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MEDIUNIDADE * Estudo 16

Estudo 16 - Perdae Suspensão da Mediunidade

 Aotratarmos da perda e suspensão da mediunidade é necessário relembrar que amediunidade não é uma improvisação nem um acontecimento fortuito. Pelocontrário, ela faz parte da constituição do homem e tem suas raízes plantadasem causas e decisões anteriores ao momento de sua eclosão. Constitui relevanteinstrumento de evolução, porém, mesmo sendo percebida, assim, como qualidade,sabemos que o grau de intensidade dessa faculdade não é proporcional aodesenvolvimento moral de seu detentor, do qual independe.

O uso que o médium faz da sua faculdade é o quemais influi sobre os Espíritos bons, sendo ele o responsável pela conduçãoadequada ou não, das suas experiências mediúnicas, favorecendo intermitências esuspensões momentâneas.

Explicam os Espíritos em OLivro dos Médiuns, questão 220, que o médium pode ter oexercício mediúnico suspenso, momentaneamente, por diversas razões,caracterizadas pelo afastamento dos Espíritos Bons que não querem ou não podemservir-se dele. 

Sãoconsiderados motivos para o afastamento dos Bons Espíritos:

  • Mau uso da mediunidade: 
    o  Futilidades;
     
    o  Finalidades ambiciosas;
     
    o  Recusa-se a transmitir mensagens;
     
    o  Recusa-se a colaborar no esclarecimento ou ajuda aos necessitados;
     
    o  Quando não aproveita as instruções e orientações recebidas.
  • Possibilitar ao médium servir como instrumento de outros Espíritos.
  • Demonstração de solicitude do Amigo Espiritual pelo médium que necessita de repouso. Nesse caso, ele não permite que outros Espíritos o substituam junto ao médium.
  • Para experimentar a paciência e avaliar a perseverança de médiuns bons.

 O afastamentodo Espírito Bom deve sempre levar o médium a reflexões sobre como pode melhorara sua relação de trabalho com o mundo espiritual; deve ajudá-lo a refletirsobre os próprios procedimentos, sobre a necessidade de estudo e principalmentesobre o seu trabalho pessoal no Bem.

Ainda em OLivro dos Médiuns os Espíritos esclarecem que a suspensão daatividade mediúnica não implica afastamento dos Espíritos Amigos: “...O médium se acha na situação da pessoa quetivesse perdido a vista momentaneamente, mas não foi abandonada pelos amigos,embora não os veja.” . A seguir completam “... Se a falta da mediunidade pode privá-lo dascomunicações por meio material com certos Espíritos, não o priva dascomunicações mentais.”

Acrescentam ainda que nem sempre a suspensão é umacensura, pois pode ser uma demonstração de benevolência, e que o médium deveconsultar a sua consciência, perguntar a si mesmo que uso tem feito de suafaculdade, que bem tem resultado disso para os outros, que proveito tem tiradodos conselhos que lhe deram, e saberá distinguir a censura da ação benevolente.

Constata-se que o maior obstáculo à utilização damediunidade é o conjunto das imperfeições do médium. Allan Kardec aoidentificar o caráter de missão conferido à mediunidade,  perguntouaos Espíritos por que Deus a designa a homens imperfeitos e não aos homens debem, sendo que eles responderam que são os imperfeitos que dela necessitam parase aperfeiçoarem, e para que tenham a possibilidade de receber bonsensinamentos.

 Podemos concluir que, ante a constatação deque se é portador da mediunidade, tem o indivíduo o direito de consultar o seulivre-arbítrio, decidindo-se entre assumir o seu exercício, ou não. Se optarpelo exercício mediúnico, deve o médium investir no seu aperfeiçoamento moral,criando condições para se tornar um médium educado, com desempenho mediúnicovoluntário e disciplinado. Se preferir recusar a mediunidade, estará rejeitandouma dádiva da vida para o seu desenvolvimento espiritual, abandonando excelenteroteiro evolutivo.

Quando surgem motivos de ordem existencialinvoluntários e incontroláveis, tais como doenças, deveres profissionais,desequilíbrios emocionais, desestruturando a mente do médium , os própriosAmigos Espirituais providenciam interrupções temporárias, as quais também podemservir como provas, visando chamar a atenção do trabalhador quanto à corretavivência dos seus deveres.

A mediunidade não constitui obstáculo na caminhadado seu portador, porém não é aquisição apressada que se obtém por meio defacilidades humanas. Quando aceita com alegria e responsabilidade, transforma-seem instrumento de crescimento e evolução, pois encaminha o médium ao trabalhocom Jesus. 

Bibliografia

KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns:  2.ed. São Paulo:FEESP, 1989 - Cap. XVII, q. 220, itens1-16 Neves,J.; Azevedo, G.; Calazans, N.; Ferraz, J. - “Reuniões Mediúnicas - ProjetoManoel P. de Miranda”, 2.ed. Salvador:LEAL,  1993,7. Vivência 

Ressalva: referente ao estudo 15, - AMediunidade na Criança e no Jovem,o capítulo de O Livro dos Médiuns estudado é o XVIII, q.221, itens 6, 7 e 8 enão XXI como indicado

Tereza Cristina D'Alessandro

Julio Natal · 54 vistos · 0 comentários
14 Mar 2009

ENTRE SOCOS E CHUTES

A onda dos pitboys

Felipe Ross

Não é de hoje que vêm acontecendo brigas nasnoitadas, porém de um tempo para cá parece que virou moda trocar socos, chutes,garrafadas e até facadas em portas de boates, shows ou festas. Os personagens dessaspancadarias são os famosos “pitboys” que, com seus corpos marombados, medem forçaspor status e fama.

O pior de tudo são as desculpas arranjadaspelos “fortões” para brigar.

Dizem que um chegou na namorada do outro, ouolhou com cara feia para o outro, mas a grande verdade é que sentem prazer emlutar.

Outro fato intrigante pode ser observado atravésda prioridade dos “pitboys” na night. Para eles, brigar é mais interessante doque namorar, dançar e encontrar os amigos. Na cabeça deles, um soco é maisprazeroso do que um beijo.

Por trás desta pinta de brigão esconde-se umagrande covardia, pois os “pitboys’ não entram nas brigas sozinhos, chegamacompanhados da sua galera, transformando, assim, o local da pancadaria em umverdadeiro campo de batalha.

Quando analisamos esta situação pela ótica daDoutrina Espírita, sabemos que, além de machucarem outras pessoas pela agressãofísica, os “pitboys” agridem o seu próprio espírito, colocando-se em sintoniacom influências de baixo padrão vibratório, atraindo péssimas companhiasespirituais, fluidos negativos e comprometendo-se nesta vida e em existênciasfuturas.

Tudo isso nos permiteconcluir que ser um “pitboy” não tem nenhuma vantagem: só traz prejuízos,machuca o corpo e desequilibra o espírito.

 

Ojornal O APRENDIZ é uma publicação bimestral do CEMA - CentroEspírita Maria Angélica

Rua Odilon Duarte Braga, nº 240 - Recreio dos Bandeirantes . Rio deJaneiro - CEP 22.790-220 
Julio Natal · 287 vistos · 1 comentário
13 Mar 2009

Considerações sobre a paciência e a doçura

JORGEJOSSI WAGNER
de Ribeirão Preto, SP

Vivemos presentemente numasociedade em que os atritos, de tão comuns, se tornaram corriqueiros, nãodespertando a atenção e a preocupação que tal tema deveria ter. Nas maisdiversas situações, vemos que saber esperar a sua vez é uma situação muitorara. Quase todos querem ser atendidos primeiro, visto que, sob a sua ótica, oseu problema é mais urgente do que o dos demais. Assim, nada mais justo que eletenha a preferência, não se importando com os outros, aliás, os outros nem sãopercebidos por ele.

Essa situação de total egoísmofalta de educação e agressividade em relação ao seu semelhante, infelizmente,ocorre com uma freqüência muito grande. Quantas vezes, independente da condiçãosocial, cultural ou religiosa e temos a oportunidade de testar os nossosconhecimentos e o grau de assimilação aos ensinamentos religiosos, falhamosfragorosamente. Isso ocorre porque existe uma grande diferença entre oaprendizado teórico e a prática diária frente aos nossos semelhantes.

Jesus, o mestre por excelência,estabeleceu como lei a prática da doçura, da moderação, da afabilidade e dapaciência, como os caminhos seguros para a conquista do equilíbrio entre aspessoas. A conquista dessas virtudes exige esforço e o reconhecimento dasnossas imperfeições. Quantas vezes ouvimos as pessoas dizerem: "sou muitobom, mas não me contrarie"; "aqui mando eu"; "tenhosuportado tudo calado". São frases que podem aparentemente dourar umasituação, mas, na realidade estão longe daquilo que necessitamos para nostornarmos melhores espíritos.

Não estamos aqui para suportaras pessoas, mas sim para aprender a amá-las. Saber ouvir é um ato de caridade,sempre. Ser autoritário, além de ser um atentado à educação, revela a falta depaciência, tão necessária para que o entendimento se estabeleça.

A paciência é uma virtude quese conquista diariamente. Ela nos dá a oportunidade de observar o mundo aonosso redor, fazendo ver que existe muito mais além de nós mesmos.

Os ensinamentos que Jesus nostrouxe, e que ainda hoje, passados mais de dois milênios, estamos procurandoentender, são pródigos em mostrar o caminho que conduz para a evoluçãoespiritual. Mas, é necessário compreender que sem esforço não se conquistanada. Que para torna-se uma pessoa de bem é preciso exercitar a paciência e adoçura. Que todos têm o direito de expressar as suas opiniões, mesmo que elassejam diferentes das nossas.

A paz e o equilíbrio serãoconquistados na medida em que nos esforçarmos para por em prática osensinamentos de que já somos possuidores. É preciso, no entanto, boa vontade eperseverança, elementos essenciais na luta para vencer as imperfeições.

Agosto de 2005, edição n°. 235

Jornal Eletrônico Verdade e Luz

USE de Ribeirão Preto

Intermunicipal de Ribeirão Preto - Caixa Postal, 827 - 14001-970 -Ribeirão Preto, SP

Julio Natal · 57 vistos · 0 comentários
13 Mar 2009

A PARÁBOLA DOS TALENTOS

Havendosubido com os seus discípulos ao Monte das Oliveiras, dias antes de sercrucificado, disse-lhes o Mestre:

“O Senhorage como um homem que, tendo de fazer longa viagem fora de seu país, chamouseus servidores e lhes entregou seus bens. Depois de dar cinco talentos a um,dois a outro e um a outro, segundo a sua capacidade, partiu imediatamente.

Então, o querecebera cinco talentos foi-se, negociou com aquele dinheiro e ganhou outroscinco. O que recebera dois, da mesma sorte, ganhou outros dois; mas o queapenas recebera um, cavou na terra e aí escondeu o dinheiro de seu amo.

Passadolongo tempo, o senhor daqueles servos voltou e os chamou a contas.

Veio o querecebera cinco talentos e lhe apresentou outros cinco, dizendo:

— Senhor,entregaste-me cinco talentos;   aquiestão, além desses, mais cinco que lucrei.

Respondeu-lheo amo:

— Bem está,servo bom e fiel, já que foste fiel nas coisas pequenas, dar-te-ei aintendência das grandes. Entra no gozo de teu senhor.

O querecebera dois talentos apresentou-se a seu turno e lhe disse:

— Senhor,entregas-te-me dois talentos; aqui estão, além desses, dois outros que ganhei.

E o amo:

  Servidor bom e fiel, pois que foste fiel empouca coisa, confiar-te-ei muitas outras. Compartilha da alegria do teu senhor.

Veio emseguida o que recebera apenas um talento e disse:

— Senhor,sei que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e colhes de onde nadapuseste, por isso, como tive medo de ti, escondi o teu talento na terra; eisaqui tens o que é teu.

O homem,porém, lhe respondeu:

  Servidor mau e preguiçoso, se sabias queceifo onde não semeei e que colho onde nada pus, devias pôr o meu dinheiro nasmãos dos banqueiros, a fim de que, regressando, eu retirasse com juros o que mepertence.

Eprosseguiu:

— Tirem-lheo, pois, o talento que está com ele e dêem-no ao que tem dez talentos,porquanto, dar-se-á a todos os que já tem e esses ficarão cumulados de bens.Quanto àquele que nada tem, tirar-se-lhe-á mesmo o que pareça ter; e seja esseservidor inútil lançado nas trevas exteriores, onde haverá prantos e ranger dedentes.” (Mat., 25:14 a 30)

*

Tentemosa interpretação desta parábola.

Estávisto que o senhor, aí, é Deus; os servos somos nós, é a Humanidade; ostalentos são os bens e recursos que a Providência nos outorga para seremempregados em benefício próprio e no de nossos semelhantes; o tempo concedidopara a sua movimentação é a existência terrena.

Adistribuição de talentos em quantidades desiguais, ao contrário do que possaparecer, nada tem de arbitrária nem de injusta: baseia-se na capacidade de cada um, adquirida antesda presente encarnação, em outras jornadas evolutivas.

Osque recebem cinco talentos são espíritos já mais experimentados, mais vividos,que aqui reencarnaram para missões de repercussão social; os que recebem dois,são destinados a tarefas mais restritas, de âmbito familiar; e os que recebemum, não têm outra responsabilidade senão a de promoverem o progresso espiritualde si mesmos, mediante a aquisição de virtudes que lhes faltam.

Nota-se,aqui, a aplicação daquele outro ensino do Mestre: “Muito será pedido a quemmuito foi dado.” Ao que recebeu cinco talentos foram reclamados outros cinco;ao que recebeu dois, outros dois; e ao que recebeu um, a exigência foi de apenasum.

Osservos que fizeram que os talentos se multiplicassem representam os homens quesabem cumprir a vontade de Deus, empregando bem a fortuna, a cultura, o poder,a saúde ou os dons com que foram aquinhoados.

Oservo que deixou improdutivo o talento, falhando na incumbência que lhe foracometida, simboliza os homens que perdem as oportunidades ensejadas pelaProvidência para o seu adiantamento espiritual, oportunidades essas que lheschegam através de uma enfermidade a ser sofrida com paciência, de um grandedissabor a ser recebido sem desespero, de um filho estróina ou rebelde a sertratado com especial atenção e carinho, de uma injustiça a ser tolerada semrevolta, de um inimigo gratuito a ser conquistado com amor, de uma deslealdadeou traição a ser suportada com largueza de ânimo, de uma condição adversa a sersuperada com esforço e perseverança, etc.

Nesseterceiro servo vemos posto em relevo o mau vezo de certos homens, que, paraencobrirem suas faltas ou justificarem suas fraquezas, não hesitam em atribuirdeméritos puramente imaginários aos outros.

(...)

Agora, umaadvertência:

Não sabemosquando o Senhor virá chamar-nos a contas.

Poderátardar ainda, como poderá ser hoje ou amanhã.

Estamospreparados para isso? Temos feito bom uso dos “talentos” que Ele nos confiou?De que maneira estamos empregando nosso tempo, nossa inteligência, nossaspossibilidades de servir?

Faça cadaqual um exame de consciência e responda, depois, a si mesmo...

Fonte: Texto na íntegra:CALLIGARIS, Rodolfo; Parábolas Evangélicas,6ª. ed., Rio de Janeiro,  FEB, 1995, p.53/57.

Julio Natal · 312 vistos · 1 comentário
13 Mar 2009

PALAVRAS DE VIDA ETERNA – ESTUDO 15

Francisco Cândido Xavier pelo EspíritoEmmanuel

BENIGNIDADE

"Sede uns para com os outrosbenignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristovos perdoou" - Paulo (Efésios, 4:32)


            A grandemaioria dos homens está mais interessada em tudo quanto se relacione aobem-estar da vida terrena, a satisfação pessoal, deixando de cuidar da vidaespiritual. Mesmo quando bem intencionados, desejosos de realizar boas obrasnão cuidam do próprio adiantamento, dando vazão às paixões de ordem inferior.


            No entantofaz-se necessário aprimorar-se, amar o bem, sentir pelo outro enfim, orientar aexistência pelos princípios superiores do Evangelho.


            Por isso, oapóstolo Paulo prescreve: "Sede uns para com os outros benignos,compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vosperdoou".

 

Essa benignidade aconselhada, éentendida como disposição favorável à prática do bem; é a conduta com a qual ohomem consegue superar suas dificuldades de ordem pessoal e social.


            É sabido queas maiores dificuldades do homem residem no relacionamento interpessoaljustamente porque não respeita o próximo, não faz a ele tudo quanto deseja parasi, detendo-se no egoísmo, no orgulho e vaidade que levam a ver só a si, abuscar somente seu benefício prejudicando e infelicitando o próximo, criandogrilhões que o prendem nos círculos inferiores em dores e apreensões.


            Arecomendação apostólica leva a refletir sobre a necessidade de modificação dascondições espirituais que se expressarão em ações melhores, de seguir outrorumo, que leve a relacionamento significativo, regido pela solidariedade,brandura, indulgência, perdão..., identificando nesse proceder o caminho doprogresso real, no trabalho incessante que culmina na modelação íntima emrenovações constantes. Nos exemplos que se seguem no texto em estudo há oconvite a que se pense sobre a generosidade e o amor do Pai pelas suascriaturas manifestando-se na tolerância aos reiterados erros; na ajudadesinteressada que seus mensageiros prestam a todos que dela necessitam; nasnovas oportunidades, sempre oferecidas, à renovação; não havendo ninguém quenão tenha em suas mãos os valores com os quais possa trabalhar seu potencialespiritual, aquele realmente capaz de promover a felicidade.


            Observando agenerosidade das concessões divinas por toda parte, renovemo-nos para o bem,permanecendo atentos às menores oportunidades de ajudar, aproveitando-as quantopossível, porquanto pelas nossas ações seremos enriquecidos ou depreciados emnossos recursos.


            É da Lei que"a cada um seja dado segundo suas obras".


            Exortadospelos pensamentos do apóstolo Paulo, usemos constante benignidade uns para comos outros, porque somente assim viveremos no clima de Jesus, na construção doReino de Deus.

 

Bibliografia.

  • Xavier, Francisco Cândido. "Palavras de Vida Eterna: Benignidade". Ditada pelo Espírito Emmanuel, 17 ed. Uberaba – MG – CEC. 1992.
  • Rizzini, Carlos Toledo. "Evolução Para o Terceiro Milênio: Introdução e Princípios Doutrinários". 9 ed. Sobradinho – DF – Edicel. 1990.
Iracema Linhares Giorgini

Julio Natal · 72 vistos · 0 comentários
13 Mar 2009

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