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Estudo 10 - AEducação para a Humanização
Educação: Frize-se e recorde-se que ao usar o termo"Educação", não se fala aqui em intelectualização, em saber coisas.Mas no ato ou efeito de desenvolvimento da capacidade física, intelectual emoral do ser, visando sua melhor integração e atuação individual e social.Constituiu-se como o aperfeiçoamento integral de todas as faculdades humanas,usadas pelo próprio ser, que se renovando sempre, atua no meio que cresce comele.
Considerando o homem primitivo em seudesenvolvimento avalia-se que ele se desenvolveu através das funções do"sentir", do "pensar" e do "fazer".
São funções que se conjugam e se completam para propiciar desenvolvimento aoser humano.
Ele sente, deseja, anseia, pensa, imagina, faz, refaz e cria novos modos defazer. É a causa e o preparo para desenvolver as práticas da tecnologia. Ao"fazer" no sentido de realizar o sentir e o pensar, o homem cria ainstrumentalização para o trabalho e para o seu conforto material, cresce noaspecto intelectual. A corrente do "saber" se faz pela relação: acada "prática" corresponde uma "teoria" e, também, a cada"teoria" correspondem novas "práticas".
A inteligência é a propulsora do fazer e pensar. O acúmulo do conhecimento dácondições ao ser humano de conquistar sua autonomia e acentuar aresponsabilidade na sua formação cultural e moral.
O Espírito sente, é sensível e amoroso por natureza. As emoções, as aspiraçõese o amor são os sentimentos que o fazem revelar a espiritualidade.
O homem sente os impulsos de doar-se ao mundo. Ele modela a própria formaçãocultural, moral e social conjuntamente com o que a sociedade lhe oferece;resultando, de todas essas relações, as propostas de ideais que,espiritualmente estabelece para si.
A consciência do individual e do social vêm de uma prática que envolve estesprocedimentos: sentir, pensar e repensar, fazer e refazer, criar e recriar,discernir, julgar, optar, decidir, refletir e construir sua filosofia de vida.
Humanizar-se (decorrerá desse trabalho que o homem, ao educar-se realizaconsigo; tornando-se realmente humano – menos fera – benévolo, afável,tratável, civilizado, bondoso, benfeitor, que ama seus semelhantes, que age,deseja e trabalha visando o bem da Humanidade) é o efeito da conscientizaçãodos valores humanos e é incorporação desses valores na conduta humana. Essaconsciência de comportamento e de conduta faz com que o cidadão ofereça certaqualidade ao social.
Como ser histórico, que é o homem, tem a responsabilidade de estar presente eatuante nos meios sociais para transferir à sociedade o sentido da qualidade devida.
Concluirmos – o homem pelo seu modo de sentir, pensar e agir influi no processocultural a exteriorizar-se no campo social.
Deveria agir só após a reflexão da conseqüência de suas ações (naturalmente ofaz por impulsos). A reflexão é, ou deveria ser o pensar no que se sente, paradepois agir, ou não, conforme o maior ou menor número de Bem que suas atitudesgerarão a si e principalmente aos outros.
Ninguém, ao sentir, pensar e agir o faz só por si e para si. O campo envolveprodutos das relações:
- Eu e eu
- Eu e o outro
- Eu e a sociedade
- Eu e o mundo.
Na função social e histórica em que o ser humano se coloca, não há como negar,que o homem é um ser inacabado, a completar-se continuamente como a fazer aprópria história. É a característica de não estar pronto, dominando todo osaber e o fazer, portanto, o evoluir eternamente é a predestinação do Espírito.Ele tem a perspectiva do futuro no seu presente.
A educação, como um processo de vida, direciona esse homem para fins futuros.
Permeia ela astendências e as conduz para as aspirações da vida moral e ética.
Entretanto, tudo issotem relação com os tipos do processo educativo.
A educação deve ser o recurso para conduzir o homem a ser ético e consciente dasua responsabilidade na construção de uma realidade social.
A sociedade terá as características que resultam das relações dos seres humanosque, por sua vez, passa a expressar uma cultura, a qual, determinará os valorespara a conduta desse homem. É uma interdependência a resultar a realidade a queo ser humano fica relativamente sujeito.
A educação deve dar os meios para fazer homens livres, conscientes, criativos eresponsáveis pelos seus destinos, opções e realizações.
O homem criativo é o ser que à base da curiosidade em objetivos e ideaisdesvenda novo saber como metas de vida. E, homens responsáveis são aqueles quetêm a consciência de que o futuro é obra de suas opções e do seu trabalhorealizado agora.
Desta forma, consciência da realidade e a ação sobre o social são ocorrênciasque se relacionam; são inseparáveis constituintes do ato transformador dossistemas sociais.
Assim entendido, a orientação no mundo porá a questão das finalidades da"ação" ao nível da percepção crítica da realidade.
O caráter político (sistema respeitante aos direitos de todos com habilidade notrato das relações humanas, visando o melhor para todos, tendo em vista osobjetivos almejados. Política é o processo que se usa para resolver osproblemas sociais que afetam o indivíduo) da educação é a marca que tornalibertadora ou não.
Cada sociedade cria o seu sistema de educação de acordo com os valores que anorteiam. Se a sociedade é quem estrutura a educação ela o faz em função dosinteresses políticos de quem detém o poder.
Mais que nunca faz-se ela imprescindível uma vez que passa a ser um fatorfundamental para preservação de sistemas políticos, formando seres conscientese livres.
Por isso, éque a transformação radical e profunda dos ideais da educação, como sistemalibertador do ser humano, só se dará quando a sociedade estiver num processo detransformação consciente onde cada qual se entenda como elo básico, fundindo-seaí os ideais maiores do próprio existir.
Considerando-se a família como célula principal da sociedade percebe-se que hámuito o que se realizar no campo da educação. É ela o grupo social que chegadiretamente ao indivíduo no período da formação da personalidade.
A criança, o adolescente e o jovem são trabalhados individualmente e em gruposob as diretrizes da família. Mas a família não educa sozinha; a convivênciadas crianças com outras crianças, dos adolescentes e jovens com outrosadolescentes e jovens é fator de mistura do modo de ser desses elementos. Éassim que a sociedade interfere no processo de educação dos indivíduos nafamília, que se estiver atenta, retornará esses elementos e através do diálogo,onde todos se enriquecem.
A educação em família, deve ter por objetivo o aperfeiçoamento de cada um deseus elementos nos sentidos da moral e da espiritualidade. É na família que oser processa o dia a dia de seu viver. Portanto, é a família que propõediretamente, aos seus membros, as regras, os valores morais e espirituais acada um dos participantes que, frize-se não são estanques e fechados, masabertos ao dinamismo das análises e retomadas.
Aí está a grande responsabilidade dos pais na escolha do seu sistema de educaros filhos.
Será que os pais entre si, individual e reciprocamente "se educam”?
Será que os filhos estão sendo educados para viverem com dignidade e para seremresponsáveis pela sua própria liberdade? É, ela discutida, questionada,avaliada ?
Ao ladodesses fatores há a escola, a religião, o trabalho, o companheirismo, os clubesrecreativos e toda forma de sociabilidade que dividem, entre si, aresponsabilidade de indicar as melhores normas de ação visando o bem estar detodos.
À família entretanto,é que caberá oferecer aos jovens maior lucidez da razão e o maior poder dediscernimento para efetuar as suas opções de comportamento e de futuro.
A família ativa e atuante, contribui, assim, para o processo de burilamento dosEspíritos encarnados na Terra.
Na família está o embrião da Evolução Espiritual do Ser Humano.
*Luiza de Campos Freire Favareto
13/07/2009 @ 00:27:30
por Risolanda da Silva Carvalho
this are idiots guys
04/05/2009 @ 18:05:53
por jack
Não devemos nos preocupar com o ...
03/05/2009 @ 01:43:20
por Jac
Tenho vários livros do Irmão José ...
28/03/2009 @ 14:13:28
por sandra
Lindo...
09/11/2008 @ 02:02:43
por Vanessa