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Conflitos de Culpa

                Atualmente percebe-se um grande número de pessoas,principalmente de jovens, que carregam consigo o sentimento de culpa e os seusconflitos. Muitas podem ser as causas de tal questão:

·        Registros no inconsciente profundo,resultantes de comportamentos inadequados ou destrutivo em outras existênciasou na atual;

·        " Ignorância medieval "nele ainda remanescente, que a tudo quanto ignorava, por parecer aético ouimoral, transformava em pecado, culpa imundice, propiciando sentimentosultrajantes e vergonhosos àqueles que passavam pelas experiências dignas depunição;

·        Convivência doentia com paisneuróticos e irritados, que gritam e acusam, que maltratam e agridem a criançaque, se sentindo impossibilitada de tolerá-los ,foge-lhes da presença,refugiando-se no seu quarto ou no mundo particular da imaginação

               Quando se trata dos registros no inconsciente profundo,inadvertidamente o paciente experimenta a desagradável sensação de haverescamoteado a verdade ou agido erradamente, sem que ninguém tivesse idéia ouconhecimento dos seus atos reprocháveis. Porque os dissimulou com vigor ouconseguiu nega-los com veemência, permanece-lhe a crença subjacente de que, numou noutro momento pode ser chamado à prestação de contas ou ser desmascarado,tombando em descrédito ou sofrendo a zombaria de quem hoje lhe oferececonfiança e amizade.

 

               Acoimado pela culpa, foge dos relacionamentos dequalquer natureza, cultiva o mau humor, processa erradamente o que houve,sempre considerando que todas as queixas e reprimendas, advertências eobservações que o alcançam têm por meta censurá-lo, humilhá-lo,estigmatizá-lo...


               No que diz respeito à "ignorância medieval"ocorre a vergonha de si mesmo assomando ainda hoje como sinal de permanênciaemocional nos dias sombrios da intolerância, considerando ignóbil ou vulgar,promíscuo ou sujo, todo e qualquer comportamento menos adequado ou maisprimitivo, e assim se eximindo de culpa. Devido a esse comportamento emocional,tem dificuldade em assumir a responsabilidade pelos seus erros, enganos eequívocos, tendo ainda sempre desculpas para justificar o que considerareprovável.


               Muitos pais acusam os filhos de ser um peso nas suasvidas ou responsável pelos problemas e transtornos que experimentam, passa asentir culpa, de que não consegue liberar-se, prosseguindo numa adolescênciaincompleta, na qual surge a vergonha da própria sexualidade, por parecer-lhealgo impuro.


               Quando a culpa aparecer no indivíduo deve-se assumi-lae trabalhar com naturalidade, o sentimento de perdão e compreensão aos pais eaos fatores que trabalharam para a sua instalação facultam-lhe odesaparecimento paulatino até a total desintegração.


               O hábito saudável de aceitar-se como se encontra liberada autocrítica recriminatória, portanto, autopunitiva.

Bibliografia:
O Despertar Do Espírito – Divaldo P. Franco / Joanna de Ângelis

HérinAndréas

Julio Natal · 60 vistos · 0 comentários
16 Fev 2009

O LIVRO DOS MÉDIUNS Estudo nr. 07*

(Guia dos Médiuns e dos Doutrinadores)
Contém o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros demanifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimentoda mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na práticado Espiritismo.

Estudo nr. 07

Capitulo II - O maravilhoso e osobrenatural.

Por todas as considerações já feitas, fica cada vez mais evidente aimportância do conhecimento para bem compreender a atuação das leis divinas enaturais no universo. 


O Espiritismo não aceita todos os fatos considerados maravilhosos.
 


Longe disso, demonstra a impossibilidade de muitos deles e o ridículo dealgumas crenças que constitui, propriamente falando, a superstição.
 


Os adversários do Espiritismo o acusam de despertar idéias supersticiosas.
 


Mas, o que é que há de comum entre a doutrina que ensina a existência do mundoinvisível, comunicando-se com o visível, e fatos da natureza do que relatamos,que são os verdadeiros tipos de superstição?
 


Se os que o atacam a esse respeito tivessem dado ao trabalho de estuda-lo,antes de julga-lo levianamente, saberiam que não só condena as práticasdivinatórias, como lhes demonstra a nulidade.
 


O estudo sério do Espiritismo, tende a destruir as crenças realmentesupersticiosas.
 


Na maioria das crenças populares há, quase sempre, um fundo de verdade,desnaturado e ampliado. São os acessórios, as falsas aplicações, que a bemdizer, constituem a superstição.

 

Assim é que os contos de fadas e de gênios repousam sobre a existênciados espíritos bons e maus, protetores ou malévolos. 


Todas as estórias de aparição têm sua fonte no fenômeno muito real dasmanifestações espíritas visíveis e mesmo tangíveis.
 


Tal fenômeno, hoje perfeitamente verificado e explicado, entra na categoria dosfenômenos naturais, que são uma conseqüência das leis eternas da criação.
 


Mas o homem raramente se contenta com a verdade que lhe parece muito simples,ele a reveste com as quimeras criadas pela imaginação e é então que cai noabsurdo. Ocorre ainda, os que têm interesse em explorar essas mesmas crenças,às quais se juntam um prestígio fantástico, próprio a servir os seus objetivos.
 


Daí a turba de adivinhos e de ledores de sorte contra os quais a lei se erguecom justiça.
 


O Espiritismo verdadeiro, racional, não é pois, mais responsável pelo abuso quedele possam fazer, nem mesmo a medicina pelas formulas ridículas e praticasempregadas por charlatães ou ignorantes.
 


Ainda uma vez, antes de julga-lo dai-vos o trabalho de estudá-lo.
 


Concebe-se o fundo de verdade de certas crenças, mas talvez se pergunte sobre oque pode repousar tais crenças?
 


Parece-nos que tem origem no sentimento intuitivo dos seres invisíveis, aosquais se é levado atribuir um poder, que por vezes não têm.
 


A existência de espíritos enganadores, que pululam a nossa volta, por força dainferioridade do nosso globo, como insetos daninhos num pântano, e que sedivertem à custa dos crédulos, predizendo-lhes um futuro quimérico, semprepróprio a adular seus gostos e desejos; é um fato do qual temos provas diáriaspelos médiuns atuais.
 


O que se passa aos nossos olhos aconteceu em todas as épocas, pelos meios decomunicação em uso conforme o tempo e o lugar.
 


Eis a realidade.
 

 

Com o auxílio do charlatanismo e da cupidez a realidade passou para oestado de crença supersticiosa. 


Criticar o que o próprio Espiritismo refuta, é demonstrar ignorância do assuntoe argumentação inócua. Daí a pergunta até onde vai a crença do Espiritismo?Lede e observai que o sabereis.
 


A aquisição de qualquer ciência exige tempo e estudo.
 


Quando não se tem tempo para aprender uma coisa, não se pode falar dela, e,menos ainda julgá-la, se não se quiser ser acusado de leviandade.

Resumo das proposições já vistas:

  1. Todos os fenômenos espíritas têm como princípio a existência da alma, sua sobrevivência e manifestações.
  2. Decorrendo de uma lei da natureza, esses fenômenos nada têm de maravilhoso e sobrenatural.
  3. Muitos fatos são considerados sobrenaturais porque a sua causa não é conhecida.
  4. Entre os fatos qualificados de sobrenaturais, o Espiritismo demonstra a impossibilidade de muitos e os coloca entre as crenças supersticiosas.
  5. Embora o Espiritismo reconheça um fundo de verdade em muitas crenças populares, eles não aceita que todas as estórias fantásticas criadas pela imaginação sejam da mesma natureza.
  6. Julgar o Espiritismo pelos fatos que ele não admite é dar prova de ignorância e desvalorizar por completo a própria opinião.
  7. A explicação dos fatos admitidos pelo Espiritismo, de suas causas suas conseqüências morais, constitui toda uma ciência e uma filosofia que exigem estudo sério, perseverante e aprofundado.
  8. O Espiritismo só pode considerar como crítico sério aquele que tudo viu, tudo estudou, em tudo se aprofundando com paciência e perseverança de um observador consciencioso em sentido pleno, fazendo constatações e averiguações lógicas.

Conforme O Livro dos Médiuns essecrítico (altamente qualificado) ainda está para aparecer.

Bibliografia:

  • Kardec, Allan – O Livro dos Médiuns,
  • Kardec, Allan – O que é o Espiritismo.
  • Kardec, Allan – Revista Espírita 1860
ElisabethMaciel 

Julio Natal · 61 vistos · 0 comentários
16 Fev 2009

O HOMEM SER PREDESTINADO À EVOLUÇÃO - Estudo 10*

Estudosanteriores:

Outubro 
Novembro 
Dezembro 
Janeiro 
Fevereiro 
Março 
Abril 
Maio 
Junho

Estudo 1 - Reflexões para entender o tema

Estudo 2 - O papel das civilizações

Estudo 3 - Evolução

Estudo 4 - As instituições

Estudo 5 - As Civilizações e a cultura

Estudo 6 - A Revolução Industrial dos Séculos XIX e XX

Estudo 7 - A Vinda de Jesus ao Planeta Terra

Estudo 8 - O Espirit.como prop.para se entender a pres.do ser humano na Terra

Estudo 9 - As guerras são as Catástrofes na Terra

 

Estudo 10 - AEducação para a Humanização

Educação: Frize-se e recorde-se que ao usar o termo"Educação", não se fala aqui em intelectualização, em saber coisas.Mas no ato ou efeito de desenvolvimento da capacidade física, intelectual emoral do ser, visando sua melhor integração e atuação individual e social.Constituiu-se como o aperfeiçoamento integral de todas as faculdades humanas,usadas pelo próprio ser, que se renovando sempre, atua no meio que cresce comele.

Considerando o homem primitivo em seudesenvolvimento avalia-se que ele se desenvolveu através das funções do"sentir", do "pensar" e do "fazer". 

           São funções que se conjugam e se completam para propiciar desenvolvimento aoser humano. 

           Ele sente, deseja, anseia, pensa, imagina, faz, refaz e cria novos modos defazer. É a causa e o preparo para desenvolver as práticas da tecnologia. Ao"fazer" no sentido de realizar o sentir e o pensar, o homem cria ainstrumentalização para o trabalho e para o seu conforto material, cresce noaspecto intelectual. A corrente do "saber" se faz pela relação: acada "prática" corresponde uma "teoria" e, também, a cada"teoria" correspondem novas "práticas". 

           A inteligência é a propulsora do fazer e pensar. O acúmulo do conhecimento dácondições ao ser humano de conquistar sua autonomia e acentuar aresponsabilidade na sua formação cultural e moral. 

           O Espírito sente, é sensível e amoroso por natureza. As emoções, as aspiraçõese o amor são os sentimentos que o fazem revelar a espiritualidade. 

           O homem sente os impulsos de doar-se ao mundo. Ele modela a própria formaçãocultural, moral e social conjuntamente com o que a sociedade lhe oferece;resultando, de todas essas relações, as propostas de ideais que,espiritualmente estabelece para si. 

           A consciência do individual e do social vêm de uma prática que envolve estesprocedimentos: sentir, pensar e repensar, fazer e refazer, criar e recriar,discernir, julgar, optar, decidir, refletir e construir sua filosofia de vida. 

           Humanizar-se (decorrerá desse trabalho que o homem, ao educar-se realizaconsigo; tornando-se realmente humano – menos fera – benévolo, afável,tratável, civilizado, bondoso, benfeitor, que ama seus semelhantes, que age,deseja e trabalha visando o bem da Humanidade) é o efeito da conscientizaçãodos valores humanos e é incorporação desses valores na conduta humana. Essaconsciência de comportamento e de conduta faz com que o cidadão ofereça certaqualidade ao social. 

           Como ser histórico, que é o homem, tem a responsabilidade de estar presente eatuante nos meios sociais para transferir à sociedade o sentido da qualidade devida. 

           Concluirmos – o homem pelo seu modo de sentir, pensar e agir influi no processocultural a exteriorizar-se no campo social. 

           Deveria agir só após a reflexão da conseqüência de suas ações (naturalmente ofaz por impulsos). A reflexão é, ou deveria ser o pensar no que se sente, paradepois agir, ou não, conforme o maior ou menor número de Bem que suas atitudesgerarão a si e principalmente aos outros. 

          Ninguém, ao sentir, pensar e agir o faz só por si e para si. O campo envolveprodutos das relações:

  • Eu e eu
  • Eu e o outro
  • Eu e a sociedade
  • Eu e o mundo.

           Na função social e histórica em que o ser humano se coloca, não há como negar,que o homem é um ser inacabado, a completar-se continuamente como a fazer aprópria história. É a característica de não estar pronto, dominando todo osaber e o fazer, portanto, o evoluir eternamente é a predestinação do Espírito.Ele tem a perspectiva do futuro no seu presente. 

           A educação, como um processo de vida, direciona esse homem para fins futuros.

Permeia ela astendências e as conduz para as aspirações da vida moral e ética.

Entretanto, tudo issotem relação com os tipos do processo educativo. 

           A educação deve ser o recurso para conduzir o homem a ser ético e consciente dasua responsabilidade na construção de uma realidade social. 

           A sociedade terá as características que resultam das relações dos seres humanosque, por sua vez, passa a expressar uma cultura, a qual, determinará os valorespara a conduta desse homem. É uma interdependência a resultar a realidade a queo ser humano fica relativamente sujeito. 

           A educação deve dar os meios para fazer homens livres, conscientes, criativos eresponsáveis pelos seus destinos, opções e realizações. 

           O homem criativo é o ser que à base da curiosidade em objetivos e ideaisdesvenda novo saber como metas de vida. E, homens responsáveis são aqueles quetêm a consciência de que o futuro é obra de suas opções e do seu trabalhorealizado agora. 

           Desta forma, consciência da realidade e a ação sobre o social são ocorrênciasque se relacionam; são inseparáveis constituintes do ato transformador dossistemas sociais. 

           Assim entendido, a orientação no mundo porá a questão das finalidades da"ação" ao nível da percepção crítica da realidade. 

           O caráter político (sistema respeitante aos direitos de todos com habilidade notrato das relações humanas, visando o melhor para todos, tendo em vista osobjetivos almejados. Política é o processo que se usa para resolver osproblemas sociais que afetam o indivíduo) da educação é a marca que tornalibertadora ou não. 

           Cada sociedade cria o seu sistema de educação de acordo com os valores que anorteiam. Se a sociedade é quem estrutura a educação ela o faz em função dosinteresses políticos de quem detém o poder. 

           Mais que nunca faz-se ela imprescindível uma vez que passa a ser um fatorfundamental para preservação de sistemas políticos, formando seres conscientese livres. 
            Por isso, éque a transformação radical e profunda dos ideais da educação, como sistemalibertador do ser humano, só se dará quando a sociedade estiver num processo detransformação consciente onde cada qual se entenda como elo básico, fundindo-seaí os ideais maiores do próprio existir. 

           Considerando-se a família como célula principal da sociedade percebe-se que hámuito o que se realizar no campo da educação. É ela o grupo social que chegadiretamente ao indivíduo no período da formação da personalidade. 

           A criança, o adolescente e o jovem são trabalhados individualmente e em gruposob as diretrizes da família. Mas a família não educa sozinha; a convivênciadas crianças com outras crianças, dos adolescentes e jovens com outrosadolescentes e jovens é fator de mistura do modo de ser desses elementos. Éassim que a sociedade interfere no processo de educação dos indivíduos nafamília, que se estiver atenta, retornará esses elementos e através do diálogo,onde todos se enriquecem. 

           A educação em família, deve ter por objetivo o aperfeiçoamento de cada um deseus elementos nos sentidos da moral e da espiritualidade. É na família que oser processa o dia a dia de seu viver. Portanto, é a família que propõediretamente, aos seus membros, as regras, os valores morais e espirituais acada um dos participantes que, frize-se não são estanques e fechados, masabertos ao dinamismo das análises e retomadas. 

           Aí está a grande responsabilidade dos pais na escolha do seu sistema de educaros filhos. 

           Será que os pais entre si, individual e reciprocamente "se educam”? 

           Será que os filhos estão sendo educados para viverem com dignidade e para seremresponsáveis pela sua própria liberdade? É, ela discutida, questionada,avaliada ? 
            Ao ladodesses fatores há a escola, a religião, o trabalho, o companheirismo, os clubesrecreativos e toda forma de sociabilidade que dividem, entre si, aresponsabilidade de indicar as melhores normas de ação visando o bem estar detodos.

À família entretanto,é que caberá oferecer aos jovens maior lucidez da razão e o maior poder dediscernimento para efetuar as suas opções de comportamento e de futuro. 

           A família ativa e atuante, contribui, assim, para o processo de burilamento dosEspíritos encarnados na Terra. 

           Na família está o embrião da Evolução Espiritual do Ser Humano.

*Luiza de Campos Freire Favareto

Julio Natal · 88 vistos · 0 comentários
16 Fev 2009

LIVRO: “PALAVRAS DE VIDA ETERNA” (estudo n.9)

Francisco C. Xavier/Emmanuel


(estudo n.9)

TEMA: “SOCORRO E CONCURSO”

"Quantos pães tendes? "-Jesus (Marcos, 8:5)

Havia grande multidão, Jesus sentiacompaixão por todos aqueles que há tanto tempo ali estavam acompanhando-o semter o que comer. Se os deixasse ir em jejum poderiam desfalecer no caminho,porque alguns moravam longe.

Os discípulos, falam-lhe que não dispunhamde alimentos. Como satisfazê-los de pão.

É quando Jesus faz a pergunta: quantospães tendes?

Jesus não perguntou, de quantos pãesnecessitavam, mas, "quantos pães tendes? ", demonstrando a precauçãoem alertar para a necessidade de se apresentar algo como base para o auxílioque suplicamos.

Quando solicitamos amparo, socorro paraalguém, pensemos primeiro na cooperação que podemos ofertar.

Invigilantes, quase sempre, fazemosrogativas e relacionamos diversas situações, onde poderíamos exercitar nossaspróprias forças, no entanto, transferimos responsabilidades nossas para osBenfeitores Espirituais, esquecidos de que os trabalhadores da Espiritualidade, estão sempre se movimentando, ajudando, prontos para nos fortalecer tão logoofereçamos nossas disposições firmes no Bem.

Quanto auxílio, quanto socorro poderiamser prestados se fossemos mais atentos, despertos para essa realidade de queacontecerá ou não esse auxílio, dependente do campo mental aberto, receptivo.

Esta lição fala a Espíritos maisamadurecidos, que já conseguiram substituir o peditório pelo ofertório.

Quem se oferece em trabalho, em nome deJesus, tem muito a fazer, qualquer que seja o meio em que lhe foi ofertadoviver.

Quem se interessa pelo trabalho, seencanta com ele, e faz dele a oração em essência. É feliz com o que aprende equer repartir, precisa mesmo distribuir.

"Quantos pães tendes?"pergunta Jesus.

"O ensinamento é precioso para anossa experiência de oração", esclarece Emmanuel.

Oração pobre é a do acomodado que sóquer receber, pedindo sempre carente, "alongando mãos vazias".

Oração rica é a daquele que busca em sirecursos para ofertar, que quer ser grande para ser mais gente e que,desenvolvendo-se promove o meio em que está. Este oferece o que pode e vai sersempre mais. Agradece muito e recebe em abundância, cento por um, segundoJesus.
Em síntese, as respostas às nossas rogativas dependerão sempre de condições,embora mínimas, que ofereçamos. Em essência, não é o Senhor que precisa denossas orações, mas cada qual que precisa aproveitar a essa oportunidade,através da qual, acima de tudo, nos fortalecemos na direção à renovaçãoespiritual.

Assim, antes de orar - se erramos sobqualquer aspecto - retifiquemo-nos antes. Se ofendemos alguém, se nos desviamosdo melhor caminho, se abrigamos a revolta ou qualquer outra posição dedesequilíbrio, temos antes que tomar a iniciativa do reequilíbrio, uma vez quea súplica da ajuda, por não mais atender a convencionalismos e palavrasbonitas, deve nascer nas condições íntimas de retorno ao Bem.

Idalina Magro / Maria Ap. Ferreira Lovo 

Julio Natal · 63 vistos · 0 comentários
16 Fev 2009

MEDIUNIDADE - ESTUDO 9*

ESTUDO9: Mediunidade e Animismo - O Espírito do médium secomunicando

              Em nosso estudo de número 8 - O Papel do Médium nasComunicações, percebemos que ao médium cabe o papel de "intérprete"do pensamento do Espírito. Se não compreender o alcance desse pensamento, não opoderá fazer com fidelidade. Se compreender o pensamento mas, por falta desimpatia ou outro motivo, não for passivo (isto é, se misturar suas idéias próprias com as doEspírito comunicante), deformará o pensamento comunicado, o que evidencia agrande participação do Espírito do médium na comunicação que ocorre.

              O processo de comunicação dá-se somente através daidentificação do Espírito com o médium, perispírito a perispírito, cujaspropriedades de expansibilidade e sensibilidade, entre outras, permitem acaptação do pensamento, das sensações e das emoções, que se transmitem de umapara outra mente através do veículo sutil.

              O médium é sempre um instrumento passivo, cuja educação morale psíquica lhe concede recursos hábeis para um intercâmbio correto. Porém,inúmeros impedimentos se apresentam durante o fenômeno, os quais, somente oexercício prolongado e bem dirigido consegue eliminar. Podemos citar asfixações mentais, os conflitos e os hábitos psicológicos do médium que vertemdo inconsciente e, durante o transe, assumem com vigor os controles da faculdademediúnica, dando origem às ocorrências anímicas.

              O problema das interferências do médium na comunicação nãopassou despercebido a Kardec que, ao questionar os Espíritos orientadores daCodificação, deles obteve a confirmação do fato (O Livro dos Médiuns, Cap. XIXO Papel dos Médiuns nas Comunicações, Influência do Espírito do Médium item223):

Item 223. 2 - As comunicações escritas ou verbais podem ser também do próprio Espíritodo médium?

              - A alma do médium pode comunicar-se como qualquer outro. Seela goza de um certo grau de liberdade, recobra, então suas qualidades deEspírito.

Item 223. 2a - Esta explicação não parece confirmar a opinião dos que acreditam quetodas as comunicações são do Espírito do médium e não de outro Espírito?

              - Eles só estão errados por entenderem que tudo é assim.Porque é certo que o Espírito do médium pode agir por si, mas isso não é razãopara que outros Espíritos não possam agir, também, por seu intermédio.

              Estudando esse capítulo, observamos que não foi dado nenhumcaráter de anormalidade à manifestação do Espírito do próprio médium, chegandomesmo a afirmar que o conteúdo de certas comunicações produzidas por médiuns,sem o concurso dos Espíritos, pode ser superior ao de outras, obtidas com aparticipação deles, a depender do grau de evolução de uns e de outros. Nemsempre porém, o fato anímico revela qualidades adormecidas ou simplesocorrências do quotidiano da vida atual ou passada do médium. Muitas vezes, o quese projeta são o trauma, as manifestações fóbicas, além de outras expressões dedesajuste que aguardam regularização.

              Assim, no exercício mediúnico, o animismo se revelasob dois aspectos distintos:

1.    O Espírito do médium se comunicando -animismo clássico pesquisado por Aksakof, Bozzano e outros;

2. Espírito do médium introduzindo suas ideias nas mensagens de que sefaz instrumento.

              Estudando o aspecto do Espírito do médium se comunicando -buscamos André Luiz, no livro Nos Domínios da Mediunidade (cap.22 - Emersão do Passado) quando narra interessante fato ocorrido numa reuniãomediúnica, em que uma sensitiva em transe sonambúlico, libera episódiotraumático de outra encarnação, como se fosse uma autêntica comunicaçãomediúnica. Assistia a cena um Espírito desencarnado que funcionava comocatalisador a liberar da memória da sensitiva, pelo mecanismo dos reflexoscondicionados, os lances ali fixados desde o passado remoto .

              O fato relatado reflete uma situação anímica marcada pelo desajustepsicológico, passível, no entanto, de uma solução futura após o esvaziamentodaquelas aflições e o retorno à normalidade mediúnica. Com base nessa certeza,André Luiz enfatiza a necessidade de conduzir o atendimento com todo respeito einteresse, procedendo-se ao diálogo esclarecedor da mesma forma como se atendemos Espíritos sofredores nas reuniões de socorro espiritual.

              Para se compreender corretamente o problema do animismo,relembremos o papel dos médiuns nas comunicações. Sabemos que ele é ointérprete da mensagem que chega. Ora, quem interpreta, vivencia, e não apenasrepete, absorvendo em seu mundo íntimo a ideia, devolvendo-a com a vestimentarepresentada por seu estilo, vocabulário, emoções e acervo cultural.

              É comum, no início da educação mediúnica, quando os médiunsainda não estão familiarizados com o processo das comunicações, que eles façamo conflito sem saberem determinar corretamente a fronteira entre o pensamentopróprio e o dos comunicantes. Nesse início é muito provável que preponderem osestados arquivados no inconsciente. É por isso que, acertadamente, afirma-seque para alcançar o estado mediúnico transita-senecessariamente pelo anímico.

              Ao mesmo tempo em que exercita a faculdade, deve o médiumeducar-se moralmente, a fim de que os seus fatores de desajuste sejam superadosantes que se convertam em viciações alienantes e caminhos de acesso para asobsessões.

Pessoas excessivamente mórbidas, afeitas a queixas, repetitivas eegoístas, quando na prática mediúnica apresentam tendência para o animismo,desajustes, porque seu comportamento já traduz esse estado anímico de tristezae desencanto, decorrente do aflorar do passado nas experiências que oravivenciam. Podemos citar outros fatores desencadeantes do animismo: encontros edesencontros que sensibilizem o médium, discussões e desentendimentos, festassociais excitantes, jogos e entretenimentos similares, que atuam como fortesdesequilibrantes emocionais. O cultivo de idéias desordenadas, as aspiraçõesmal contidas, desequilibram, promovendo falsas informações. Os desbordos daimaginação geram impressões, produzem idéias que fazem supor procederem deintercâmbio mediúnico. Além desses, a inspiração de Entidades levianas cooperacom eficiência para os exageros, as distonias.

              Uma mudança salutar de hábitos e comprometimento com acaridade cristã podem desfazer certos condicionamentos renitentes eperturbadores.

              Espera-se que os médiuns atuantes compreendam sem demora esseprocesso de transitar do anímico para o mediúnico, desemperrando as engrenagensmedianímicas pelo exercício disciplinado e constante, desobstruindo os canaispor onde fluem as ideias através do trabalho no Bem, absorção de conhecimentose cultura, oração e meditação continuadas.

              Compreende-se que é necessário ao médium um exame contínuo deseus problemas íntimos e acentuado zelo pelo estudo, a fim de discernir comacerto e segurança. Nem tudo que ocorre na esfera mental significa fenômenomediúnico.

Recomenda o Espírito Joanna de Ângelis, no livro Celeiro deBênçãos:

              "Estuda e estuda-te.

              Evita a frivolidade e arma-te de siso, no mister relevante damediunidade.

              Cada ser vincula-se a um programa redentor, graças às causasa que se imana pelo impositivo da reencarnação. Interferências espirituaissucedem, sim, mas, não amiúde como pretendem a leviandade e a insensatez dosque se comprazem em transferir responsabilidades.

              Revisa opiniões, conotações, exames e resguarda-te nadiscrição.

              Mediunidade é patrimônio inestimável, faculdade delicada pelaqual ocorrem fenômenos sutis expressivos e vigorosos e só procedem do Altoquando em clima de alta responsabilidade.

              Nesse sentido, não descuides das ocorrências provindas deinterferências anímicas, dos desejos fortemente acalentados, das impressõesindesejáveis e desconexas que ressumam, engendrando comunicações inexatas.

              Acalma a mente e harmoniza o "mundo interior"

(Celeiro de Bênçãos, Cap. 6, Joanna de Ângelis/Divaldo P.Franco -LEAL)

Bibliografia

  • Kardec, Allan - O Livro dos Médiuns - Cap. XIX, q. 223, de 1 a 8, FEESP . 2ª ed. São Paulo, 1989
  • Neves, J.; Azevedo, G.; Calazans, N.; Ferraz, J. - "Vivência Mediúnica - Projeto Manoel P. de Miranda", Cap. 1 - Fenômenos, Cap. 11- Do Anímico ao Mediúnico, LEAL. 1ª edição. Salvador/BA, 1994
  • Neves, J.; Azevedo, G.; Calazans, N.; Ferraz, J. - "Qualidade na prática Mediúnica- Projeto Manoel P. de Miranda", 1ª Parte, Animismo, LEAL. 1ª edição. Salvador/BA, 2000
  • Xavier, Francisco C. pelo Espírito André Luiz, Nos Domínios da Mediunidade. Cap. XXII Emersão do Passado, FEB, 14ª Ed. 1985

*Tereza Cristina D'Alessandro

Julio Natal · 397 vistos · 11 comentários
15 Fev 2009

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