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O LIVRO DOS MÉDIUNS - Estudo nr. 06*

Estudo nr. 06

Capitulo II - O maravilhoso e osobrenatural.

Sendo o pensamento um atributo do Espírito, a possibilidade deimpressionar os nossos sentidos, agir sobre a matéria e de transmitir o pensamentodo próprio Espírito, não é um fato sobrenatural; não há nisto nada demaravilhoso. 


Se um homem comprovadamente morto ressuscitasse, isso sim seria maravilhoso,sobrenatural e fantástico.
 


Isso sim seria uma verdadeira derrogação da lei de Deus – um milagre – mas, nãohá nada semelhante a isto na Doutrina Espírita.
 


Uma outra hipótese, que podemos considerar, seria um Espírito levantar uma mesae sustentá-la sem um pouco de apoio.
 


Isso também seria uma derrogação da lei da gravidade, pois um nenhum objeto depeso considerado apresentaria condições de flutuar. Como resultado teríamos suaqueda imediata.
 


Se aceitarmos que esse fato está provado; quem pode provar que há neste caso aintervenção dos Espíritos?
 


Estaria aí o sobrenatural?
 


Teoricamente, podemos dizer que esse fato se funda no princípio:

Þ " todo efeitointeligente deve ter uma causa inteligente ".

Praticamente, podemos dizer que essefato se funda na observação de que os fenômenos espíritas, tendo dado provas deinteligência:

Þ não podem ter a suacausa na matéria, e que, se essa inteligência não é a dos assistentes, o queresultou das experiências – desde que não se via o ser que a produzia, deviatratar-se de um ser invisível ao qual se deu o nome de Espírito.

Quem é esse Espírito? 

Não é mais do que a alma dos queviveram corporalmente e aos quais a morte despojou o seu corpo físico, deixandoapenas um envoltório etéreo, invisível no seu estado normal. 

Teremos, então, o maravilhoso e osobrenatural reduzidos a uma simples expressão. 

Constatada a existência de seresinvisíveis, sua ação sobre a matéria resulta da natureza do seu envoltóriofluídico. 

Essa ação é inteligente, porque aomorrer, eles perderam apenas o corpo físico, conservando a inteligência queconstitui a sua própria existência. 

Esta é a chave dos fenômenosconsiderados erroneamente sobrenaturais. 

A existência dos Espíritos não origina,pois, de um sistema pré-concebido, de uma hipótese imaginada para explicarfatos, mas é o resultado de observações e a conseqüência natural da existênciada alma. 

A negação dessa causa é a negação daalma e seus atributos. 

Para aqueles que vêem na matéria aúnica potência da natureza, tudo que não pode ser explicado pelas leismateriais é maravilhoso e sobrenatural e, para eles, maravilhoso é sinônimo desobrenatural. 

Assim sendo, assentar exclusivamente asverdades do Cristianismo sobre a base do maravilhoso é dar-lhe fraco alicerce,cujas pedras facilmente se soltam. 

A religião que se funda na existênciade um princípio material, é um tecido de superstições.

Eles não ousam dizê-lo em voz alta, maso dizem baixinho. 

Pensam salvar as aparências ao conceberque é necessário uma religião para o povo e para tornar as crianças acomodadas.Ora, ou o princípio religioso é verdadeiro, ou é falso. 

Se é verdadeiro, o é para todos; se éfalso não é melhor para os ignorantes do que para os esclarecidos. 

Os que atacam o Espiritismo em nome domaravilhoso se apóiam, portanto, em geral no princípio materialista, desde quenegando todo o efeito de origem extramaterial, negam consequentemente aexistência da alma. 


O Espiritismo considera de um ponto de vista mais elevado a religião cristã,dá-lhe base mais sólida do que a dos milagres: as leis imutáveis de Deus, a queobedecem assim o princípio espiritual, como o princípio material.
 

Essa base desafia o tempo e a ciência,pois que o tempo e a ciência virão sancioná-lo. 

Deus não se torna menos digno de nossaadmiração, do nosso reconhecimento, do nosso respeito por não haver derrogadosuas leis grandiosas, sobretudo pela imutabilidade que as caracteriza. 

Não se faz mister o sobrenatural paraque se preste a Deus o culto que lhe é devido.

Bibliografia: 

Kardec, Allan – O Livro dos Médiuns,

Kardec, Allan - A Gênese.

*Elisabeth Maciel

Julio Natal · 29 vistos · 0 comentários
14 Fev 2009

* O HOMEM SER PREDESTINADO À EVOLUÇÃO - Estudo 8

Estudosanteriores:

Estudo 1 - Reflexões para entender o tema
Estudo 2 - O papel das civilizações
Estudo 3 - Evolução
Estudo 4 - As instituições
Estudo 5 - As Civilizações e a cultura
Estudo 6 - A Revolução Industrial dos Séculos XIX e XX
Estudo 7 - A Vinda de Jesus ao Planeta Terra

 

Estudo 8 OEspiritismo, como proposta para se entender a presença do ser humano na Terra

                                              O Espiritismo éfilosofia, ciência e religião de vida para a eternidade. A força do raciocíniodespertado pelas injunções filosóficas vem a Ciência comprovar a realidadesobre a gênese do Espírito e dos mundos. Junta-se a sanção dos fatos para obtera prova da existência do ser espiritual, da sua sobrevivência, imortalidade eindividualidade. A vida espiritual é inerente ao Espírito, mas auxiliada pelamatéria, que é o corpo, quando o espírito está encarnado na Terra.

                                              Omundo material lhe oferece elementos para as atividades do desenvolvimento dainteligência, do Espírito enfim.

                                              Antesque existisse a Terra, mundos e mundos já haviam se sucedidos. Quando o globoterrestre foi criado, o espaço estava povoado de Espíritos em todos os graus dedesenvolvimento - desde os que surgiam para a vida neste planeta até os que seincluíam entre os Espíritos Puros, entre os quais Jesus era um deles.

                                              Portanto,desde a sua criação, a Terra hospeda Espíritos com níveis diferentes deprogresso espiritual. Isso assim se dá para que o nosso planeta não estejasujeito só sob a ação de Espíritos atrasados na marcha do seu desenvolvimento.

                                              Éimportante considerar que os Espíritos que a habitam são os mesmos quequantificam a soma do progresso deste planeta. Não sendo uniforme esseprogresso entre todos os seres humanos, caracterizam-se as diversidades onde,no convívio todos crescem.

                        Pudemos analisar, nestetrabalho, o processo do progresso na evolução dos homens e do planeta Terra nosmilênios dos anos.

                                              Comoera natural, umas raças se fizeram mais inteligentes que outras pelo emprenhohavido ao próprio desenvolvimento. Adiantavam-se a outras. Embora muitosEspíritos recém-nascidos para a vida espiritual, tenham vindo encarnar na Terrajuntamente com os primeiros aqui chegados e mais adiantados. A diferença emmatéria de progresso tornou-se mais sensível.

                                   Os chineses eos povos civilizados da Europa colocavam em evidência culturas mais avançadasque as dos selvagens.

                                              Entretanto,aos Espíritos mais atrasados também são dadas as oportunidades e a certeza degraduais progressos culturais que se processam no convívio de uns com osoutros. Todos os Espíritos já tiveram em tempos distantes do passado, o grau debárbaros como os que ainda existem nos mundos primitivos. Essa oportunidadeacontece pelo processo das reencarnações em que o Espírito realiza, por seutrabalho, o progresso da sua evolução espiritual. Para cada nova encarnaçãotraz o que adquiriu nas existências precedentes. Assim, as almas nos temposcivilizados não são criadas mais perfeitas que as outras; aperfeiçoaram-se porsi mesmas, ao passarem pelas infinitas reencarnações, nos trabalhos pessoaisrealizados.

                                              NaTerra cultivam-se a inteligência e a moralidade em todos os graus, chegando atéa mais adiantada civilização. Este mundo se constituiu num vasto campo deprogresso, experiências e trabalho.

                                              Ladoa lado: ignorância e saber, barbárie e civilização, o bem e o mal sãocontrastes que existem como opções para o homem. A escolha correta fará aoportunidade do avanço para o Espírito na caminhada evolutiva, buscandojuntamente com o desenvolvimento intelectual e progresso moral e espiritual.

                                              CadaEspírito permanece no mesmo mundo, por muitas encarnações, até que hajaadquirido a soma de conhecimentos e o grau de aperfeiçoamento que esse mundolhe oferece.

                                              Tudona criação tem uma finalidade. Se a Terra se destinasse a ser uma única etapade progresso, que utilidade haveria para os Espíritos das crianças que morremem tenra idade, passar aqui alguns anos, alguns meses, algumas horas, em cujotempo nada poderiam haurir dele? O mesmo se dá com referência aos idiotas e aoscretinos. E como considerar a situação das pessoas que passam pelasdificuldades, por problemas, em situações, às vezes complicadas, pornecessidades pessoais a serem trabalhadas para, gerar hoje, situações defuturo, mais equilibradas e plenas? Tudo fica perdido? As sucessivasreencarnações prometem e asseguram a perfeição ao Espírito.

                                              Asreencarnações ainda podem se dar para o cumprimento de missões ou simplesmentepara dar continuidade ao objetivo do progresso espiritual de cada um.

                                              Comoos Espíritos nunca perdem o que adquiriram, trazem em intuição os conhecimentosque possuem, o que faz com que imprimam o caráter que lhes é peculiar àsociedade a que vai pertencer. Assim se dão as mudanças no conjunto das populações.É o progresso das culturas e das civilizações, alcançado com o trabalho dosEspíritos encarnados neste planeta.

                                              Ressalte-se,a importância do trabalho pessoal, pelo qual cada um realiza em si e otransforma em ele de renovação a esta morada Terra, que nos acolhe e abriga.           

            * Luiza de Campos Freire Favareto

Próximoestudo: “As guerras são as catástrofes na Terra”

Julio Natal · 20 vistos · 0 comentários
14 Fev 2009

PALAVRAS DE VIDA ETERNA – Estudo 9

Francisco Cândido Xavier – peloEspírito Emmanuel

VIDA E POSSE

“Não é a vida mais que o alimento ?" Jesus. (Mateus, 6:26).

Posse: poder; detenção de alguma coisa com oobjetivo de tirar dela qualquer utilidade econômica; estado de quem frui umacoisa ou a tem em seu poder.

                       No texto deMatheus, de onde Emmanuel retira a frase em destaque, o Evangelista recorda apregação de Jesus na Palestina, quando refletia com os cristãos de então, comolíder, que valor atribuir aos bens terrenos. Encontraremos aí as conhecidasponderações de que:

  • "os tesouros da Terra a ferrugem e a traça consomem, os ladrões desenterram e roubam"
  • "teu olho é a luz do teu corpo, se teu olho for simples todo o teu corpo será luminoso"
  • Ninguém pode servir a dois senhores porque..."
  • Não andeis inquietos com o que haveis de comer para manter a vida..."
  • "olhai as aves do céu..."
  • "considerai como crescem os lírios do campo..."
  • "entesourai os tesouros do céu..."
  • "onde está o teu tesouro aí está o teu coração..."
  • "não andeis inquietos pelo dia de amanhã...", encadeamentos estes tão profundos que Emmanuel sintetiza em "não é a vida mais que o alimento?", exatamente com o objetivo de levar-nos a perceber que tudo deve ser buscado, dinamizado, planejado para que a vida material seja sim para todos, plena do necessário, mas sem as apreensões e aflições do apego, da posse.

                       Haveres,bens, envolvem, prendem quem os possui em círculo fechado, onde nada mais sevê, além da busca incansável de meios, artimanhas e modos, de sempre aumentar,ter mais, mais e mais, que nunca preenchem, bastam ou satisfazem.


                       Por que issoacontece?

 

                       Aimaturidade psicológica, o desconhecimento da vida espiritual, as resistênciase barreiras que existem, dificultando a compreensão da função da existênciacorporal levam o homem a preocupar-se em demasia detendo-se na posse de bensmateriais.

 

                       Muito tempodispensa na corrida a esses bens e bem pouco ou nenhum consagra aoenriquecimento moral e espiritual. Transforma a vida física em verdadeirotormento, desgastando-se por completo. Se buscasse os tesouros da alma, namanutenção do equilíbrio, na dinamização dos valores maiores, com muito menosesforço, faria crescer seus bens materiais por fazê-lo circular não mais só embenefício próprio. Administraria talentos fazendo-os crescer, movimentado-os eproporcionando meios para que tantos outros também se beneficiem pelos frutosdos trabalhos correspondentes. Faria o papel da fonte que jorrando sempre,corre em leito limpo possibilitando chance para que tantos ali matem a sede.


                       Joanna deAngelis reflete que:


                       "Oapego excessivo aos bens materiais é uma jaula que aprisiona o possuidordistraído, que passa a pertencer ao que supõe possuir.


                       Causaaflição, pelo medo de perder o que acumula; pela ânsia de aumentar o volume dosrecursos; pela circunstância de ter que deixá-lo ante a eminência da morte.


                       Desvaria,porque entoxica de orgulho e prepotência a criatura, que se crê merecedora deprivilégios e excepcionais deferências, que não a impedem de enfernar-se,neurotizar-se, padecer de solidão e morrer como todas as demais.


                       Enrijece ossentimentos, que perdem a tônica da solidariedade, da compaixão e da caridade,olvidando dos outros para pensar apenas em si.


                       Fazpressupor que nasceu para ser servido, abandonando o espírito de serviço quedignifica e favorece o progresso".


                       Então não écorreto possuir bens, títulos, posições? Não só é correto, como necessário paraque aprendendo a administrá-los sejam bem aplicados no uso com equilíbrio.

 

O possuidor que não se interessa por repartir os valores, oferecendooportunidade de trabalho, espalhando os recursos, multiplicando-os a diversasmãos em benefício geral, é escravo que mais se envilece, quanto mais se prendeàs posses.


                       Necessárioessa conscientização de que somos usufrutuários de tudo quanto nos chega àsmãos, e não os donos. As verdadeiras posses não são materiais mas as que serealizam em favor do desenvolvimento moral. Essas são conquistas que comoEspíritos Imortais incorporamos na essência pela vivência dos preceitosevangélicos.


                       "Não éa vida mais que o alimento?" - A questão proposta por Jesus refleteconhecimento profundo da natureza humana, insaciável em seus desejos. Alerta oscontemporâneos e deixa aos pósteros o chamamento do equilíbrio no uso dos bens,que Emmanuel atualiza dizendo:


                      "Aconselha-te com prudência para que teu passo não ceda às loucura.


                       Há milharesde pessoas que efetuam a romagem carnal, amontoando posses exteriores, à ganade ilusória evidência.

 

Senhoreiam terras quenão cultivam.


Acumulam ouro sem proveito.


Guardam larga cópia de vestimenta sem qualquer utilidade.


Retém grandes arcas de pão que os vermes devoram.


Disputam remunerações e vantagens de que não necessitam.


E imobilizam-se no medo ou no tédio, no capricho maligno ou nas doençasimaginárias. Não olvides, assim, a tua condição de usufrutuário do mundo eaprende a conservar no próprio íntimo os valores da Grande Vida".

 

                       Ricardo S.Magalhães em "Os Benefícios do Equilíbrio" fecha nosso estudo quandoreflete que para vivermos bem, devemos ter como linha de conduta o controle e aconsciência de nossas reais necessidades, procurando através de uma análisecuidadosa e sensata a tranqüilidade para as nossas vidas. Busquemos melhorar aconsciência de nossos limites e procuremos dentro do equilíbrio, tudo aquilopara termos uma vida saudável e segura, abstendo-nos dos excessos e exagerosque são os maiores causadores dos desequilíbrios e sofrimentos. Mesmo quesaibamos valorizar cada benefício, cada oportunidade, aprendamos a cultivar asverdadeiras posses. Procuremos usufruir de nossos bens materiais sem abusos eexcessos, pois somos apenas os depositários.

 

Bibliografia:

  • Francisco Cândido Xavier/Emmanuel. Palavras da Vida Eterna. Vida e Posse. 17a Edição. Edição CEC.
  • Divaldo P. Franco/Joanna de Angelis. Jesus e Atualidade. Jesus e Posses. 9a Edição. Editora Pensamento.
  • R. S. Magalhães. Os Benefícios do Equilíbrio. Verdadeiras Riquezas. 2a Edição. Nova Luz Editora.
  • Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 1a. Edição. Editora Nova Fronteira.

Iracema LinharesGiorgini

Julio Natal · 22 vistos · 0 comentários
14 Fev 2009

MEDIUNIDADE - ESTUDO 8: O Papel do Médium nas Comunicações

O termomédium tem a sua origem na língua latina (médium) e é aquele que serve deinstrumento entre os dois pólos da vida: física e espiritual. 


               "Médium é o ser, é o indivíduo que serve de traçode união aos Espíritos, para que estes possam comunicar-se com os homens:Espíritos encarnados", conforme acentuou o espírito Erasto, em memorávelcomunicação sobre a mediunidade dos animais, inserta em "O Livro dosMédiuns", capítulo XXII, item 236.
 


               Desta forma o Espírito do médium é o interprete doEspírito comunicante, porque está ligado ao corpo que serve de comunicação eporque é necessária essa cadeia entre o médium e o os Espíritos, como énecessário um fio elétrico para transmitir uma notícia à distância, e na pontado fio uma pessoa inteligente que a receba e a comunique. Daí entende-se que opapel do médium é sempre ativo nas comunicações, seja ele consciente ou inconsciente.
 


               Lembremo-nos do que são médiuns consciente ouinconsciente.

 

               - Consciente: o médium sabe o que o Espíritoquer falar antes que o faça. 
Há exteriorização do perispírito do médium de apenas alguns centímetros e aformação da atmosfera fluídica entre as suas irradiações perispirituais e as doEspírito comunicante. O Espírito emite o pensamento e tenta influir sobre oórgão material do médium; o médium sente essa influência e capta o pensamentodo Espírito comunicante na origem, antes de falar, e pode transmiti-lo ou não.
 


Se concordar em falar, transmite a idéia conforme a entende e usando seupróprio estilo, vocabulário e construção de frases.

 

               - Inconsciente: exteriorização total doperispírito do médium e formação da atmosfera mediúnica ; inexiste ligaçãoentre o cérebro do médium e a mente do manifestante e mesmo entre a sua própriamente perispiritual e o cérebro físico. Ocorre uma atuação mais direta docomunicante sobre o organismo mediúnico, através dos centros nervososliberados. A mensagem é transmitida sem que o médium guarde consciênciacerebral dela, em Espírito, porém o médium está consciente - desde que nãoesteja em processo obsessivo.

               Portanto, no aspecto funcional a influência do médiumna comunicação pode ser:

  • Quanto à forma de expressão do pensamento: o espírito pode exprimir-se em língua que ele mesmo não conheceu em nenhuma de suas existências terrenas mas que é familiar ao médium porque o Espírito estará emitindo o pensamento e o médium "traduzindo" em um dos idiomas terrestres que conheça. O Espírito também pode fazer que o seu pensamento seja reproduzido em um idioma que lhe é familiar mas ao médium não - nem em outra existência; a dificuldade, neste caso, está em que terá de procurar os sons conhecidos pelo médium em outros idiomas e tentar reuni-los formando as palavras do idioma que quer empregar. A mesma resistência mecânica encontrará o Espírito quando quiser escrever por um médium analfabeto, desenhar por um médium que não possua técnica ou aptidão para isso.
  • Quanto ao conteúdo do pensamento a ser expresso: por processo análogo e com igual dificuldade, o Espírito poderá conseguir que o médium pouco desenvolvido intelectualmente, transmita comunicações de ordem elevada. Mas, comumente, o médium "interpreta" o pensamento do espírito. Se não compreender o alcance desse pensamento, não o poderá fazer com fidelidade. Se compreender o pensamento mas, por falta de simpatia ou outro motivo, não for passivo (isto é, se misturar suas idéias próprias com as do Espírito comunicante), deformará o pensamento comunicado.

Observação: 


               Não só o Espírito tem suas aptidões particulares,também o médium possui um "matiz" especial a colorir suainterpretação.
 


               Um único médium, por melhor que seja, não forneceráboas comunicações em todos os gêneros de manifestações e conhecimentos. OEspírito preferirá o médium que menos obstáculos ofereça às comunicações usuaise de certa extensão, embora possa, na falta de instrumento melhor eocasionalmente, servir-se do que tem à mão.
 


               Conclui-se, desta forma, que cabe ao médiumdesenvolver-se intelectualmente e moralmente, para oferecer extensa faixa deinterpretação e forma mais fiel ao pensamento do Espírito comunicante.

 

Bibliografia

  • Kardec, Allan - O Livro dos Médiuns - Cap. XIX, q. 225, FEESP . 2ª ed. São Paulo, 1989
  • FRANCO, DIVALDO P. - Estudos Espíritas, pelo espírito Joanna de Ângelis, Lição 18 - Mediunidade, FEB, 4a. Ed. 1987.
  • Oliveira, Therezinha - Mediunidade, cap. 19, EME, 1ª Ed. 1994
HérinAndreas / Tereza Cristina D'Alessandro 

Julio Natal · 20 vistos · 0 comentários
14 Fev 2009

MEDIUNIDADE * ESTUDO 7b:

ESTUDO7b: FENÔMENOS ANÍMICOS e MEDIÚNICOS - CAUSAS

Causa dos fenômenos anímicos emediúnicos

(Ver estudo 7a)

Em OLivro dos Espíritos Allan Kardec perguntou aos Espíritos :

135. Há no homem outra coisa, além da alma e do corpo? 

- Há o liame que une a alma e o corpo.

135. A) Qual é a natureza desse liame? 

- Semimaterial; quer dizer, um meio-termo entre anatureza do Espírito e a do corpo. E isso e necessário, para que eles possamcomunicar-se. É por meio desse liame que o Espírito age sobre a matéria, evice-versa.

Ohomem é, assim, formado de três partes essenciais:

lª) Ocorpo, ou ser material, semelhante aos dos animais e animado pelo mesmoprincipio vital: 

2ª) Aalma, Espírito encarnado, do qual o corpo é a habitação. 

3ª) Operispírito, princípio intermediário, substância semimaterial, que serve de 
primeiro envoltório ao Espírito e une a alma ao corpo. Tais são, num fruto, asemente, a polpa e a casca.

EmA Gênese, capítulo XIV, Kardec afirma:

           Item 22. " - O perispírito é o traço de união entre a vida corpórea e avida espiritual. E por seu intermédio que o Espírito encarnado se acha emrelação contínua com os desencarnados; é, em suma, por seu intermédio, que seoperam no homem fenômenos especiais, cuja causa fundamental não se encontrana matéria tangível e por essa razão. parecem sobrenaturais. 

           É nas propriedades e nas irradiações do fluido perispirítico que se tem deprocurar a causa da dupla vista, ou vista espiritual, a que também se podechamar vista psíquica, da qual muitas pessoas são dotadas, freqüentemente a seumau grado, assim como da vista sonambúlica. 

           O perispírito é o órgão sensitivo do Espírito, por meio do qual este percebecoisas espirituais que escapam aos sentidos corpóreos. Pelos órgãos do corpo, avisão, a audição e as diversas sensações são localizadas e limitadas àpercepção das coisas materiais; pelo sentido espiritual, ou psíquico, elas segeneralizam, o Espírito vê, ouve e sente, por todo o seu ser, tudo o que seencontra na esfera de irradiação do seu fluido perispirítico. 

           No homem, tais fenômenos constituem a manifestação da vida espiritual; é a almaa atuar fora do organismo. Na dupla vista ou percepção pelo sentido psíquico,ele não vê com os olhos do corpo, embora, muitas vezes, por hábito, dirija oolhar para o ponto que lhe chama a atenção. Vê com os olhos da alma e a prova estáem que vê perfeitamente bem com os olhos fechados e vê o que está muito além doalcance do raio visual." 


            Item 23."- Embora, durante a vida, o Espirito se encontre preso ao corpo peloperispírito, não se lhe acha tão escravizado, que não possa alongar a cadeiaque o prende e transportar-se a um ponto distante, quer sobre a Terra, quer doespaço. Repugna ao Espírito estar ligado ao corpo, porque a sua vida normal é ade liberdade e a vida corporal é a do servo preso à gleba.
 

           Ele, por conseguinte, se sente feliz em deixar o corpo, como o pássaro em seencontrar fora da gaiola, pelo que aproveita todas as ocasiões que se lheoferecem para dela se escapar, de todos os instantes em que a sua presença nãoé necessária à vida de relação. Tem-se então o fenômeno a que se dá o nome de emancipaçãoda alma, fenômeno que se produz sempre duranteo sono. De todas as vezes que o corpo repousa, que os sentidos ficam inativos,o Espírito se desprende. (O Livro dos Espíritos, Parte 2, cap. VIII.)
            Nessesmomentos ele vive da vida espiritual, enquanto que o corpo vive apenas da vidavegetativa; acha-se, em parte, no estado em que se achará após a morte:percorre o espaço, confabula com os amigos e outros Espíritos, livres ouencarnados também."
 

           Do exposto acima, podemos compreender que a causa dos fenômenos anímicos emediúnicos encontra-se nas propriedades do perispírito, ou seja, este corpo fluídico devido a suatextura, organização, flexibilidade e expansibilidade, fornece inúmerascondições de ação ao Espírito, mesmo quando encarnado, condições estas que viabilizam os fenômenosanímicos e mediúnicos. Para que essas propriedades se tornem evidentes,necessário atendam à lei dos fluidos, ou seja, fluidos se atraem devido a semelhançade sua natureza; os dessemelhantes se repelem. 

           Importante reafirmar que esses fenômenos se viabilizam devido as qualidadesespeciais do Perispírito mas, o propulsor de toda e qualquer ação é sempre oEspírito, que, se encarnado, pode, através do pensamento e vontade desdobrar-se e atuar forado corpo físico. Podemos considerar as propriedades de:

  • assimilação de fluidos
  • transformação
  • expansibilidade
  • condensabilidade
  • transmissão
  • penetrabilidade
  • sensibilidade à ação magnética (reparação) que, entre outras não relacionadas acima, permitem ao Espírito transmitir e captar pensamentos, expandir-se, irradiar-se, desdobrar-se e fazer visitas etc. Essas propriedades não atuam de forma isolada e constituem o potencial do Espírito.

Limitesdas faculdades anímicas. A Lei de Afinidade

           Conforme as pesquisas de Ernesto Bozzano (Animismo ou Espiritismo?, Cap.II), para entender como se estabelecem os limites das faculdades anímicas, énecessário recordar a "lei de afinidade", que existe tanto no universo físico,manifestando-se pelas forças de "atração" e "repulsão",das quais derivam a organização dossóis e dos mundos e todas as combinações químicasformadoras da matéria, ao passo que no universo psíquico, se expressa sob aforma da "relação psíquica "a circunscrever em limites relativamente estreitos os poderes investigadoresdessas faculdades. 

 

           Como se aplica, então tal "lei de relação " ? Para que as pessoasdistantes umas das outras estabeleçam contacto e registrem vibrações psíquicas,ocorrendo, então o fenômeno anímico, é necessário que haja vinculações, ouafetivas, ou de outro tipo. 


            De acordocom tal "relação psíquica", então, o médium ou o sensitivo, só chegaa colher informações das subconsciências das pessoas distantes sob as seguintescondições experimentais:

  1. quando conhecem a pessoa ausente, ou se tal não se dá,
  2. quando o experimentador a conheça, e, ainda, em falta desta circunstância,
  3. quando seja entregue ao sensitivo ou ao médium um objeto que a pessoa buscada tenha usado por muito tempo (psicometria).

           Resta, então uma questão: como explicar os casos de identificação pessoal dedefuntos desconhecidos de todos os presentes, quando se dão sem o concurso deobjetos psicometrizáveis? Somos levados racionalmente a admitir a presença,"na outra extremidade do fio", do defunto que se comunica. Torna-se,então, evidente, que a "lei de relação psíquica" serve paracircunscrever, em limites bem definidos, as faculdades supranormaisinvestigadoras da subconsciência humana.

O Animismo comprova o Espiritismo

           O fato da alma humana em desdobramento, ativando suas faculdades, poderprovocar toda uma série de fenômenos chamados anímicos, é de suma importânciado ponto de vista científico. Isto comprova a existência no ser humano de umelemento - a ALMA - que é capaz de atuar forado corpo físico e gerar fenômenos de natureza idêntica aosprovocados pelos desencarnados (Espíritos), e, que obedecem às mesmas leis. 

           Tais demonstrações, por conseguinte, destroem as hipóteses contrárias à comunicabilidadedos Espíritos com os vivos, uma vez que os fenômenos anímicos, que são tambémmediúnicos, ratificam e afirmam os fenômenos espíritas. "(...) É racionalsupor-se que o que um Espírito "desencarnado" pode realizar, tambémdeve podê-lo - embora menos bem - um Espírito "encarnado" sob acondição, porém, de que se ache em fase transitória de diminuição vital (estadode crise, estado alterado de consciência , item 223 de OLivro Dos Médiuns), que corresponde a um processo incipiente dedesencarnação do Espírito (sono fisiológico, sono sonambúlico, sono mediúnico,êxtase, delíquio, narcose, coma). 

           Através desses raciocínios concluímos que ambos os fenômenos, anímico emediúnico, nos colocam diante da realidade indiscutível de que somos Imortaisporque dotados de corpo e estrutura espiritual sobreviventes a morte física.Além do que , instrumentalizados para vivências que se sobressaem às nossasexperiências mais comuns, porque trazemos como Espíritos, potencialidades quedesabrocham a medida que crescemos intelecto e moralmente, nos colocando rumo àFelicidade Maior, que é destino de todos os filhos de Deus.

Bibliografia

  • Kardec, Allan - O Livro dos Médiuns - Cap. XIX, q. 223, de 1 a 8, FEESP . 2ª ed. São Paulo, 1989
  • Kardec, Allan - O Livro dos Espíritos - Livro Segundo-cap II, EME -Edição Especial, Capivari/SP, 1997
  • Kardec, Allan - A Gênese - Cap I e II- FEB - 2ª ed. Brasília/DF, 1984
  • Miranda, Hermínio C. - Diversidade dos Carismas - Volume II, Cap I - Mediunidade 2- O médium, Publicações Lachâtre Editora Ltda - 3ª edição Niterói/RJ, 1998
  • Aksakof, Alexandre - Animismo e Espiritismo Vol I, FEB - 5ª edição, Brasília, 1991
  • Bozzano, Ernesto - Animismo e Espiritismo. Feb, 4ª edição, Brasília, 1987
  • Neves, J.; Azevedo, G.; Calazans, N.; Ferraz, J. - "Vivência Mediúnica - Projeto Manoel P. de Miranda", Cap. 1 - Fenômenos, Cap 11- Do Anímico ao Mediúnico, LEAL. 1ª edição. Salvador/BA, 1994
Tereza Cristina D'Alessandro 

Julio Natal · 22 vistos · 0 comentários
14 Fev 2009

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