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MEDIUNIDADE *Estudo 15:

Estudo 15:  AMediunidade na Criança e no Jovem

Mediunidadeé faculdade humana natural pela qual se estabelecem as relações entre os homense os Espíritos; pertence ao campo da comunicação. Natural constatá-la nacriança e no jovem, pois são Espíritos em experiências no mundo material, emprocesso de desenvolvimento físico, intelectual e moral, através dos quaisserão ampliadas as suas potencialidades.

Analisandoo aflorar da mediunidade em diferentes ciclos do desenvolvimento humano, oprofessor Herculano Pires, no livro Mediunidade, esclarece que as crianças possuem a mediunidade,por assim dizer, à flor da pele,porém são  resguardadas pela influênciabenéfica dos espíritos protetores, que as religiões chamam de anjo da guarda.Nessa fase infantil, as manifestações, em sua maioria são mais de caráteranímico; a criança projeta a sua alma nas coisas e nos seres que a rodeiam,recebem inspirações de amigos espirituais, às vezes vêem  e denunciam apresença de espíritos. Quando passam dos sete ou oito anos, integram-se melhorno condicionamento da vida terrena, desligando-se progressivamente das relaçõesespirituais e dando mais importância às relações com os encarnados. Encerra-seo primeiro ciclo mediúnico para abrir o segundo. Considera-se então que acriança não tem mediunidade, a fase anterior é levada à conta  daimaginação e da fabulação infantil.

AllanKardec, pergunta aos Espíritos na questão 221. de O Livro dos Médiuns,nos seguintes itens:

Item 6. :  “Será inconveniente desenvolver amediunidade das crianças?”.

-Certamente. E sustento que é muito perigoso. Porque estes organismos frágeis edelicados seriam muito abalados e sua imaginação infantil muito superexcitada.Assim, os pais prudentes as afastarão dessas idéias, ou pelo menos só lhesfalarão a respeito no tocante às conseqüências morais.

Item7. :  “Mas há crianças que são médiuns naturais, seja de efeitos físicos,de  escrita ou de visões. Haveria nesses casos o mesmo inconveniente?”

-Não. Quando a faculdade se manifesta espontânea numa criança, é que pertence àsua própria natureza e que sua constituição é adequada. Não se dá o mesmoquando a mediunidade é provocada e excitada. Observe-se que a criança que temvisões, geralmente pouco se impressiona com isso. As visões lhe parecem muitonaturais, de maneira que ela lhe dá pouca atenção e quase sempre as esquece.Mais tarde a lembrança lhe volta à memória e é facilmente explicada, se elaconhecer o Espiritismo.

             Item8. : “Qual a idade em que se pode, sem inconveniente, praticar a mediunidade?”

-Não há limite preciso na idade. Depende inteiramente do desenvolvimento físicoe mais particularmente do desenvolvimento psíquico. Há crianças de doze anosque seriam menos impressionadas que algumas pessoas já formadas. Refiro-me àmediunidade em geral, pois a de efeitos físicos é mais fatigante para o corpo.Quanto à escrita há outro inconveniente, que é a falta de experiência dacriança, no caso de querer praticá-la sozinha ou fazer dela um brinquedo.

Analisandoessas explicações, entendemos que a questão da idade está subordinada tanto àscondições do desenvolvimento físico, quanto às do caráter ou amadurecimentomoral. No entanto, o que ressalta claramente das respostas acima é que não sedeve forçar o aflorar mediúnico das  crianças, e que, caso haja o aflorarespontâneo, deve-se empregá-la com grande seriedade, sendo necessário dar às crianças em geral, o ensino moral do Espiritismo, preparando-as para umavida bem orientada pelo conhecimento doutrinário, sem qualquer excitaçãoprematura das faculdades psíquicas que se desenvolverão no tempo devido.

Égeralmente na adolescência, a partir dos doze ou treze anos que se inicia osegundo ciclo. No primeiro ciclo só se deve intervir no processo mediúnico compreces e passes, para abrandar as excitações naturais da criança, quase semprecarregadas de reminiscências estranhas do passado carnal ou espiritual. Naadolescência o seu corpo já amadureceu o suficiente para que as manifestaçõesmediúnicas se tornem mais intensas e positivas, necessitando de esclarecimentose condução adequados sobre a mediunidade. 

Asreuniões de estudo, especificamente as de Mocidade, voltadas para a integraçãodo adolescente e jovem à Vida, quando conduzidas por evangelizadorespreparados, representam importante fator de esclarecimento e desmistificaçãodas nossas relações com os Espíritos.  Há adolescentes que se integramrápida e naturalmente à nova situação e se preparam seriamente para a atividademediúnica. Outros rejeitam a mediunidade, por associá-la a inúmeras renúncias. Muitos rejeitam as diretrizes espirituais instaladas em suas consciências,criando desvios e perturbações que trarão conseqüências mais tarde.

Nesseperíodo, o adolescente se abre para contatos mais profundos com a vida e omundo, sendo necessário ampliar sua visão da Vida, à luz da Doutrina Espírita.Estimulá-lo a fazer escolhas adequadas, mostrando-lhe que há renúnciasnecessárias, principalmente as relacionadas a si mesmo. Os exemplos dosfamiliares influem mais em suas opções do que ensinos e exortações. Começa atomar conta de si mesmo e a firmar sua personalidade, necessitando serrespeitado, amado e compreendido, a fim de estruturar mais facilmente, ocaminho que percorrerá com destino à Perfeição.

Oadolescente e o jovem, este se enquadrando no terceiro ciclo, podem e devem serestimulados a se descobrirem como Espíritos, plenos de potencialidades a seremdesenvolvidas, vivenciando diversas experiências que lhes possibilitem crescimentoespiritual. Merecemorientação adequada que os preparem para trabalhar com Jesus, onde quer queestejam,  aprendendo a servir, participando como agentes modificadores domeio, independente da idade cronológica, mas cientes da responsabilidadeespiritual de fazer o melhor e ser feliz.

Muitosjovens crêem existir incompatibilidade entre o descobrir e experimentar asbelezas e alegrias naturais da vida e a vivência mediúnica; falta-lhes, porausência de conhecimento, o entendimento de que por serem Espíritos, vivem emconstante relação com outros Espíritos, encarnados e desencarnados, sendoimprescindível disciplinar essa convivência, colocando o Evangelho em seusentir, pensar e agir.

Quantoantes a criança e o jovem receberem esclarecimentos sobre a realidadeespiritual da qual fazem parte, mais prontamente se tornarão aptos a trabalharcom Jesus, o que não implica exclusão de vivências no mundo; significa estar nomundo sem ser domundo, daí a mediunidade fundamentar-se na vida de relação, estabelecendoconvivências, exigindo definição de propósitos, atitudes diferentes,possibilitando crescimento moral e espiritual, que tornarão esses Espíritos,hoje crianças ou jovens, em homens de bem, construtores do Mundo Melhor, aoqual todos aspiramos.

Bibliografia:

  • KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns:  2a. ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap. XXI, q. 221, itens 6, 7 e 8.
  • PIRES, J. Herculano - Mediunidade:  2a. ed. São Paulo: PAIDÉIA, 1992 - Cap. I.

TerezaCristina D'Alessandro

Julio Natal · 168 vistos · 2 comentários
13 Mar 2009

75 - O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

CAPÍTULO VIII; BEM-AVENTURADOS OS PUROS DE CORAÇÃO


INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS: ITEM 18:DEIXAI VIR A MIM OS PEQUENINOS


          A belíssimamensagem é de JOÃO, o Evangelista. O primeiro impulso é , simplesmente,copiá-la, para manter a sua beleza e a sua sublimidade. Mas, se estamosestudando este livro, precisamos tecer comentários sobre ela. Vamos, então,fazê-lo.

          Iniciaele, pelo título da mensagem, que é o apelo de Jesus aos seus discípulos, quequeriam afastar as crianças, por pensarem que elas incomodariam o Mestre, quetinha o que dizer a adultos, não a crianças, que não poderiam compreendê-lo.

          Explica,então, que esse apelo de Jesus não era dirigido somente às crianças, embora ele“lhe conquistaria o coração das mulheres, que são todas mães.” Dirigia-setambém “às almas que gravitam nos círculosinferiores, onde a desgraça desconhece a esperança. Jesus chamava a si ainfância intelectual da criatura formada: os fracos, os escravos, os viciosos.”

          “Os sãos não precisam de médico e sim, os doentes; não vim chamaros justos e sim, os pecadores.” (Marcos, 2: 17) “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e eu vosaliviarei.” (Mateus. 11: 28 )

          Naqueleapelo, queria Jesus que os homens aceitassem seus ensinos, se entregassem aele, com a confiança das crianças, e essa idéia transparece em muitas de suasfrases, registradas nos Evangelhos.

          Assim,na sua maneira de ensinar, aproveitando as situações naturais, falando pouco,com muito significado, Jesus “ submetia as almas à sua terna e misteriosaautoridade”, que vinha da sua pureza de espírito, conquistada através dostempos em outro mundos materiais, visto que ele já era puro, quando a Terraainda não existia.

          “Ele foi a flama que espantou as trevas, o clarim matinal quetocou a alvorada. Foi o iniciador do Espiritismo, que deve, por sua vez, chamara si, não as crianças, mas os homens de boa vontade. A ação viril está iniciada:não se trata mais de crer, instintivamente, e obedecer de maneira mecânica; énecessário que o homem siga a lei inteligente, que lhe revela a suauniversalidade.”

          Oespiritismo, conclamando à fé raciocinada, “ ... a que podeenfrentar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade”, satisfaz,plenamente, as exigências da inteligência do homem atual, que quer crer apenasnaquilo que compreende, desde que não tenha uma postura preconceituosa, de“oposição sistemática e interessada”, conforme escreveu Kardec, neste livro queestamos estudando, no capítulo XIX, item 7.

         
 “Meus bem-amados, eis chegados os tempos em que os errosexplicados se transformarão em verdades. Nós vos ensinaremos o verdadeirosentido das parábolas. Nós vos mostraremos a correlação poderosa, que liga oque foi ao que é.”

          Realmente,os Espíritos desencarnados, que trouxeram a revelação espírita, codificada porAllan Kardec, continuam, sob a égide de Jesus, ensinando-nos sempre mais, namedida do aprofundamento do nosso entendimento intelectual e moral.

          Equanto mais estudamos a Boa Nova, trazendo seus ensinos para nosso cotidiano,mais cresce, em nós, a gratidão e o amor ao Mestre Jesus, a Allan Kardec e atodos os Espíritos que trabalham em benefício desta humanidade rebelde à lei doAMOR.

          Assim,João, o evangelista, o apóstolo que, talvez, mais tenha vivenciado o Amor aopróximo, talvez ( uma vez mais ) assim nos pareça, por ter tido uma existênciamuito mais longa do que os demais, termina essa mensagem: “Eu vos digo, em verdade: a manifestação espírita se eleva no horizonte,e ei aqui seu enviado, que vai resplandecer como o sol sobre o cume dosmontes.”

          O“seu enviado” pela manifestação espírita é o Espiritismo, que, realmente,resplandece na mente e no coração de quem o conhece, iluminando sua jornadaevolutiva, com seus esclarecimentos sobre os ensinos de Jesus, tornando-os,cada vez mais atualizados, mais necessários e, conseqüentemente, mais possíveisde serem vividos pelos homens na Terra.

Bibliografia:

KARDEC, Allan - “O Evangelho Segundo oEspiritismo”

Leda de AlmeidaRezende Ebner

Julio Natal · 101 vistos · 0 comentários
13 Mar 2009

9 *O CÉU E O INFERNO

"6 . – A felicidade está na razão direta do progresso realizado, de sorte que, dedois Espíritos, um pode não ser tão feliz quanto o outro, unicamente por nãopossuir o mesmo adiantamentointelectual e moral, sem que por isso precisem estar, cada qual, emlugar distinto. (...)

Sendo a felicidade dos Espíritos inerente às suas qualidades, haurem-na eles emtoda parte em que se encontram, seja à superfície da Terra, no meio dosencarnados, ou no Espaço".

(O Céu e O Inferno, Cap. III - O CÉU.Grifos nossos)

A palavra céu está comumente associada em religião aalgum lugar onde desfrutamos de "recompensas". Assim, pode parecerestranho não querer circunscrever um lugar para esse céu. Poderíamos indagar, então,qual o céu dos Espíritos?Acreditamos que sim. Não no sentido de ser possível localizá-lo numa regiãodeterminada. Mas como qualquer lugar em que algo especial possa ser sentido, algo como um estado de harmonia, de suficiência afetiva, o reino dos Céus, mencionado porJesus.

Nessa ordem de idéias, o que realmenteimpressiona é encontrar nas palavras de Kardec acima, uma ligação entre duas idéiasmuito simples: progresso e felicidade. Simples dissemosnós, será? Talvez sim, mas a exigir uma certa aptidão para ver, os olhos de ver. Então, procuremosentender isso um pouco melhor. Mas, não esqueçamos leitor, duas (ou mais)cabeças pensando pode não levar a nada se os corações não estiverem dispostas a amar.

No mês anterior mencionamos um processosubentendido nas palavras de Kardec. Vale recordar:

  • Conhecimento e experiência, levando ao desenvolvimento de novas faculdades, `a ampliação da percepção e, conseqüentemente, maior sensibilidade (novos gozos).

O que queríamos dizer com isso? Podeparecer de início que se trata de algum curso, com professores, matérias, etc.Assim, freqüentaríamos uma "escola" (para adquirir conhecimento),desenvolveríamos atividades (para ganharmos experiência) e, como resultado,teríamos adquirido mais habilidades. Habilidade paraperceber, fazer, organizar, etc. Acabaríamos por nos tornarmos mais sensíveis,isto é, capazes de apreender nuances que antes sequer imaginávamos... Bem,isso, de certa forma, pode ser exemplificado quando educamos o nosso ouvido para a música. O queacontece? Começamos a distinguir aspectos que antes simplesmente não existiam para nós. Uma coisa é ser ouvinte de música,outra é se envolver com ela, exercitar-se nela, perceber-se por si mesmo nela,vivenciá-la. Então, algo acaba acontecendo. Poderíamos chamar de maturidade,habilidade, percepção, etc. Pouco importa o nome. O fato é que algo ocorreuconosco nesse processo. Mudamos. Veja, amigo leitor. Não mudamos algo. Nósmudamos.

E o que tudo isso tem a ver com otítulo da nossa discussão? Façamos a "ponte": Que espera, o leitor, da outra vida?

Examinemos melhor a questão do céu,então, com Kardec, complementando-a com a colocação acima. Ora, se alguma coisaesperamos da outra vida, nada obteremos porque não existe uma outravida, existe uma só vida e inúmeras existências. Por outro lado,desejar apenas uma melhor existência na Terra ou alhures, pode significarsimplesmente que ainda não amamos, nossos atos estariam vinculados a um secretoegoísmo, uma secreta intenção de barganha com a Divindade. Mais ou menos assim: Nós nos comportamos bem,espalhamos o bem a mãos-cheias, beneficiamos o próximo e Ele, uma divindade defora, nos recompensaria, premiando-nos com uma mansão Celeste ou umareencarnação venturosa, em que seremos ricos ou desfrutaremos de uma boasituação social. Será isso o reino dos céus?

É claro que a dedicação ao próximo nos trarábenefícios. Mas é preciso cuidado, pois isso também pode demonstrar o apego a alguma coisa que imaginamos que deve existir. E, se não for bemcomo esperávamos? Talvez o melhor seja que não esperemos o nosso céu depois damorte, mas que comecemos a vivê-loaqui e agora. E é justamente isso que a colocação deKardec nos ajuda a entender.

"A felicidade está na razãodireta do progresso realizado" ou que "(...) a felicidade dos Espíritos [é] inerente às suasqualidades"

Ainda em O Céu e o Inferno:

"O homem foi criado para aatividade; a atividade do Espírito é da sua própria essência; e a do corpo, umanecessidade."

O que podemos perceber então? Progressoexige atividade criadora. O Reino de Deus nãoé uma recompensa que nos será dada mais tarde, quando formos bonzinhos. Ele jáse encontra dentro de cada um e, na medida em que criamos as condiçõesnecessárias à sua emersão, Ele virá para fora denós, empolgando todo o nosso ser, e seremos seu instrumento e seu arauto nomundo.

É claro que para criar essas condiçõesnecessitamos de auxílio, orientação, cuidados. Afinal, como isso acontece? Oque podemos fazer? Três idéia poderosas se somam às anteriores: atividade, qualidade e felicidade. Ou, juntando astrês, assim resumir: Qual a força da nossa motivação? Afinal, como diziaWeber, filósofo, as idéias nada mais são que trilhos nosquais o interesse corre. Questões que procuraremos abordar no próximo "encontro", porenquanto ficando com o pensamento de Schiller:

"Para que a verdade triunfe naluta com a força, ela deve se transformar primeiro numa força e se ligar aalgum impulso como seu advogado, no reino dos fenômenos, pois os impulsos sãoas únicas forças geradoras no mundo do sentimento".

E não foi isso o que Jesus fez? Deuforça à Verdade pela ação do seu exemplo?

Vanderlei Luiz DaneluzMiranda 

Julio Natal · 40 vistos · 0 comentários
13 Mar 2009

2 - Evolução do Princípio Inteligente

- ReinoAnimal - Nematelmintos

Quantoao HABITAT estes animais podem ter:

VIDALIVRE - medem poucos milímetros de comprimento.

PARASITA- de plantas e animais - podem atingir até alguns metros de comprimento.

PARASITA- o que é?


Definição dicionário - Que, ou o que vive a custa alheia; animal que vive àcusta de outro ser organizado, deste retirando tudo o que necessita para a suaprópria
subsistência.

Seria a condição de parasita algo natural, criada por Deus?

  • Não! O parasitismo entre os animais não decorre de uma condição natural, mas de uma autêntica adaptação deles a modo particular de Comportamento. Por que isto aconteceu?
  • Do ponto de vista da evolução, as relações entre os seres independentes tornaram-se progressivamente mais íntimas e atravessaram as fases de Comensalismo, inquilinismo e mutualismo até chegar ao parasitismo.
  • Comensalismo - associação de dois indivíduos que são beneficiados sem causar prejuízo para o hospedeiro.
  • Inquilinismo - associação de dois indivíduos, vivendo um deles no interior do outro, sem se nutrir à custa dele, mas aproveitando-se dos alimentos por ele captados.
  • Mutualismo - forma de simbiose de que ambos os associados tiram vantagens.
  • Parasitismo - associação de dois indivíduos em que um deles tira vantagens com prejuízo do outro.
  • Por necessidade de sobrevivência ou por escassez de alimentos, os seres foram se adaptando, e no regime de adaptação a que se entregaram, sofreram mutações de vulto a lhes exprimirem na forma, como:

Reduçõesou acentuações orgânicas:

  1. Degeneração ou total extinção do aparelho digestivo, porque, vivendo na corrente abundante de sucos nutritivos já elaborados, passam a prescindir de sistema intestinal próprio - convertem os órgãos bucais em órgãos de fixação e passam a realizar a nutrição por osmose, utilizando toda a superfície do corpo.
  2. Quando o parasita costuma ingerir grande massa de sangue, há um desenvolvimento anormal do intestino médio, que se transforma em uma bolsa volumosa a funcionar por depósito de reserva para longos jejuns eventuais - sanguessugas e mosquitos.
  3. Perda dos apêndices locomotores - em virtude do parasitismo, muitos platelmintos e anelídeos perderam os apêndices locomotores, substituindo-os por ventosas ou ganchos.

Órgãosdos sentidos, movimentação rápida, coordenação de movimentos são muitoimportantes para os organismos de vida livre, que capturam seu alimento, noambiente natural em que vivem. Um endoparasita, por exemplo, não necessita deestruturas visuais, desde que vive sempre mergulhado na escuridão do interiordo corpo do hospedeiro.

Dentrodo mesmo filo, platelmintos, os animais de vida livre são os que mostrammaior complexidade estrutural.

Os animais parasitas muitas vezes, sofreramsimplificação morfológica, resultado de sua adaptação ao organismo hospedeiro.

Parase traçar uma linha evolutiva são levados em consideração as característicasmorfofisiológicas. Nesse caso, os parasitas não são muito considerados porqueperderam muitas características devido a sua adaptação.

Eno hospedeiro, quais as transformações causadas pelo parasitismo?

Umasérie de doenças humanas são provocadas por nematodos. Uma delas, muitoconhecida, é o "amarelão", causada por Necator americanus ou tambémpor Ancylostoma duodenale. Esses vermes, quando adultos, habitam o intestinodelgado. Na sua região bucal, existem projeções pontiagudas, em forma dedentes, com as quais os vermes perfuram a parede intestinal, pois suaalimentação consiste de sangue sugado pelo hospedeiro. A lesão intestinalprovoca hemorragia e a perda constante de sangue torna o indivíduo hospedeiroanêmico e alquebrado, reduzindo muito sua capacidade de trabalho.

Outradoença é a triquinose, causada por larvas de Trichiunella spiralis que atingema musculatura do homem, encistando-se e provocando sensações extremamentedolorosa.
Há ainda a elefantíase, causada por parasitas conhecidas como filárias que,quando adultos, habitam os vasos linfáticos, geralmente dos membros inferioresdo homem e em grande número podem causar obstruções dos vasos linfáticosprovocando edemas que deformam as pernas, dando-lhes aspecto da perna de umelefante.
Com isto concluímos que o parasitismo tanto é prejudicial ao parasita quanto aohospedeiro.

CONTINUA...

Bibliografia:
Obsessão Desobsessão - Suely Caldas Schubert

Evolução em Dois Mundos - André Luiz

Libertação - André Luiz

O Perispírito e suas Modelações - Luiz GonzagaPinheiro

Mediunidade - José Herculano Pires

Biologia volume II - Amabis & Martho

 

MariaSueli Bertoldi Pereira

Julio Natal · 68 vistos · 0 comentários
13 Mar 2009

O LIVRO DOS MÉDIUNS * Estudo nr.11

Estudonr.11 - Capítulo III - Método

Semelhante incompreensão acontece também nas pesquisas psíquicas ,quando o método estatístico não pode ter o valor e a expressão que se lhe queremprestar, justamente porque o Espírito, o pensamento e a vontade não sãoforças mecânicas que se submetem inteiramente às experiências de laboratório.

Admissíveis, sem dúvida, serão os processos a serem utilizadosvisando a evitar as fraudes e embustes, tal como o fizeram os investigadores dopassado e o fazem os da atualidade.

Todavia, exigências naturais, prudência e cautela, necessárias aocontrole das pesquisas não devem ser confundidas com métodos científicosrígidos e inaplicáveis, por incompatíveis.

Frivolidades, fraudes, diversões, prestidigitação e toda sorte depassatempo devem ser permanentemente combatidos pelos espíritas sinceros, emface aos prejuízos que causam aos praticantes, atingindo, por via indireta, a seriedadecom que deve ser praticada a Doutrina.

A generalidade dos sábios do mundo, ao lado das cautelas naturaisque devem presidir o trato das questões atinentes ao Espiritismo, ainda não seaperceberam da extraordinária força do pensamento e do poder resultante dasafinidades psíquicas, para só citar dois fatores essenciais nas experiênciascom o mundo invisível.

Muitos deles ainda não entenderam que as inteligências libertas dojugo da matéria não podem ser tratadas pelos mesmos sistemas aplicados a forçasmecânicas, nem se subordinam passivamente a controles de laboratório.

Se não se levar em consideração seres livres, com vontade própria,mas sem o revestimento físico, capazes de determinar os rumos de fenômenosinabituais , tal como acontece nas intervenções dos Espíritos no mundocorpóreo, qualquer experiência ou investigação pode fracassar, ou levar adeduções falsas, por desconhecimento das leis naturais que regem as relaçõesentre dois mundos diferentes em sua estrutura.

Daí os constantes insucessos nas pesquisas de sábios eespecialistas sem o necessário lastro em matéria de ciência psíquica. Aignorância das causas e condições atuantes somada à insuficiência das regrasaplicadas, inadequadas aos fins objetivados, determinam fracassos, erros e falsasdeduções.

A suspeita permanente, a desconfiança indiscriminada, ainadequação de meios, a ignorância do que é o mundo espiritual são fatores quefavorecem a manifestação freqüente de entidades inferiores interessadas semperturbar, em fortalecer convicções erradas, sem simular e incentivar fraudes emistificações nos sensitivos, visando a desacreditar experiências malconduzidas, numa mescla de falso e verdadeiro, de difícil distinção.

O Mundo Espiritual, é constituído por seres benfazejos emaléficos, só através do Espiritismo pode ser melhor conhecido. Sem as luzes daDoutrina, muitos podem tornar-se vítimas das potências inferiores capazes deconduzir os imprudentes e despreparados ao erro, à obcecação às obsessões.

À medida que o observador atento e estudioso, moralizado einteressado na obra do Bem, isento de preconceitos e imbuído do desejo deservir penetra nos domínios do invisível, pouco a pouco compreende agrandiosidade da obra do Criador do Universo que não se restringe à ordemfísica mas se estende aos domínios do Espírito imperecível, muito mais vastos ecomplexos.

Observará também que em toda parte se manifestam a ordem e aharmonia em tudo, embora pelas nossas limitações, muitas vezes só chegamos aperceber o lado negativo das coisas.

próxima edição:

Capítulo III - Método – continua

Bibliografia:

Kardec, Allan – OLivro dos Médiuns,

Kardec, Allan – OLivro dos Espíritos,

Kardec, Allan - O queé o Espiritismo,

Borges, Juvanir –Tempo de Transição.

 

ElisabethMaciel
Julio Natal · 100 vistos · 2 comentários
13 Mar 2009

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