

 

BIBLIOGRAFIA:

KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo:FEESP, 1989 - Cap. V - 2ª Parte

 

Tereza CristinaD'Alessandro 

Janeiro / 2004

Julio Natal · 3 vistos · 0 comentários
Categorias: Doutrina Espirita
23 Jul 2010

PALAVRAS DE VIDA ETERNA - ESTUDO 38

LIVRO:“PALAVRAS DE VIDA ETERNA”

 FranciscoCândido Xavier pelo Espírito Emmanuel

SALVAR-SE

"Palavra fiel é esta e digna de toda aaceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores...¨ - Paulo.(I Timóteo, 1:15.)

          Estaepístola a Timóteo foi escrita na Macedônia; é a primeira das chamadasPastorais - duas a Timóteo e uma a Tito - porque se destinam a pastores dealmas. Nela o apóstolo orienta Timóteo sobre suas obrigações.

         Falandoda própria conversão e da eficácia do Evangelho em sua vida, lembra do objetivoda vinda de Jesus ao Planeta: "Palavra fiel é esta e digna de toda aaceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores... ¨ -Paulo. (I Timóteo, 1:15.)

          Aafirmativa apostólica merece cuidadosa ponderação uma vez que, a inferioridadehumana, de modo geral, só interpreta a palavra “salvação” por benefício, porvantagem imediata.

          Assimcomo no versículo em estudo, outros trechos do Velho e do Novo Testamentoafirmam que Jesus veio ao mundo a fim de imolar-se pelos nossos pecados.

§  Porque as iniqüidades deles levará sobre si.(Isaias, 53:11)

§  Cristo morreu por nossos pecados, segundo asescrituras. (I Cor. 15:3)

§  O qual se deu a si mesmo por nossos pecados paranos livrar do presente século mau. (Gálatas, 1:4)

§  Havendo feito por si mesmo a purificação dos nossospecados. (Hebreus, 1:3)

§  Assim também Cristo oferecendo-se uma vez paratirar o pecado de muitos (Hebreus, 9:28

§  Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.(João, 1:29)

          Ainterpretação apressada e superficial dessas assertivas tem conduzido a muitosequívocos, o que levou P. A. Godoy refletir que: “Caso tivesse Jesus sidoinvestido da prerrogativa de salvar os homens de seus pecados, duas situaçõesteriam ocorrido: a humanidade teria ficado livre de todos os males, uma vez quea maior parte deles é herança do pecado e as religiões não poderiam falar maisem pecado original, uma vez que o Cristo teria removido dos ombros dos homens essetremendo fardo (...)”.

          Corroborandocom esses raciocínios, Hermínio C. Miranda questiona, referindo-se em especialaos textos do apóstolo Paulo, que se assim fosse porque ele insiste na práticadas boas obras, no procedimento correto, na caridade, no amor ao próximo? “SeCristo nos salvou para sempre com sua dor, nada disso faz sentido e o que seriasimplesmente inaceitável, primeiro porque o inocente não é destinado a assumira responsabilidade pela falta alheia, lavando-lhe a mancha do erro. Ondeficaria o preceito de que a cada um (é dado) segundo suas obras?Que mérito ou necessidade teriam as obras ou a fé se estivéssemos já resgatadopelo sofrimento do Cristo? E que sentido teria o próprio pecado, como faltapessoal, se alguém acaba resgatando-o por nós?¨.
          Pondera Emmanuelque “após a passagem do Mestre no mundo, a fisionomia íntima dos homens, (...)era a mesma do tempo que lhe antecedera (...)”:

·      Os romanos mantinham-se na conquista do poder;

·      Os judeus permaneciam algemados a racismo infeliz;

·      Os egípcios desciam à decadência;

·      Os gregos demoravam-se sorridentes e impassíveis,em sua filosofia recamada de dúvidas e prazeres;

·     Os senhores continuavam senhores, osescravos prosseguiam escravos...

          “Todaviao espírito humano sofrera profundas alterações”.

          Aspalavras e os exemplos do Mestre “acordavam para a verdadeira fraternidade, e aredenção, (...) começava a clarear os obscuros caminhos da Terra, renovando osemblante moral dos povos...”

          “JesusCristo não veio como Salvador”, para tomar sobre si os pecados da Humanidade.Ele veio na condição de Redentor da Humanidade. Veio ensinar o caminho dalibertação espiritual, pelo conhecimento da verdade, no esforço pessoal demelhoria íntima, na vivência dos preceitos evangélicos.

          Istonão se realiza de forma miraculosa mas gradativamente no curso eterno da vida,ou seja, “Deus nos concede todos os recursos para realizarmos em nós o trabalhoda redenção espiritual que acabou ficando com o rótulo inadequado de salvação;não, porém, realizando-a por nós e sim conosco. Possibilidades epotencialidades são colocadas a nossa disposição, mas o trabalho é pessoal,intransferível”.

          Jesustrouxe-nos a Verdade, ensinamentos que cabe a cada um dinamizar, “fazer a suaparte, entrar na posse dessa verdade, dessa luz que ilumina a mente, consolidao caráter e aperfeiçoa os sentimentos”. Cada um há que agir, lutar, realizar,sem o que a redenção não acontece. “Ninguém tem poder para salvar pecadores deforma indiscriminada”. Estes devem resgatar suas infrações às leis divinasatravés do conhecimento da verdade, da iluminação íntima, vivendo osensinamentos evangélicos.

          Eisporque Emmanuel, no texto em estudo, usa o termo salvar-se reconhecendo que “salvarnão significa arrebatar os filhos de Deus à lama da Terra para que fulgure, deimediato, entre os anjos do Céu”.

          Salvar-seé educar-se. Não é o batismo, a filiação a qualquer escola religiosa, aobservância de rituais e práticas exteriores que redimem o Espírito mas, “otrabalho, longo e porfiado, de auto-educação” nas vidas físicas e fora delas.

          “Asentença de Jesus: a cada um será dado segundo suas obras, (...), reflete aextensão do amor que Deus dispensa a todos (...), anulando qualquer idéia deque um Espírito possa elevar-se aos paramos sublimados da Espiritualidade, porcaminhos dúbios, sem o esforço em favor do aprimoramento próprio”.

Bibliografia:

Xavier, Francisco Cândido. "Palavras de VidaEterna: Salvar-se". Ditado pelo Espírito Emmanuel. 17a ed. Uberaba - MG - CEC.1992.

Godoy, Paulo Alves. "Casos Controvertidos doEvangelho: Redenção ou Salvação - Pela Graça ou Pelas Obras?” SP - FEESP. 1993.

Godoy, Paulo Alves. "Crônicas Evangélicas:Salvador ou Redentor?". 3a ed. São Paulo - SP - FEESP. 1990.

Miranda, Hermínio Correa. “Cristianismo: A MensagemEsquecida: Salvação”. Matão - SP - Casa Editora O Clarim. 1988.

 

Iracema LinharesGiorgini
Agosto / 2005

 

Citações bíblicas

 

I TIMÓTEO 1

15 Fiel é esta palavra edigna de toda a aceitação; que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar ospecadores, dos quais sou eu o principal;

 

ISAÍAS 53

11 Ele verá o fruto dotrabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servojusto justificará a muitos, e as iniqüidades deles levará sobre si.

 

I Corintios

3 Porque primeiramente vosentreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo asEscrituras;

 

GÁLATAS 1

4 o qual se deu a si mesmopor nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontadede nosso Deus e Pai,

 

HEBREUS 1

3 sendo ele o resplendorda sua glória e a expressa imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisaspela palavra do seu poder, havendo ele mesmo feito a purificação dos pecados,assentou-se à direita da Majestade nas alturas,

 

HEBREUS 9

28 assim também Cristo,oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segundavez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.

 

JOÃO 1

29 No dia seguinte João viua Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecadodo mundo.

Julio Natal · 9 vistos · 0 comentários
Categorias: Doutrina Espirita
19 Jul 2010

O Livro dos Espíritos Estudo 26

IDENTIFICAÇÃO DOS ESPÍRITOS

Julio Natal · 4 vistos · 0 comentários
Categorias: Doutrina Espirita
19 Jul 2010

91 – O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

CAPÍTULO X: BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS: A INDULGÊNCIA – ITEM 17

 “Sedeindulgentes para as faltas alheias, quaisquer que elas sejam; não julgueis comseveridade senão as vossas próprias ações, e o Senhor usará de indulgência paraconvosco, como usastes para com os outros.”

Assiminicia sua mensagem João, bispo de Bordeaux.

Novamente,a mesma recomendação da mensagem anterior, levando-nos à importância doentendimento de que, perante Deus e suas leis, somos todos iguais e nossaconduta em relação aos outros determina a maneira como essas leis serãoaplicadas a nós.

Na precedo Pai Nosso que milhões e milhões de pessoas dizem, diariamente, na frase:“Perdoai-nos, Senhor, assim como perdoamos aos nossos devedores”, está-seassumindo, com Deus, o compromisso do esforço de perdoar aos que ofendem, mas,poucos se dão conta de que esse compromisso, não é o do pensamento ou dapalavra, mas sim o da ação.

Noexercício de sermos severos para com nossas falhas, estamos exigindo de nós oque devemos e podemos fazer, pois se já somos capazes de perceber nossos erros,já temos evolução suficiente para evitá-los.

Ocontrário se dá, quando julgamos o outro, do qual nada sabemos, por mais que oconheçamos. Não sabemos das suas experiências anteriores, dos seus sonhos, dassuas angústias, frustrações e sofrimentos, das suas necessidades, dos motivosque o levam a agir dessa ou de outra forma. 

Parajulgar alguém precisaríamos conhecê-lo como nos conhecemos.

Daí anecessidade de sermos severos para conosco e indulgentes para com os outros, sequeremos ter paz interior, evitando maiores sofrimentos para nós mesmos.

Perdoarnão é só o esquecimento das faltas, pois se as leis divinas se esquecerem dasfaltas, esquecerão também das conseqüências das ações boas, dos méritos. Sendoas leis divinas sábias e justas, nada pode ser simplesmente apagado, esquecido.

 Operdão de Deus não pode suspender as conseqüências de suas leis, visto que Ele,AMOR e SABEDORIA, não iria infringi-las.

  Quandopedimos perdão a Deus por nossas faltas, estamos ou deveríamos estar pedindoque Ele nos faculte os meios de repará-las da melhor maneira possível. Que Elenos dê forças para não recairmos nos mesmos erros, proteção para libertarmo-nosdas imperfeições que lhes dão origem e auxílio para entrarmos nesse novocaminho de arrependimento, de reparação, de submissão e de amor.

   Assim,devemos perdoar aos que nos ofendem. Esquecer as ações ofensivas, mas ir além,procurar ter para com ele pensamentos e sentimentos bons, fazendo por ele o quefaríamos para com um amigo, assim como queremos que Deus faça conosco.

    Esseé o perdão que vem do coração esclarecido pela razão. É o amor em ação, é acaridade ativa e infatigável!

    “Substituía cólera que mancha, pelo amor que purifica. Pregai pelo exemplo essa caridadeativa, infatigável, que Jesus ensinou. Pregai-a como ele mesmo o fez por todo otempo em que viveu na Terra, visível para os olhos de corpo, e como ainda pregasem cessar, depois que se fez visível apenas para os olhos do Espírito. Seguiesse divino modelo, marchai sobre as suas pegadas: elas vos conduzirão aorefúgio onde encontrareis o descanso após a luta. Como ele, tomai a vossa cruze subi, penosamente, mas corajosamente, o vosso calvário: no seu cume está aglorificação.” 

 

Bibliografia:

KARDEC, Allan -“ O EvangelhoSegundo o Espiritismo”

 

Leda de Almeida Rezende Ebner
Janeiro / 2009

Julio Natal · 10 vistos · 0 comentários
Categorias: Doutrina Espirita
19 Jul 2010

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