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Visualização dos artigos postados o: 20/11/2008

A GÊNESE CARÁTER DA REVELAÇÃO ESPÍRITA (XIV)

OS MILAGRES E AS PREDIÇÕES SEGUNDO O ESPIRITISMO
CARÁTER DA REVELAÇÃO ESPÍRITA (XIV)
A revelação fez-se, parcialmente, em diversos lugares, por uma multidão de intermediários, prosseguindo, desta maneira, até hoje, pois que como se pode deduzir, nem tudo foi revelado. Assim, cada centro encontra nos outros, o complemento do que obtém e foi o conjunto, a coordenação de todos os ensinos parciais que constituíram a Doutrina Espírita.
Era, então necessário grupar os fatos espalhados, para se lhes apreender a correlação, reunir os documentos diversos, as instruções dadas pelos Espíritos sobre todos os pontos e sobre todos os assuntos, para as comparar, analisar, estudando-lhes as analogias e diferenças. As comunicações eram de Espíritos de diversas ordens, mais ou menos esclarecidos. Era preciso apreciar o grau de confiança que a razão permitia conceder-lhes; distinguir as idéias sistemáticas individuais ou isoladas, das que tinham a sanção do ensino geral dos Espíritos, as utopias das idéias práticas, as que eram notoriamente desmentidas pelos dados da ciência positiva e da lógica, utilizar, igualmente, erros, as informações fornecidas pelos Espíritos, mesmo os da mais baixa categoria, para conhecimento do estado do mundo invisível e formar, com tudo isso, um todo homogêneo.
Era preciso, numa palavra, um centro de elaboração independente de qualquer idéia preconcebida de todo prejuízo de seita, resolvido a aceitar a verdade tornada evidente, embora contrária às opiniões pessoais,
O Livro dos Espíritos, a primeira obra que levou o Espiritismo a ser considerado de um ponto de vista filosófico pela dedução das conseqüências morais dos fatos; que considerou todas as partes da doutrina, tocando nas questões mais importantes que ela suscita, foi, desde o seu aparecimento, o ponto para onde convergiram, espontaneamente os trabalhos individuais. A Era do Espiritismo Filosófico data, pois, da publicação desse livro e se ele conquistou as simpatias da maioria é que exprimia os sentimentos dela e a concentração de forças até então dispersas, deu lugar a uma amplíssima correspondência, monumento único, em todo mundo, quadro vivo da verdadeira história do Espiritismo moderno, onde se refletem, ao mesmo tempo, os trabalhos parciais, os sentimentos múltiplos que as doutrina fez nascer, os resultados morais, as dedicações, os desfalecimentos; arquivos preciosos para a posteridade, que poderá julgar os homens e as coisas através de documentos autênticos. Em presença destes testemunhos inexpugnáveis, em que se reduzirão, com o tempo, todas as falsas alegações levantadas pela inveja e pelo ciúme?

Denizart Castaldeli
Setembro / 2002

Julio Natal · 24 vistos · 0 comentários
20 Nov 2008

47- O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

CAPÍTULO V: BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS

ÍTEM 21: PERDA DE PESSOAS AMADAS E MORTES PREMATURAS
Antes de entrarmos no estudo desse item, parece-me importante escrever algo sobre o autor, Sansão, antigo membro da Sociedade Espírita de Paris.
No livro O Céu e o Inferno, de Allan Kardec, iniciando o capítulo II da Segunda Parte, intitulado Espíritos Felizes, Kardec transcreve uma carta escrita por J. Sansão ao Presidente da referida sociedade, na qual pede seja evocado o mais breve possível, após seu desencarne (seu último ano na Terra foi de "atrozes sofrimentos") "a fim de, como membro muito inútil da nossa sociedade, poder prestar-lhe para alguma coisa depois de morto..."
Lembremo-nos de que Kardec estava codificando uma doutrina, a partir das revelações dos Espíritos que se comunicavam, e, por isso evocava, pelo nome, Espíritos de pessoas conhecidas, para melhor conhecer o mundo espiritual e
seu relacionamento com o material.
Kardec publica também, em seqüência da carta, duas comunicações, sendo uma delas, obtida na câmara mortuária e uma terceira de outro Espírito, Georges sobre Sansão, intitulada A Morte do Justo, que, juntamente com a carta, considero de muito proveito sua leitura.
Nesta mensagem, objeto de nosso estudo, Sansão, apresenta argumentos humanos sobre a injustiça da morte prematura de pessoas amadas, porque se assim não fora, não seriam choradas, e apresenta outros argumentos que a justificam, pois, “não se pode medir a justiça de Deus pela justiça dos homens.”

Deus é O Absoluto, A Perfeição, O Criador; o homem é o Espírito encarnado, criado simples e ignorante, com o determinismo de desenvolver-se para a perfeição relativa, possível de ser alcançada. É o filho que jamais alcança o Pai na Perfeição e Atributos.

Assim, tem o homem de procurar compreender as leis que regem o universo, leis físicas e morais, adequar-se a elas, no desenvolvimento da sua inteligência e moralidade, entendendo que seus raciocínios são sempre de um ser em evolução, portanto, sujeitos a serem modificados na medida de novos entendimentos e novos conhecimentos, enquanto as leis naturais ou divinas são imutáveis e eternas.
”A morte prematura é quase sempre um grande benefício, que Deus concede ao que se vai, sendo assim preservado das misérias da vida ou das seduções que poderiam arrastá-lo à perdição. Aquele que morre na flor da idade não é uma vítima da fatalidade, pois Deus julga que não lhe será útil permanecer maior tempo na Terra."
Viver na Terra, sempre corre-se o risco de cair de novo nos mesmos erros e equívocos do passado, e é por isso que é sempre grande a possibilidade de novos débitos. Aquele, pois, que parte mais cedo, já cumpriu o que deveria e poderia nessa existência, segundo as leis sábias do Pai. Parte para, no plano espiritual, continuar seu aprendizado para novas experiências existenciais, mais adequadas às suas necessidades.
Estamos todos sujeitos às leis perfeitas e sábias que nos dão, exatamente, o que precisamos e podemos receber para nosso progresso espiritual: uma longa ou curta existência, maiores ou menores desafios, mais ou menos dores, sempre de acordo com nossas necessidades e possibilidades de enfrentar e vencer.
O objetivo de cada existência é sempre o progresso do Espírito, que continuará sendo feito também no plano espiritual. Encarnar-se ou desencarnar-se é o mesmo fato que se repete infinitas vezes durante o desenvolvimento do Espírito. No primeiro, renasce-se no plano material, no segundo, renasce-se no plano espiritual.
Em ambos os planos, podemos nos encontrar com os que amamos.
Por que lamentar tanto a partida de entes queridos jovens, se eles já não têm a necessidade de aqui permanecer mais tempo nesta existência? Quem somos nós para julgarmos a lei divina? Que sabemos nós do que seja melhor para eles?
Sintamos saudade, esse sentimento doce, que nos faz ter sempre presente, na mente e no coração, o ser amado que partiu e nos espera em nova dimensão; continuemos procurando fazer o melhor para os que convivem conosco, amando-os, servindo-os, auxiliando-os a aproveitarem o mais e melhor possível as experiências do viver na Terra, certos de que, um dia, estaremos libertos da dor da separação, porque, então, não haverá limitações físicas e espirituais entre os que se amam.
Aquele que não conseguiu ainda enxergar a vida após a morte do corpo físico, que não consegue ver Deus em si e ao seu redor, que vê somente a vida orgânica e material, esse pode ver a morte como uma separação eterna e sofrer com ela.
O espiritualista, principalmente o espírita, que sabe que a alma vive melhor, liberta do corpo físico, que a separação é apenas material, que pelo sentimento e pelo pensamento estamos ligados aos habitantes do plano espiritual, esse, não pode entregar-se ao sofrimento da morte e, se o faz, demonstra a si próprio, que sua fé em Deus e nas Suas leis é frágil e superficial, necessitando estudos e reflexões sobre a vida e os seres.
Assim, não lamentemos os que partem jovens, resignemo-nos às leis de Deus, que quer o melhor para seus filhos. Não pensemos no que eles poderiam fazer na Terra, visto que nossa visão ainda é muito estreita, geralmente ditada pelos sucessos materiais e entreguemo-los ao Pai, de onde vieram.
Pensemos nos jovens que partiram, com amor, com saudade saudável, desejando a eles tudo que necessitam para sentirem-se felizes onde estiverem, confiantes de que somos todos filhos de Deus e ninguém está jamais só e desamparado.

Leda de Almeida Rezende Ebner
Abril / 2005

Julio Natal · 14 vistos · 0 comentários
20 Nov 2008