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O HOMEM SER PREDESTINADO À EVOLUÇÃO - Estudo 10*

Estudosanteriores:

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Maio 
Junho

Estudo 1 - Reflexões para entender o tema

Estudo 2 - O papel das civilizações

Estudo 3 - Evolução

Estudo 4 - As instituições

Estudo 5 - As Civilizações e a cultura

Estudo 6 - A Revolução Industrial dos Séculos XIX e XX

Estudo 7 - A Vinda de Jesus ao Planeta Terra

Estudo 8 - O Espirit.como prop.para se entender a pres.do ser humano na Terra

Estudo 9 - As guerras são as Catástrofes na Terra

 

Estudo 10 - AEducação para a Humanização

Educação: Frize-se e recorde-se que ao usar o termo"Educação", não se fala aqui em intelectualização, em saber coisas.Mas no ato ou efeito de desenvolvimento da capacidade física, intelectual emoral do ser, visando sua melhor integração e atuação individual e social.Constituiu-se como o aperfeiçoamento integral de todas as faculdades humanas,usadas pelo próprio ser, que se renovando sempre, atua no meio que cresce comele.

Considerando o homem primitivo em seudesenvolvimento avalia-se que ele se desenvolveu através das funções do"sentir", do "pensar" e do "fazer". 

           São funções que se conjugam e se completam para propiciar desenvolvimento aoser humano. 

           Ele sente, deseja, anseia, pensa, imagina, faz, refaz e cria novos modos defazer. É a causa e o preparo para desenvolver as práticas da tecnologia. Ao"fazer" no sentido de realizar o sentir e o pensar, o homem cria ainstrumentalização para o trabalho e para o seu conforto material, cresce noaspecto intelectual. A corrente do "saber" se faz pela relação: acada "prática" corresponde uma "teoria" e, também, a cada"teoria" correspondem novas "práticas". 

           A inteligência é a propulsora do fazer e pensar. O acúmulo do conhecimento dácondições ao ser humano de conquistar sua autonomia e acentuar aresponsabilidade na sua formação cultural e moral. 

           O Espírito sente, é sensível e amoroso por natureza. As emoções, as aspiraçõese o amor são os sentimentos que o fazem revelar a espiritualidade. 

           O homem sente os impulsos de doar-se ao mundo. Ele modela a própria formaçãocultural, moral e social conjuntamente com o que a sociedade lhe oferece;resultando, de todas essas relações, as propostas de ideais que,espiritualmente estabelece para si. 

           A consciência do individual e do social vêm de uma prática que envolve estesprocedimentos: sentir, pensar e repensar, fazer e refazer, criar e recriar,discernir, julgar, optar, decidir, refletir e construir sua filosofia de vida. 

           Humanizar-se (decorrerá desse trabalho que o homem, ao educar-se realizaconsigo; tornando-se realmente humano – menos fera – benévolo, afável,tratável, civilizado, bondoso, benfeitor, que ama seus semelhantes, que age,deseja e trabalha visando o bem da Humanidade) é o efeito da conscientizaçãodos valores humanos e é incorporação desses valores na conduta humana. Essaconsciência de comportamento e de conduta faz com que o cidadão ofereça certaqualidade ao social. 

           Como ser histórico, que é o homem, tem a responsabilidade de estar presente eatuante nos meios sociais para transferir à sociedade o sentido da qualidade devida. 

           Concluirmos – o homem pelo seu modo de sentir, pensar e agir influi no processocultural a exteriorizar-se no campo social. 

           Deveria agir só após a reflexão da conseqüência de suas ações (naturalmente ofaz por impulsos). A reflexão é, ou deveria ser o pensar no que se sente, paradepois agir, ou não, conforme o maior ou menor número de Bem que suas atitudesgerarão a si e principalmente aos outros. 

          Ninguém, ao sentir, pensar e agir o faz só por si e para si. O campo envolveprodutos das relações:

  • Eu e eu
  • Eu e o outro
  • Eu e a sociedade
  • Eu e o mundo.

           Na função social e histórica em que o ser humano se coloca, não há como negar,que o homem é um ser inacabado, a completar-se continuamente como a fazer aprópria história. É a característica de não estar pronto, dominando todo osaber e o fazer, portanto, o evoluir eternamente é a predestinação do Espírito.Ele tem a perspectiva do futuro no seu presente. 

           A educação, como um processo de vida, direciona esse homem para fins futuros.

Permeia ela astendências e as conduz para as aspirações da vida moral e ética.

Entretanto, tudo issotem relação com os tipos do processo educativo. 

           A educação deve ser o recurso para conduzir o homem a ser ético e consciente dasua responsabilidade na construção de uma realidade social. 

           A sociedade terá as características que resultam das relações dos seres humanosque, por sua vez, passa a expressar uma cultura, a qual, determinará os valorespara a conduta desse homem. É uma interdependência a resultar a realidade a queo ser humano fica relativamente sujeito. 

           A educação deve dar os meios para fazer homens livres, conscientes, criativos eresponsáveis pelos seus destinos, opções e realizações. 

           O homem criativo é o ser que à base da curiosidade em objetivos e ideaisdesvenda novo saber como metas de vida. E, homens responsáveis são aqueles quetêm a consciência de que o futuro é obra de suas opções e do seu trabalhorealizado agora. 

           Desta forma, consciência da realidade e a ação sobre o social são ocorrênciasque se relacionam; são inseparáveis constituintes do ato transformador dossistemas sociais. 

           Assim entendido, a orientação no mundo porá a questão das finalidades da"ação" ao nível da percepção crítica da realidade. 

           O caráter político (sistema respeitante aos direitos de todos com habilidade notrato das relações humanas, visando o melhor para todos, tendo em vista osobjetivos almejados. Política é o processo que se usa para resolver osproblemas sociais que afetam o indivíduo) da educação é a marca que tornalibertadora ou não. 

           Cada sociedade cria o seu sistema de educação de acordo com os valores que anorteiam. Se a sociedade é quem estrutura a educação ela o faz em função dosinteresses políticos de quem detém o poder. 

           Mais que nunca faz-se ela imprescindível uma vez que passa a ser um fatorfundamental para preservação de sistemas políticos, formando seres conscientese livres. 
            Por isso, éque a transformação radical e profunda dos ideais da educação, como sistemalibertador do ser humano, só se dará quando a sociedade estiver num processo detransformação consciente onde cada qual se entenda como elo básico, fundindo-seaí os ideais maiores do próprio existir. 

           Considerando-se a família como célula principal da sociedade percebe-se que hámuito o que se realizar no campo da educação. É ela o grupo social que chegadiretamente ao indivíduo no período da formação da personalidade. 

           A criança, o adolescente e o jovem são trabalhados individualmente e em gruposob as diretrizes da família. Mas a família não educa sozinha; a convivênciadas crianças com outras crianças, dos adolescentes e jovens com outrosadolescentes e jovens é fator de mistura do modo de ser desses elementos. Éassim que a sociedade interfere no processo de educação dos indivíduos nafamília, que se estiver atenta, retornará esses elementos e através do diálogo,onde todos se enriquecem. 

           A educação em família, deve ter por objetivo o aperfeiçoamento de cada um deseus elementos nos sentidos da moral e da espiritualidade. É na família que oser processa o dia a dia de seu viver. Portanto, é a família que propõediretamente, aos seus membros, as regras, os valores morais e espirituais acada um dos participantes que, frize-se não são estanques e fechados, masabertos ao dinamismo das análises e retomadas. 

           Aí está a grande responsabilidade dos pais na escolha do seu sistema de educaros filhos. 

           Será que os pais entre si, individual e reciprocamente "se educam”? 

           Será que os filhos estão sendo educados para viverem com dignidade e para seremresponsáveis pela sua própria liberdade? É, ela discutida, questionada,avaliada ? 
            Ao ladodesses fatores há a escola, a religião, o trabalho, o companheirismo, os clubesrecreativos e toda forma de sociabilidade que dividem, entre si, aresponsabilidade de indicar as melhores normas de ação visando o bem estar detodos.

À família entretanto,é que caberá oferecer aos jovens maior lucidez da razão e o maior poder dediscernimento para efetuar as suas opções de comportamento e de futuro. 

           A família ativa e atuante, contribui, assim, para o processo de burilamento dosEspíritos encarnados na Terra. 

           Na família está o embrião da Evolução Espiritual do Ser Humano.

*Luiza de Campos Freire Favareto

Julio Natal · 88 vistos · 0 comentários
16 Fev 2009

LIVRO: “PALAVRAS DE VIDA ETERNA” (estudo n.9)

Francisco C. Xavier/Emmanuel


(estudo n.9)

TEMA: “SOCORRO E CONCURSO”

"Quantos pães tendes? "-Jesus (Marcos, 8:5)

Havia grande multidão, Jesus sentiacompaixão por todos aqueles que há tanto tempo ali estavam acompanhando-o semter o que comer. Se os deixasse ir em jejum poderiam desfalecer no caminho,porque alguns moravam longe.

Os discípulos, falam-lhe que não dispunhamde alimentos. Como satisfazê-los de pão.

É quando Jesus faz a pergunta: quantospães tendes?

Jesus não perguntou, de quantos pãesnecessitavam, mas, "quantos pães tendes? ", demonstrando a precauçãoem alertar para a necessidade de se apresentar algo como base para o auxílioque suplicamos.

Quando solicitamos amparo, socorro paraalguém, pensemos primeiro na cooperação que podemos ofertar.

Invigilantes, quase sempre, fazemosrogativas e relacionamos diversas situações, onde poderíamos exercitar nossaspróprias forças, no entanto, transferimos responsabilidades nossas para osBenfeitores Espirituais, esquecidos de que os trabalhadores da Espiritualidade, estão sempre se movimentando, ajudando, prontos para nos fortalecer tão logoofereçamos nossas disposições firmes no Bem.

Quanto auxílio, quanto socorro poderiamser prestados se fossemos mais atentos, despertos para essa realidade de queacontecerá ou não esse auxílio, dependente do campo mental aberto, receptivo.

Esta lição fala a Espíritos maisamadurecidos, que já conseguiram substituir o peditório pelo ofertório.

Quem se oferece em trabalho, em nome deJesus, tem muito a fazer, qualquer que seja o meio em que lhe foi ofertadoviver.

Quem se interessa pelo trabalho, seencanta com ele, e faz dele a oração em essência. É feliz com o que aprende equer repartir, precisa mesmo distribuir.

"Quantos pães tendes?"pergunta Jesus.

"O ensinamento é precioso para anossa experiência de oração", esclarece Emmanuel.

Oração pobre é a do acomodado que sóquer receber, pedindo sempre carente, "alongando mãos vazias".

Oração rica é a daquele que busca em sirecursos para ofertar, que quer ser grande para ser mais gente e que,desenvolvendo-se promove o meio em que está. Este oferece o que pode e vai sersempre mais. Agradece muito e recebe em abundância, cento por um, segundoJesus.
Em síntese, as respostas às nossas rogativas dependerão sempre de condições,embora mínimas, que ofereçamos. Em essência, não é o Senhor que precisa denossas orações, mas cada qual que precisa aproveitar a essa oportunidade,através da qual, acima de tudo, nos fortalecemos na direção à renovaçãoespiritual.

Assim, antes de orar - se erramos sobqualquer aspecto - retifiquemo-nos antes. Se ofendemos alguém, se nos desviamosdo melhor caminho, se abrigamos a revolta ou qualquer outra posição dedesequilíbrio, temos antes que tomar a iniciativa do reequilíbrio, uma vez quea súplica da ajuda, por não mais atender a convencionalismos e palavrasbonitas, deve nascer nas condições íntimas de retorno ao Bem.

Idalina Magro / Maria Ap. Ferreira Lovo 

Julio Natal · 63 vistos · 0 comentários
16 Fev 2009

MEDIUNIDADE - ESTUDO 9*

ESTUDO9: Mediunidade e Animismo - O Espírito do médium secomunicando

              Em nosso estudo de número 8 - O Papel do Médium nasComunicações, percebemos que ao médium cabe o papel de "intérprete"do pensamento do Espírito. Se não compreender o alcance desse pensamento, não opoderá fazer com fidelidade. Se compreender o pensamento mas, por falta desimpatia ou outro motivo, não for passivo (isto é, se misturar suas idéias próprias com as doEspírito comunicante), deformará o pensamento comunicado, o que evidencia agrande participação do Espírito do médium na comunicação que ocorre.

              O processo de comunicação dá-se somente através daidentificação do Espírito com o médium, perispírito a perispírito, cujaspropriedades de expansibilidade e sensibilidade, entre outras, permitem acaptação do pensamento, das sensações e das emoções, que se transmitem de umapara outra mente através do veículo sutil.

              O médium é sempre um instrumento passivo, cuja educação morale psíquica lhe concede recursos hábeis para um intercâmbio correto. Porém,inúmeros impedimentos se apresentam durante o fenômeno, os quais, somente oexercício prolongado e bem dirigido consegue eliminar. Podemos citar asfixações mentais, os conflitos e os hábitos psicológicos do médium que vertemdo inconsciente e, durante o transe, assumem com vigor os controles da faculdademediúnica, dando origem às ocorrências anímicas.

              O problema das interferências do médium na comunicação nãopassou despercebido a Kardec que, ao questionar os Espíritos orientadores daCodificação, deles obteve a confirmação do fato (O Livro dos Médiuns, Cap. XIXO Papel dos Médiuns nas Comunicações, Influência do Espírito do Médium item223):

Item 223. 2 - As comunicações escritas ou verbais podem ser também do próprio Espíritodo médium?

              - A alma do médium pode comunicar-se como qualquer outro. Seela goza de um certo grau de liberdade, recobra, então suas qualidades deEspírito.

Item 223. 2a - Esta explicação não parece confirmar a opinião dos que acreditam quetodas as comunicações são do Espírito do médium e não de outro Espírito?

              - Eles só estão errados por entenderem que tudo é assim.Porque é certo que o Espírito do médium pode agir por si, mas isso não é razãopara que outros Espíritos não possam agir, também, por seu intermédio.

              Estudando esse capítulo, observamos que não foi dado nenhumcaráter de anormalidade à manifestação do Espírito do próprio médium, chegandomesmo a afirmar que o conteúdo de certas comunicações produzidas por médiuns,sem o concurso dos Espíritos, pode ser superior ao de outras, obtidas com aparticipação deles, a depender do grau de evolução de uns e de outros. Nemsempre porém, o fato anímico revela qualidades adormecidas ou simplesocorrências do quotidiano da vida atual ou passada do médium. Muitas vezes, o quese projeta são o trauma, as manifestações fóbicas, além de outras expressões dedesajuste que aguardam regularização.

              Assim, no exercício mediúnico, o animismo se revelasob dois aspectos distintos:

1.    O Espírito do médium se comunicando -animismo clássico pesquisado por Aksakof, Bozzano e outros;

2. Espírito do médium introduzindo suas ideias nas mensagens de que sefaz instrumento.

              Estudando o aspecto do Espírito do médium se comunicando -buscamos André Luiz, no livro Nos Domínios da Mediunidade (cap.22 - Emersão do Passado) quando narra interessante fato ocorrido numa reuniãomediúnica, em que uma sensitiva em transe sonambúlico, libera episódiotraumático de outra encarnação, como se fosse uma autêntica comunicaçãomediúnica. Assistia a cena um Espírito desencarnado que funcionava comocatalisador a liberar da memória da sensitiva, pelo mecanismo dos reflexoscondicionados, os lances ali fixados desde o passado remoto .

              O fato relatado reflete uma situação anímica marcada pelo desajustepsicológico, passível, no entanto, de uma solução futura após o esvaziamentodaquelas aflições e o retorno à normalidade mediúnica. Com base nessa certeza,André Luiz enfatiza a necessidade de conduzir o atendimento com todo respeito einteresse, procedendo-se ao diálogo esclarecedor da mesma forma como se atendemos Espíritos sofredores nas reuniões de socorro espiritual.

              Para se compreender corretamente o problema do animismo,relembremos o papel dos médiuns nas comunicações. Sabemos que ele é ointérprete da mensagem que chega. Ora, quem interpreta, vivencia, e não apenasrepete, absorvendo em seu mundo íntimo a ideia, devolvendo-a com a vestimentarepresentada por seu estilo, vocabulário, emoções e acervo cultural.

              É comum, no início da educação mediúnica, quando os médiunsainda não estão familiarizados com o processo das comunicações, que eles façamo conflito sem saberem determinar corretamente a fronteira entre o pensamentopróprio e o dos comunicantes. Nesse início é muito provável que preponderem osestados arquivados no inconsciente. É por isso que, acertadamente, afirma-seque para alcançar o estado mediúnico transita-senecessariamente pelo anímico.

              Ao mesmo tempo em que exercita a faculdade, deve o médiumeducar-se moralmente, a fim de que os seus fatores de desajuste sejam superadosantes que se convertam em viciações alienantes e caminhos de acesso para asobsessões.

Pessoas excessivamente mórbidas, afeitas a queixas, repetitivas eegoístas, quando na prática mediúnica apresentam tendência para o animismo,desajustes, porque seu comportamento já traduz esse estado anímico de tristezae desencanto, decorrente do aflorar do passado nas experiências que oravivenciam. Podemos citar outros fatores desencadeantes do animismo: encontros edesencontros que sensibilizem o médium, discussões e desentendimentos, festassociais excitantes, jogos e entretenimentos similares, que atuam como fortesdesequilibrantes emocionais. O cultivo de idéias desordenadas, as aspiraçõesmal contidas, desequilibram, promovendo falsas informações. Os desbordos daimaginação geram impressões, produzem idéias que fazem supor procederem deintercâmbio mediúnico. Além desses, a inspiração de Entidades levianas cooperacom eficiência para os exageros, as distonias.

              Uma mudança salutar de hábitos e comprometimento com acaridade cristã podem desfazer certos condicionamentos renitentes eperturbadores.

              Espera-se que os médiuns atuantes compreendam sem demora esseprocesso de transitar do anímico para o mediúnico, desemperrando as engrenagensmedianímicas pelo exercício disciplinado e constante, desobstruindo os canaispor onde fluem as ideias através do trabalho no Bem, absorção de conhecimentose cultura, oração e meditação continuadas.

              Compreende-se que é necessário ao médium um exame contínuo deseus problemas íntimos e acentuado zelo pelo estudo, a fim de discernir comacerto e segurança. Nem tudo que ocorre na esfera mental significa fenômenomediúnico.

Recomenda o Espírito Joanna de Ângelis, no livro Celeiro deBênçãos:

              "Estuda e estuda-te.

              Evita a frivolidade e arma-te de siso, no mister relevante damediunidade.

              Cada ser vincula-se a um programa redentor, graças às causasa que se imana pelo impositivo da reencarnação. Interferências espirituaissucedem, sim, mas, não amiúde como pretendem a leviandade e a insensatez dosque se comprazem em transferir responsabilidades.

              Revisa opiniões, conotações, exames e resguarda-te nadiscrição.

              Mediunidade é patrimônio inestimável, faculdade delicada pelaqual ocorrem fenômenos sutis expressivos e vigorosos e só procedem do Altoquando em clima de alta responsabilidade.

              Nesse sentido, não descuides das ocorrências provindas deinterferências anímicas, dos desejos fortemente acalentados, das impressõesindesejáveis e desconexas que ressumam, engendrando comunicações inexatas.

              Acalma a mente e harmoniza o "mundo interior"

(Celeiro de Bênçãos, Cap. 6, Joanna de Ângelis/Divaldo P.Franco -LEAL)

Bibliografia

  • Kardec, Allan - O Livro dos Médiuns - Cap. XIX, q. 223, de 1 a 8, FEESP . 2ª ed. São Paulo, 1989
  • Neves, J.; Azevedo, G.; Calazans, N.; Ferraz, J. - "Vivência Mediúnica - Projeto Manoel P. de Miranda", Cap. 1 - Fenômenos, Cap. 11- Do Anímico ao Mediúnico, LEAL. 1ª edição. Salvador/BA, 1994
  • Neves, J.; Azevedo, G.; Calazans, N.; Ferraz, J. - "Qualidade na prática Mediúnica- Projeto Manoel P. de Miranda", 1ª Parte, Animismo, LEAL. 1ª edição. Salvador/BA, 2000
  • Xavier, Francisco C. pelo Espírito André Luiz, Nos Domínios da Mediunidade. Cap. XXII Emersão do Passado, FEB, 14ª Ed. 1985

*Tereza Cristina D'Alessandro

Julio Natal · 397 vistos · 11 comentários
15 Fev 2009

A fé e seu poder

LEDAMARQUES BIGHETTI
de Ribeirão Preto, SP

Analisando a trajetóriaevolutiva identificamos o homem a caminhar dentro de horizontes e arrastando-osna seqüência existencial através das raízes em heranças. O que vai contribuirpara que se liberte desses atavismos, será o conhecimento, permitindo este quecada um se analise, escolha e trace os caminhos da própria libertação.

Sob essa reflexões, teve ohomem sempre a oportunidade de escolher caminhos?

Após a instalação doCristianismo como religião oficial, com o predomínio da vida religiosa sobre asdemais formas sociais, e, sobretudo, com a concentração do campo espiritual nosconventos e seminários, durante a Idade Média principalmente, o comum nasquestões da fé, é a imposição dos pontos considerados de fundamental interesseao pensamento humano e que devem ser aceitos como dogma de fé, incontestáveis,proibidos de serem discutidos, não se admitindo não só refutações como tambémsimples trocas de idéias sobre os mesmos. A autoridade de quem dita o dogma éabsoluta, infalível, definitiva e todo cristão deve acatá-la como expressãoautêntica da verdade revelada.

Fé é chamada de virtudeteologal, isto é, qualidade essencial para salvação e como tal deve-seaceitá-la, não importando o modo como se viva. Basta ter fé.

A vigência de tal estado, vemdesaguar mais ou menos no século XVIII e se afirma em dois grandes movimentos:o materialismo, anterior ao Cristianismo, mas que se acentua por rejeitar asalvação pela fé. Na outra opção, firma-se a fé cega, que nada examina, tudoaceita, sectária, fanática e passiva.

Esse panorama no início doséculo XIX mescla-se ao lado das contestações nascentes, dos raciocínios queacirravam discussões em verdadeira oposição ao dogma. Lógica, razão, observaçãoe experimentação vão caracterizar o pensamento da época. Questionam, buscam,refutam. Nesse clima, em face à tantas controvérsias, principalmente frente aosefeitos físicos que imperam, uma mente lúcida, personificada pelo professorRivail procura a Verdade. Não o faz, nem dentro do materialismo, em nem na fécega. Busca estudar através do campo científico. Aplica o método daexperimentação: sem teorias pré concebidas observa, compara, deduz. Dos efeitosprocura causas. Encadeia os fatos e só admite uma explicação como válida quandoresolve ela todas as dificuldades de uma questão.

O conteúdo espírita, advindodessa busca "(...) não pretende forçar convicção alguma, mas tão somenteoferecer uma base racional de crença espiritual dos que não podem tê-la por nãoaceitarem as formas existentes (...)" 1

Tal afirmação é lógica, uma vezque a evolução vai fazendo com que as criaturas superem propostas ingênuas naprocura de princípios mais claros na fé que esclarece satisfazendo a razão.

Como então, fé é entendida?

O vocábulo possui váriassignificações: pode ser entendido como crença, confiança, crédito, preceitosdesta ou daquela religião ou fé pura, isto é, aquela que não diz respeito anenhuma forma de crença ou seita em especial, mas que se traduz por segurançaabsoluta quanto ao que diz respeito à existência de um ser superior, Deus, suajustiça e misericórdia.

Seria esta a mais sublime comotambém a mais difícil de ser encontrada, pois se estabelece sob bagagem quefala de aprimoramento passado.

Ter fé nesse sentido, é terconvicções, certezas que ultrapassam o âmbito de uma sigla religiosa e que levaa que se vençam barreiras, porque não se sente sozinha, sabe por onde, porque epara onde caminha, repousada a sensibilidade em alegria íntima. Traduz certezana Providência, confiança que leva a posicionar-se diante das lutas e conflitoscom tranqüilidade e luz no coração.

Crer e ter fé, nesse caso, sãoa mesma coisa?

Não. Acreditar é expressão decrença, dentro da qual os legítimos valores da fé se encontram embrionários. Oindivíduo admite sem exame, afirmações absurdas ou não, propostas estranhas oudogmas. Age só pelo sentimento, no qual aceita sem verificação tanto overdadeiro como o falso. Levada ao excesso, conduz ao fanatismo. No oposto,pode abolir o sentimento e só usar a razão. Encontrará fantasmas impiedosos quepodem levar à negação, à obstinação e ao crime.

Na realidade, desenvolver fé, éalcançar a possibilidade de não mais dizer eu creio, mas afirmar eu sei, comtodos os valores da razão e do sentimento.

Essa fé – eu sei – não caminhasozinha e ao exercer-se, desenvolve outros aspectos, considerados estes comovirtudes uma vez que essa fé não existe sem a paciência, esperança, humildade,persistência, sem o entendimento racional, daquele que crendo, sabe.

Como efeito, teremos um homemdesperto nos sentimentos nobres; torna-se empolgante; traduz certezas, exprimeconfiança na disposição sadia daquele que entendendo, confia, trabalha eaguarda.

Fé – razão e sentimento, tríadeinseparável em que um vivifica o outro e a união dos três abre ao pensamentocampo de certezas no qual a vida se harmoniza.

Quais os efeitos dessa forma defé?

Diante dos perigos eturbulências, o homem assim convicto, age, faz a sua parte, permanece emequilíbrio e aguarda respostas atento para identificá-las, não no sentido doque quer que se realize, mas conforme a necessidade que atenderá. Torna-serobusto e forte nas atitudes. O conhecimento do mundo invisível, a confiançanuma lei superior de Justiça e progresso, propiciam calma e segurança.

"(...) Efetivamente, quepoderemos temer, quando sabemos que a vida é imortal e quando, após os cuidadose consumições da vida, além da noite sombria em que tudo parece afundar-se,vemos despontar a suave claridade dos dias infindáveis? (...)" 2

Para que tal estágio sejaalcançado a base tem que ser sólida amparada no livre exame e liberdade depensamento, na observação direta das leis naturais, reguladoras estas de todosos fenômenos. Este é o caráter da fé espírita: decorre do exame racional dosfatos em perfeita consonância com as leis que regem a Vida.

Como adquirir essa forma de fé?

Não é conquista que seestabelece de uma hora para outra. É ação individual no tempo, nas experiênciasvivenciadas em reflexões lógicas das causas, oração, meditação para discernir eacertar. Em gérmen, está presente em todos os seres; é inata a aguardar oesforço de cada um para crescer e fazer sentir sua ação.

No Espiritismo, é entendidacomo uma faculdade natural da alma. A semelhança do Amor, também contido em gérmen,cultivado à luz da razão, desenvolve-se da mesma forma que as outrasfaculdades. Naqueles em que já se apresenta espontânea, atestam sinais deprogresso anterior, no qual já creram compreendendo, trazendo ao renascer aintuição do conhecido.

Os que sentem dificuldades, queestão na luta da busca, no conflito, na dualidade do passado detido na fé cegaque não mais satisfaz e abrindo-se a um futuro ainda não claro, buscar,pesquisar, raciocinar, comparar, compreender para que a inteligência lhe apontea lógica de uma proposta.

A fé que não se assentar sobessas bases, impõem-se sobre uma das mais preciosas prerrogativas do homem: oraciocínio e o livre-arbítrio.

Fé raciocinada se apóia emfatos, na lógica que não deixa dúvida. Leva o homem a melhoria íntima emcertezas que o direcionam para agir livremente sem medo de castigos, sempromessas, trocas ou dependências na fé raciocinada que "(...) podeencarar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade (...)" 3

Qual passagem evangélica é umexemplo do poder da fé?

Um certo pai procura Jesus paraque lhe cure o filho obsedado, já que os discípulos não haviam conseguidofaze-lo. Jesus pergunta:

"(...) — Há quanto tempoisto lhe sucede?

Desde a infância; mas se tupodes alguma coisa, tem compaixão de nós, e ajuda-nos.

Ao que lhe respondeu Jesus:

— Se podes! Tudo é possível aoque crê.

E imediatamente o pai do meninoexclamou (com lágrimas): — Eu creio, ajuda-me na minha falta de fé (...)"4

O texto passa esperança aomesmo tempo que ensina que no campo íntimo, no sentimento, na estrutura moral,impossível é termo sem significação, aceito apenas por aqueles que desconhecema força dos que tendo fé, crêem porque sabem.

Quando a crença, a fé nospareça pouca, insuficiente, titubeante, surge a exclamação do Pai: "—(...) Creio Senhor! Ajuda-me na minha pouca fé (...)" 4

Exterioriza-se ainda nessapassagem as características da fé verdadeira: o filho sofria desde a infância enão há desânimo; há persistência, humildade, pois leva primeiro aos discípulose só depois procura Jesus; não perde a esperança, não desanima, não se entrega.Mantém a atitude de certeza na busca do bem para o outro, atitudes enfim,corajosas, que no seu todo davam-lhe forças para prosseguir buscando semdesequilíbrios ou descontrole.

"(...) A fé é o maiortesouro da alma (...)." 5 Sem ela nenhum sentimento generoso, caridade ouamor poderá habitar, crescer e florescer na alma humana, uma vez que não há acerteza que gera a esperança para alcançar. Analisando, o valente pai daparábola não sente dificuldade, procura, busca, entende, tem objetivos,desvincula-se de si, busca o melhor reflete, aceita, recomeça e encaminha-separa Deus.

"(...) Eu repito: a féhumana e divina, se todos os encarnados estivessem bem persuadidos da força quetêm em si, se quisessem colocar sua vontade a serviço dessa força, seriamcapazes de realizar o que, até o presente, chamou-se de prodígios, e que não ésenão, o desenvolvimento das faculdades humanas (...)" 3

Conclui-se que sendo inata,aguarda pelo trabalho de cada um consigo, para que crescendo, clareie efortaleça a alma como mensagem de Deus libertando as criaturas. 

Bibliografia:

1. KARDEC, Allan. O que é oEspiritismo. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1968, 14. ed., primeiro diálogo, p. 10.

2. DENIS, Léon. Depois daMorte. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1983, 12. ed., Parte Quinta, XLIV, p. 260.

3. KARDEC, Allan. O EvangelhoSegundo o Espiritismo. Araras, SP: IDE, 34. ed., cap. XIX– 7, p. 247, 12 e 250.

4. BÍBLIA, Novo Testamento. Riode Janeiro, RJ: Sociedade Bíblica do Brasil, 1973, in: Mc 9 : 21-24, p. 57.

5. SCHUTEL, Cairbar. Parábolase ensinos de Jesus. Matão, SP: Casa Editora O Clarim, 1976, 10. ed., p. 260.

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15 Fev 2009

A Chave

JOSÉ ARGEMIRO DA SILVEIRA
De Ribeirão Preto, SP

“Jesusnada disse de absurdo para todo aquele que apreende o sentido alegórico eprofundo de suas palavras; mas muitas coisas não podem ser compreendidas sem achave que delas nos dá o Espiritismo”. (Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap.8, item 17).

Em “OEvangelho Segundo o Espiritismo”, cap. 8, item 11, Allan Kardec transcreve apassagem em que Jesus fala sobre o escândalo (S. Mateus, cap. XVIII, v. de 6 a11) “Ai do mundo por causa dos escândalos; porque é necessário que venhamescândalos; mas ai do homem por quem o escândalo venha”. Parece uma contradição“(…) é necessário que venham escândalos, mas ai do homem por quem o escândalovenha”. Inicialmente a explicação sobre o que é considerado escândalo: “Diz-sede toda ação que choca com a moral ou a decência de um modo ostensivo. Nosentido evangélico, a acepção da palavra escândalo, tão freqüentementeempregada, é sempre mais geral e, por isso, não se lhe compreende a acepção emcertos casos. Não é mais somente o que ofende a consciência de outrem, é tudo oque resulta dos vícios e das imperfeições dos homens, toda reação má deindivíduo para indivíduo, com ou sem repercussão”.
É necessário que venham escândalos porque os seres humanos são pouco evoluídos.Sabem, ainda, pouco sobre as leis divinas, e praticam menos do que sabem.Conseqüentemente fazem muitas coisas em desacordo com as referidas leis. Épreciso entender por estas palavras que o mal é uma conseqüência da imperfeiçãodos homens, e não que haja para eles obrigatoriedade de praticá-lo. Com outraspalavras, o agir em desacordo com as leis divinas é uma conseqüência natural daimperfeição humana, no atual estágio evolutivo. Mas se ele não tentar, nãoexperimentar, não exercitar o seu livre-arbítrio, não se desenvolve, nãoevolui. Escolhendo mal, sofre as conseqüências do mal praticado e aprende.Escolhendo bem, agindo corretamente, evolui mais depressa. Mas sempre evolui.Sem liberdade para fazer escolhas não há crescimento, não há responsabilidade.Se agir mal, pune a si mesmo pelo contato com seus vícios, dos quais é aprimeira vítima, acabando por compreender seus inconvenientes. Quando estivercansado de sofrer no mal, procurará o remédio no bem - esclarece o codificador.
Mas ai daquele por quem o escândalo venha, porque aquele que mesmoinconscientemente serviu de instrumento para a justiça divina, cujos mausinstintos foram utilizados, não deixou de fazer o mal e deverá sofrer-lhe asconseqüências. Esta e várias outras passagens dos ensinos de Jesus só podem serbem compreendidas à luz da Doutrina Espírita. Conforme bem disse Allan Kardec,“muitas coisas não podem ser compreendidas sem a chave que delas nos dá oEspiritismo. Qual é essa chave? – A reencarnação (pré e pós existência do Espírito),o livre-arbítrio, a lei do progresso, a lei de causa e efeito. Com essesensinamentos, entendemos que o ser humano é, ainda, pouco evoluído e que, mesmoinconscientemente, age em desacordo com as leis divinas, porque não é um serpronto, acabado. É um ser em evolução, a medida que for desenvolvendo asqualidades que foram nele colocadas por Deus, desde o início, vai compreendendoas leis divinas, e harmonizando seu proceder com essas leis vai deixando deerrar, conseqüentemente vai deixando de sofrer as conseqüências dos erros.

Julio Natal · 38 vistos · 0 comentários
15 Fev 2009

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