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O LIVRO DOS MÉDIUNS - Estudo 31

SEGUNDA PARTE

DAS MANIFESTAÇÕESESPIRITAS

CAPITULO V

MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS

Estudo 31 - Itens 92 a 95 - Lançamento de Objetos

No capítulo que estamos estudando, Allan Kardec explica que taisfenômenos, cuja manifestação se poderia considerar como de prática espíritanatural, são muito importantes, porque excluem as suspeitas de conivência.Afirma ainda, que as manifestações físicas têm por fim chamar a nossaatenção para alguma coisa e convencer-nos da presença de um poder superior aodo homem. Também disse que os Espíritos elevados não se ocupam com estaordem de manifestações; que se servem dos Espíritos mais imperfeitos para produzi-las.Atingida a finalidade acima indicada, cessa a manifestação. Na sequênciaestudaremos a causa do lançamento de objetos.

Causa do lançamento de objetos

Podemos considerar que os fenômenos de movimentação dos corpos inertes,os ruídos, as pancadas, o deslocamento de objetos tem uma mesma causa; sãoproduzidos pela mesma força que levanta objetos. São produzidos em ambientesonde há a presença de médiuns, os quais muitas vezes ignoram suas faculdades eque por isso são chamados de médiuns naturais.

A intervenção voluntária ou involuntária de pessoa dotada de aptidãoespecial parece necessária, na maioria dos casos, para a produção dessesfenômenos, embora haja aqueles em que o Espírito parece agir sozinho, mas,ainda nesse caso, ele poderia tirar o fluido animalizado de uma pessoadistante. São necessárias algumas condições para que o fenômeno se dê:primeiro, que o Espírito queira fazê-lo, a seguir que encontre uma pessoa aptaa ajudá-lo, coincidência que só raramente ocorre. Se essa pessoa aparece inesperadamente,ele a aproveita.

Mas apesar das circunstâncias favoráveis, ele poderia ainda ser impedidopor uma vontade superior que não lhe permitisse agir como quer, ou, permitirque aja dentro de certos limites, desde que as manifestações sejam consideradasúteis, para os que a vivenciam.

O Espírito São Luis, questionado por Allan Kardec sobre fenômenoocorrido em junho de 1860 na rua Des Noyers, em Paris, em que um Espírito sedivertia brincando com os moradores do local, esclarece que os fatos foram verdadeirosapesar dos exageros de imaginação do povo. Os detalhes se encontram na RevistaEspírita de agosto de 1860.

Esclarece que esses fenômenos são sempre provocados pela presença, entreos moradores, de alguém com mediunidade espontânea e involuntária. Um Espíritomora num lugar de sua predileção e, enquanto ali não aparece uma pessoa de quese possa servir, fica sem ação. Quando essa pessoa aparece, ele se divertequanto pode.

A presença desse médium no local é o mais comum, porque o Espírito podebuscar os recursos necessários em outro local. Allan Kardec pergunta se háafinidade moral entre o médium e o Espírito, e São Luis afirma que não,precisamente, e sim, há uma aptidão que decorre de afinidade fluídica, mashá que se considerar uma tendência material que seria preferível não possuir,pois quanto mais elevada moralmente, mais a pessoa atrai os Bons Espíritos, quenecessariamente afastam os maus.

Os objetos atirados são quase sempre encontrados no próprio lugar ou navizinhança, e uma força que sai do Espírito os lança no espaço e os faz caironde ele quer.

Considerando que a finalidade dessas manifestações é chamar a atençãopara a existência do Espírito, sobre a realidade do mundo espiritual, comoentender, pergunta Kardec, que alguns incrédulos que vivenciaram essasexperiências, não as consideraram concludentes? Não dependeria dos Espíritosdar-lhes alguma prova sensível?

Novamente o Espírito São Luis afirma que, "os ateus e osmaterialistas não testemunham a cada instante os efeitos do poder de Deus e dopensamento? Mas isso não os impede de negar a Deus e a alma. Os milagres deJesus converteram todos os seus contemporâneos? Os fariseus que lhe diziam:"Mestre, fazei-nos ver algum prodígio", não se pareciam com esses quehoje pedem para ver as manifestações? Se não se deixam convencer pelasmaravilhas da Criação, não seriam mais tocados pelo aparecimento de umEspírito, mesmo da maneira mais evidente, pois o seu orgulho os transforma emanimais empacados. Não lhes faltariam ocasiões de ver, se eles a procurassem deboa fé. É por isso que Deus não julga conveniente fazer por eles mais do quenão faz nem mesmo para aqueles que sinceramente buscam instruir-se. Essaincredulidade não impedirá que se cumpra a vontade de Deus, assim como nãoimpediu a expansão da Doutrina. Felizes os que crêem sem ter visto, disseJesus, porque eles não duvidam do poder de Deus”.

Concluindo nosso estudo com essas reflexões do Espírito São Luis,convidamos o leitor a buscar em O Livro dos Médiuns, a descrição daevocação do Espírito perturbador de rua Des Noyers feita por Allan Kardec, eque contém as razões do Espírito para a provocação dos fenômenos. Ver cap V,item 95.


Em continuidade ao estudo desse capítulo, veremos Fenômeno deTransporte.

BIBLIOGRAFIA

KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo: FEESP,1989 - Cap. V - 2ª Parte

Tereza Cristina D'Alessandro

Fevereiro / 2004
Julio Natal · 4 vistos · 0 comentários
Categorias: Doutrina Espirita
03 Ago 2010

92 – O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – ALLAN KARDEC

CAPÍTULO X: BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS


INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS: A INDULGÊNCIA- ITEM 18

Dufétre,bispo de Nevers, do qual não encontramos referências, traz a terceira e últimamensagem deste capítulo, sobre a indulgência, iniciando-a com a mesmarecomendação das duas anteriores: “sede severos para vós mesmos eindulgentes para as fraquezas alheias.”

             Ainsistência do conselho nos mostra a importância da prática dessa ação emnossas vidas, neste planeta de expiações e de provas, como condiçãosine-qua-non de nossa evolução espiritual, de nossa paz interna e externa.

             Paraque possamos conseguir vivenciar no cotidiano essa recomendação, parece-me, indispensável,a aceitação de que somos todos iguais em potencialidades, desde a nossacriação, e que estamos todos fazendo nossa caminhada evolutiva para atingir aperfeição e a felicidade. Para isso há necessidade da aceitação da continuidadeda vida do Espírito.

             Essacerteza acaba com o orgulho e o egoísmo, desenvolve a humildade, que leva ohomem a sentir-se igual ao outro, nem superior, nem inferior, tornando-oindulgente para as fraquezas alheias, e exigente consigo, porque compreende oque pode exigir de si mesmo.

             Enquantoos homens viverem com a idéia de uma vida única, vivendo-a guiados pelo orgulhoe egoísmo, não vendo senão seus próprios interesses, julgando-se maismerecedores do que os outros, as lutas entre pessoas e entre nações continuarãotrazendo dores e sofrimentos, além de atrasar o progresso geral.

             Oautor dessa mensagem escreve que seguir a recomendação acima é fazer “a santacaridade”, visto que todos nós, os habitantes da Terra, encarnados e desencarnados,temos “más tendências a vencer, defeitos a corrigir, hábitos a modificar”.Temos um fardo mais ou menos pesado para alijar, ou seja, para livrarmo-nos,para retirar de nós, a fim de que possamos atingir o “cume da montanha do progresso”.

             Porque, então, enxergarmos com tanta clareza as falhas alheias, sendo tão cegoscom as nossas? Por que faltar com essa caridade?

             “O verdadeiro caráter da caridade é amodéstia e a humildade, e consiste em não se verem superficialmente os defeitosalheios, mas em procurar destacar o que há de bom e virtuoso no próximo.Porque, se o coração humano é um abismo de corrupção, existem sempre, nos seusmais ocultos refolhos, os germes de alguns bons sentimentos, centelhas ardentesda essência espiritual”.

             Escrevesobre o espiritismo, considerando felizes os que o conhecem e põem em práticaseus claros ensinos, que lhes ensinam que a caridade em relação ao próximo temde ser praticada como para si mesmo.

             “Caridade para com todos e amor a Deussobre todas as coisas, porque o amor a Deus resume todos os deveres, e porque éimpossível amar a Deus sem praticar a caridade, da qual Ele fez uma lei paratodas as criaturas”.

             Enquantonão nos libertarmos do hábito de destacar as imperfeições alheias, por muitoque façamos em atividades de beneficência, não estamos sendo caridosos, estamosamparando necessitados, mas não estamos aproveitando essas atividades paranossa transformação moral, visto que estamos sendo malévolos para com nossosirmãos e orgulhosos em não vermos ou camuflarmos as nossas próprias mazelas.

 

Bibliografia:

“KARDEC, Allan - ”O EvangelhoSegundo o Espiritismo”

 

Leda de Almeida Rezende Ebner

Fevereiro / 2009 

Julio Natal · 28 vistos · 0 comentários
Categorias: Doutrina Espirita
23 Jul 2010

92 – O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – ALLAN KARDEC

CAPÍTULO X: BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS


INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS: A INDULGÊNCIA- ITEM 18

Dufétre,bispo de Nevers, do qual não encontramos referências, traz a terceira e últimamensagem deste capítulo, sobre a indulgência, iniciando-a com a mesmarecomendação das duas anteriores: “sede severos para vós mesmos eindulgentes para as fraquezas alheias.”

             Ainsistência do conselho nos mostra a importância da prática dessa ação emnossas vidas, neste planeta de expiações e de provas, como condiçãosine-qua-non de nossa evolução espiritual, de nossa paz interna e externa.

             Paraque possamos conseguir vivenciar no cotidiano essa recomendação, parece-me, indispensável,a aceitação de que somos todos iguais em potencialidades, desde a nossacriação, e que estamos todos fazendo nossa caminhada evolutiva para atingir aperfeição e a felicidade. Para isso há necessidade da aceitação da continuidadeda vida do Espírito.

             Essacerteza acaba com o orgulho e o egoísmo, desenvolve a humildade, que leva ohomem a sentir-se igual ao outro, nem superior, nem inferior, tornando-oindulgente para as fraquezas alheias, e exigente consigo, porque compreende oque pode exigir de si mesmo.

             Enquantoos homens viverem com a idéia de uma vida única, vivendo-a guiados pelo orgulhoe egoísmo, não vendo senão seus próprios interesses, julgando-se maismerecedores do que os outros, as lutas entre pessoas e entre nações continuarãotrazendo dores e sofrimentos, além de atrasar o progresso geral.

             Oautor dessa mensagem escreve que seguir a recomendação acima é fazer “a santacaridade”, visto que todos nós, os habitantes da Terra, encarnados e desencarnados,temos “más tendências a vencer, defeitos a corrigir, hábitos a modificar”.Temos um fardo mais ou menos pesado para alijar, ou seja, para livrarmo-nos,para retirar de nós, a fim de que possamos atingir o “cume da montanha do progresso”.

             Porque, então, enxergarmos com tanta clareza as falhas alheias, sendo tão cegoscom as nossas? Por que faltar com essa caridade?

             “O verdadeiro caráter da caridade é amodéstia e a humildade, e consiste em não se verem superficialmente os defeitosalheios, mas em procurar destacar o que há de bom e virtuoso no próximo.Porque, se o coração humano é um abismo de corrupção, existem sempre, nos seusmais ocultos refolhos, os germes de alguns bons sentimentos, centelhas ardentesda essência espiritual”.

             Escrevesobre o espiritismo, considerando felizes os que o conhecem e põem em práticaseus claros ensinos, que lhes ensinam que a caridade em relação ao próximo temde ser praticada como para si mesmo.

             “Caridade para com todos e amor a Deussobre todas as coisas, porque o amor a Deus resume todos os deveres, e porque éimpossível amar a Deus sem praticar a caridade, da qual Ele fez uma lei paratodas as criaturas”.

             Enquantonão nos libertarmos do hábito de destacar as imperfeições alheias, por muitoque façamos em atividades de beneficência, não estamos sendo caridosos, estamosamparando necessitados, mas não estamos aproveitando essas atividades paranossa transformação moral, visto que estamos sendo malévolos para com nossosirmãos e orgulhosos em não vermos ou camuflarmos as nossas próprias mazelas.

 

Bibliografia:

“KARDEC, Allan - ”O EvangelhoSegundo o Espiritismo”

 

Leda de Almeida Rezende Ebner

Fevereiro / 2009 

Julio Natal · 14 vistos · 0 comentários
Categorias: Doutrina Espirita
23 Jul 2010

O Livro dos Espíritos Estudo 27

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA


 XIII - AS DIVERGÊNCIAS DE LINGUAGEM

Recorde-seque o mundo espiritual é constituído por individualidades onde, cada qualmantém suas características, sua personalidade, modo de ser e pensar diferentesumas das outras em tudo: conhecimento, moralidade, sábios, brincalhões,ignorantes etc. etc.... Entende-se, por conseguinte, que emitam sobre osvariados assuntos opiniões diferentes, pois sentem, pensam, buscam a Verdadesob objetivos diferentes, pessoais.

1  Como entender, porém, o desacordo, adiscordância que leva Espíritos a se expressar, sobre um mesmo assunto, deforma diferente?

Esse émais um dos pontos que enfatiza a necessidade do estudo contínuo, pois sóatravés da observação profunda é que se conseguirá perceber que a discordâncianem sempre é tão real quanto possa parecer num primeiro momento - a idéiafundamental permanece - as definições divergem, na forma da construção dafrase, no estilo mais rebuscado ou sintético. Muitas vezes, a diferença seestabelece, decorrente do modo como a pergunta é feita onde, sobre um mesmoassunto, poderá ser enfocado outro ângulo de uma mesma questão. Observadosestes pontos, quase sempre onde, num primeiro momento se observa contradição, oque realmente existe são as diferenças de palavras, nas quais os Espíritossuperiores não se detêm - a forma em si não lhes importa e sim - a essência dopensamento no estímulo ao Bem.

Livresda matéria, o pensamento rápido constrói frases que levam muito mais que umsimples encadear de palavras formando a oração ou o texto.

Ao secomunicar com os encarnados, o processo deve-lhes ser altamente embaraçoso,limitativo, pois não conseguem exprimir a realidade, a amplitude de suasidéias. Somem-se, os limites e incapacidades do médium, as formas ou termosdisponíveis na escrita, na linguagem humana, na lentidão no passar e no captarda idéia, da mensagem. Daí, por compreenderem, saberem de tudo isso, não seatêm as divergências ortográficas.

Aotratar dos profundos e sérios ensinamentos dos quais se ocupam, detêm-se naidéia, no objetivo, na proposta, exprimindo-a em todas as línguas e a todascompreendendo.

Conhecema correção da linguagem, a forma correta das construções, mas não se agastam,se o médium não a percebe, tanto que, ao ditar, por exemplo, uma poesia - oestilo, a métrica é perfeita, apesar da ignorância ou desconhecimento domédium.

O mesmoacontece em relação ao significado das palavras: - o texto em estudo,exemplifica com a palavra alma, que, não tendo uma definição única, poderá,para quem lê, entender haver divergência.

           Exemplo:

                      —um Espírito poderá usar o termo, afirmando que ela é o princípio da vida;

                      —outro refere-se a ela, como centelha anímica;

                      —um terceiro dirá que é interna;

                      —um quarto, que é externa etc. etc. etc.

Narealidade, todos falam de um mesmo assunto, sob objetivos, propostas e enfoquesdiferentes.

O mesmoacontecerá, se a idéia a ser trabalhada referir-se a Deus:

                      —alguns falarão Dele, como princípio de todas as coisas

                      —outros o apresentarão sob a face da misericórdia, justiça, inteligência,previdência, providência etc. etc.

Emrelação aos Espíritos, a mesma situação:

                      —sabemos de sua existência em incontáveis graus de perfeição ou imperfeição -estabelecer uma escala em classes que sintetizem as qualidades boas ou não,classificá-las, dividi-las em três, cinco ou vinte sub classes, é arbítrio dequem está voltado a esse trabalho, sem que por isso, se coloque em erro, tantofrente a realidade, como em relação aos outros ou fale de algo diferente quecolide, contraria, infringe ou diverge do todo.

NaCiência humana, encontramos vários sistemas sobre um mesmo objeto em estudo.Normalmente, levam o nome do pesquisador que apresentou, descobriu ou defendeaquela idéia ou aquela faceta da verdade. Linneu, Jussieu, Tournefort etc., sãosistemas em teses defendidas por esses cientistas e que em Botânicaconserva-lhes o nome, que referencia a idéia, a pesquisa por eles feita ou defendida.

Aênfase, entretanto insiste, no sentido, de que é possível que tenha havidosobre um mesmo ponto, discordâncias.

Alertamos Espíritos, a que não se faça dessa aparência motivo de inquietação que podemlevar a que se duvide da unidade da crença. Nesse momento, Espiritismo, comoque, desabrocha, ajusta-se seu estudo em método, isto é, a ordem lógica a serseguida na investigação; a precisão das leis que regem, ainda não estácompleta, o que faz com que esses desvios sejam normais.

Aprincípio, a Ciência espírita pareceu muito simples, pois, muitos se detiveramno mover das mesas. A observação atenta porém, veio mais tarde revelarramificações e conseqüências muito mais complexas do que se pudera imaginar

..."as mesas girantes são como a maçã de Newton: na sua queda encerra osistema do mundo"...

Narealidade, aconteceu o que normalmente se passa com o que é novo: por não sever o todo, cada um se detém, percebe um lado e comunica ou se atém ao que vêsob seu ponto de vista, suas idéias e preconceitos.

Emrelação aos Espíritos são eles julgados, descritos, segundo a natureza dasrelações com eles estabelecidas, onde alguns são transformados em demônios;outros em anjos - afirmações estas decorrentes da apreciação daqueles que sedetém na parte. Sem a visão, sem a busca do todo, cada qual estaciona naquiloque se consiste em objeto de suas preocupações.

Nessecaso, as divergências são decorrentes dos diferentes ângulos, sob os quais opesquisador se fixa, sem interagir com as demais faces, também em estudos epesquisas, afastando-se assim, do todo.

Esseestado de discordância ou parcialidade é comum nos sistemas prematuros fechadosou que se fixam em observações pessoais. A tendência é que, pesquisadoresidôneos, cada um com suas observações, se unam na busca de uma origem comum.

Asvárias teorias espíritas, portanto, têm duas fontes:

                      —uma nascida do cérebro humano, onde o homem, crendo possuir todo o conhecimentodaquilo que procura, se compromete, afastando-se do ponto central.

                      —a segunda, Espíritos ensinando coisas diferentes sob uma mesma idéia que seinter-relacionando, agindo umas sobre outras, abre-se na descoberta, digamosassim, da causa.

Conhecera "Escala Espírita" favorece entender melhor essa aparente anomaliade linguagem dos Espíritos.

Conformea classe em que se situe, tal será a qualidade e abrangência de suasapreciações.

Perceberemosque alguns são incapazes de informações exatas sobre o mundo que habitam ou olugar em que estão. Considere-se ainda, que essas apreciações poderão provir deum leviano, inconseqüente, zombeteiro, mau, vicioso, mentiroso etc., queoferecerá detalhes segundo seus preconceitos e objetivos, sob os quaisacobertam seus verdadeiros fins. Divertir-se, induzir ao erro, afirmar o quenão sabem, dar conselhos indicando o que se deve ou não fazer, enganar a boa féetc. etc., sempre segundo o ponto de vista pessoal descompromissado com osobjetivos maiores da Verdade.

Destaque-seque hoje, este estudo e conhecimento de detalhes, tem especial importância.Pelo fato de já termos a Doutrina firma em seus princípios e leis, dispomos depontos seguros para aferição, que responsabiliza a cada um, no sentido de que aidéia seja buscada, mantida, preservada na sua pureza para que possa ser vividasem desvirtuamentos, onde a grande fonte de controvérsias passa a ser odesenvolvimento intelectual e moral dos Espíritos encarnados e desencarnados.

Bibliografia

Kardec,Allan — "O Livro dos Espíritos" - Introdução XIII

Kardec,Allan — "Revista Espírita" - Agosto 1858

 

Leda Marques Bighetti

Setembro / 2003

Julio Natal · 17 vistos · 0 comentários
Categorias: Doutrina Espirita
23 Jul 2010

PALAVRAS DE VIDA ETERNA - ESTUDO 39

LIVRO: “PALAVRAS DE VIDA ETERNA”

 FranciscoCândido Xavier pelo Espírito Emmanuel

"No auxílio a todos"

"Pelos reis e por todos osque estão em eminência, para que tenhamos uma vida justa e sossegada em toda apiedade e honestidade”
Paulo (I Timóteo, 2:2)

É comum, vermos boa parte de pessoaspreocupar-se, segundo seu entendimento, com os que considera menos afortunados,menos felizes. Oram a Deus, pedindo por eles e procuram mobilizar recursos paraajudar de alguma forma objetivando que a sua situação possa melhorar. 

Nas catástrofes, vemos o sentimento desolidariedade abrindo-se, até mesmo com povos de outras nações. O êxito dascampanhas para arrecadar recursos que são enviados, confirmam que não temosdificuldade em apiedarmo-nos dos que estão em desespero ou vitimados porflagelos.

É uma preocupação legítima, mas, essas nãosão as únicas pessoas que precisam das nossas orações, do nosso apoio moral oumaterial. Equivocadamente, achamos que aqueles que estão em posição dedestaque, não precisam que nos preocupemos com eles, pois, devem ter uma vidasem problemas. 

O Apóstolo Paulo, na 1a. carta que escreveua Timóteo, em suas recomendações lembra o auxílio espiritual que devemos atodos que ocupam cargos de autoridade, de comando, seja dirigindo, orientando,esclarecendo e instruindo.

São Espíritos que reencarnam com a difíciltarefa do poder, da riqueza, da administração, que carregam tentações e provasde toda espécie e que quase sempre desconhecemos.

Essas pessoas são formadoras de opinião enem sempre sob formas desejáveis influenciam coletividades negativamente,quando não se compenetram dos deveres que lhe são próprios, quando não têmnoção da extensão da sua responsabilidade sobre pessoas ou povos.

Esses companheiros, que deveriam com a suaatuação levar o progresso material e moral para as populações, criamcalamidades morais e moléstias coletivas de longa duração, que atrasam aevolução.

O estudo, portanto, desperta-nos para que nasnossas preces e vibrações lembremo-nos de dirigentes, responsáveis em pequenaou grande escala, por percebermos que temos para com esses companheirosresponsabilidades, não ao que se refere aos seus atos em si, mas, em relação àsustentação espiritual que podemos e devemos oferecer a eles, pois, nãodesconhecemos o poder do pensamento, das vibrações que emitimos.

"Não nos esqueçamos, pois, da oraçãopelos que dirigem, auxiliando-os com a benção da simpatia e da compaixão, nãosó para que se desincumbam zelosamente dos compromissos que lhes selam a rota,mas, também, para que vivamos com o sadio exemplo deles, na verdadeira caridadeuns para com os outros, sob a inspiração da honestidade, que é base desegurança em nosso caminho".

Maria Aparecida Ferreira Lovo

Setembro / 2004

I TIMÓTEO 2

2 pelos reis, e por todosos que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e sossegada, emtoda a piedade e honestidade.

Julio Natal · 25 vistos · 0 comentários
Categorias: Doutrina Espirita
23 Jul 2010

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