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Epidemias e outros flagelos

De tempos em tempos, surgem epidemias, como AIDS, dengue, febre aftosa, gripe aviária, maculosa e flagelos, e muitos se perguntam se são castigos de Deus à rebeldia dos homens.
Tudo na Terra e no Universo está sujeito às leis divinas, eternas e perfeitas.
Isso não significa que Ele, Amor e Perfeição Absoluta, este enviando castigos ou fatos dolorosos para despertar os homens para o bem, ou para que eles se esforcem no bem.
Não. Deus criou leis perfeitas, que funcionam de forma natural, de acordo com as ações espirituais e materiais dos seus filhos.
Como vivemos, pela nossa condição de inferioridade moral, em um mundo de expiações e de provas, o mal é fruto da imprevidência, da indiferença, da ignorância, do orgulho, do egoísmo dos seus habitantes.
A Lei Maior, a eterna, é a do bem, da harmonização, do amor.
Enquanto o homem der vazão aos seus sentimentos negativos, não raciocinando sob o ponto de vista da eternidade da Vida Imortal, sentindo somente a existência presente, do nascimento à morte, o que pode levar a pensar somente em si mesmo, estará infringindo a lei divina de causa e efeito, que lhe devolve, exatamente, as conseqüências dos seus atos, ou seja, ações boas trazem efeitos bons, ações más trazem efeitos maus.
Assim funciona essa lei, explicitada por Jesus, quando disse: “A cada um segundo as suas obras”.
Existem flagelos naturais de um mundo imperfeito, também em evolução, tais como enchentes, inundações, terremotos, tornados, maremotos, e neles podemos também incluir doenças, que fazem parte de um mundo distante da fraternidade.
Se seus habitantes os sofrem, são pela sua necessidade de desenvolvimento intelectual e moral, visto que eles, os flagelos, provocam avanços na Ciência, na tecnologia, no desenvolvimento intelectual e moral dos seus habitantes.
Tanto as coisas boas quanto as más, próprias dos habitantes de um mundo em progressão contínua, são experiências necessárias ao desenvolvimento desse mundo e dos seus habitantes.
Na vida dos homens terrenos, qualquer situação, qualquer acontecimento, mesmo os mais rotineiros, são todos, experiências, através dos quais os homens vão evoluindo, intelectual e moralmente, na busca das soluções adequadas, soluções que realmente resolvam as dificuldades e os obstáculos, sem criar situações ou problemas maiores.
Isso só vai acontecer quando a maioria dos habitantes terrenos estiver empenhada em vivenciar o “fazer aos outros, somente o que se quer para si mesmo”, ou seja, quando a maioria dos seus habitantes buscar o bem geral, de todos, antes de buscar satisfazer, apenas, seus interesses pessoais.
Até lá, vamos todos aprendendo com as lições das experiências cotidianas, seguindo as orientações dos estudos científicos, dos direitos humanos, da moral divina que, repetimos, nos manda fazer aos outros, somente o que queremos para nós, esforçando-nos todos para sentirmos, pensarmos e vivenciarmos sempre o bem, a fim de colaborarmos com o aperfeiçoamento da humanidade terrena e do mundo que nos acolhe.
Não joguemos a Deus a responsabilidade dos males que se abatem sobre nós, porque somos todos responsáveis por esses males, que são apenas efeitos provisórios dos males que existem dentro das mentes e corações humanos.

Fevereiro de 2006, edição n°. 241
Jornal Eletrônico Verdade e Luz
USE de Ribeirão Preto
Intermunicipal de Ribeirão Preto - Caixa Postal, 827 - 14001-970 - Ribeirão Preto, SP

Julio Natal · 29 vistos · 0 comentários
30 Nov 2008

19 A GÊNESE

OS MILAGRES E AS PREDIÇÕES SEGUNDO O ESPIRITISMO
ALLAN KARDEC

DEUS

A VISÃO DE DEUS

Por que não vemos Deus? Se ele está em toda parte, por que não o vemos? Dar-se-á possamos vê-lo quando deixarmos a Terra? São perguntas que se formulam todos os dias, partindo-se do princípio que se crê em Deus e na alma.
Facilmente se pode responder a primeira questão. Os nossos órgãos visuais possuem percepções limitadas e por isso são inaptos à visão de certas coisas, mesmo materiais. Alguns fluidos nos fogem totalmente à visão e aos instrumentos de análise e não duvidamos da existência deles; vemos, por exemplo,os corpos em movimentos sob a influência da força de gravitação, mas não vemos essa força.
Assim também os nossos órgãos materiais não podem perceber as coisas de essência espiritual. Unicamente com a visão espiritual podemos ver as coisas do mundo imaterial. Portanto, somente a nossa alma pode ter a percepção de Deus. Dar-se-á que ela o veja logo após a morte? Como saber? Somente as comunicações de além túmulo podem nos instruir. Por elas sabemos que a visão de Deus constitui privilégio das almas purificadas e que bem poucas ao deixarem o envoltório terrestre, se encontram no grau de desmaterialização necessária a tal efeito.
Assim como uma pessoa que se encontre no fundo de um vale envolvido por densa bruma não vê o Sol, mas pela luz difusa percebe que está fazendo sol e, ao subir a montanha, à medida que vai ascendendo o nevoeiro se torna menos denso até que finalmente ao passar a camada brumosa vê o Sol em sua plenitude, o Espírito, também vai se elevando em moralidade. As imperfeições da alma são quais camadas nevoentas que lhe obscurecem a visão. Cada imperfeição de que ela se desfaz é uma mácula a menos; todavia, só depois de se haver depurado completamente é que goza da plenitude de suas faculdades. Há que se fazer menção para o entendimento do exemplo da existência do perispírito invólucro constituído de matéria quitessenciada, isto é sutil, diferente da matéria bruta e que por isso que escapa aos nossos sentidos e que é o liame, laço fluídico através do qual o espírito se liga ao seu corpo material, isto é o corpo de matéria bruta e com ele interage. Com a evolução do espírito em moralidade, o que se dá nas suas múltiplas encarnações esse invólucro também vai se tornando menos denso, menos grosseiro.
"Sendo Deus a essência divina por excelência, unicamente os Espíritos que atingiram o mais alto grau de desmaterialização o podem perceber. Pelo fato de não o verem não se segue que os Espíritos imperfeitos estejam mais distantes dele do que os outros; esses Espíritos, como os demais, como todos os seres da Natureza se encontram mergulhados no fluido divino, do mesmo modo que nós o estamos na luz. O que há é que as imperfeições daqueles espíritos são vapores que os impedem de vê-lo. Quando o nevoeiro se dissipar, vê-lo-ão resplandecer. Para isso não é preciso subir nem procura-lo nas profundezas do infinito. Desimpedida a visão espiritual eles o verão de todo lugar onde se achem, mesmo da Terra, porque Deus está em toda parte.
O Espírito só se depura com o tempo, sendo as diversas encarnações o alambique em cujo fundo deixa de cada vez algumas impurezas. Com o abandonar seu corpo material, não se despoja instantaneamente de suas imperfeições, razão porque , depois da morte não vêem a Deus mais do que viam quando vivos. Não o vêem, mas compreendem-no melhor; é a luz menos difusa.
Nenhum homem, conseguintemente, pode ver a Deus com os olhos da carne. Se essa graça fosse concedida a alguns, só o seria no estado de êxtase, quando a alma se acha tão desprendida dos laços da matéria que torna possível o fato durante a encarnação. Tal privilégio, aliás, exclusivamente pertenceria a almas de eleição, encarnadas em missão e não em expiação. Mas como os Espíritos da mais elevada categoria refulgem de ofuscante brilho, pode dar-se que Espíritos menos elevados, encarnados ou desencarnados, maravilhados com o esplendor de que aqueles se mostram cercados, suponham estar vendo o próprio Deus.
Sob que forma se apresenta Deus aos que se tornaram dignos de vê-lo? Será sob uma forma qualquer? Sob uma figura humana ou como um foco resplendente de luz? A linguagem humana é impotente para dize-lo, porque não existe para nós nenhum ponto de comparação capaz de nos facultar uma idéia de tal coisa. Somos quais cegos de nascença a quem procurassem inutilmente fazer compreendessem o brilho do Sol. A nossa linguagem é limitada pelas nossas necessidades e pelo círculo de nossas idéias; a dos selvagens não poderia descrever as maravilhas da civilização; a dos povos mais civilizados é extremamente pobre para descrever os esplendores dos céus, a nossa muito restrita para compreender e a nossa vista, por muito fraca, ficaria deslumbrada."
Denizart Castaldeli
Outubro 2003

Julio Natal · 25 vistos · 0 comentários
29 Nov 2008

54 - 0 EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

CAPÍTULO V: BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS

PROVAS VOLUNTÁRIAS E VERDADEIRO SILÍCIO
28 - Um homem agoniza, preso de cruéis sofrimentos. Sabe-se que o seu estado é sem esperança. É permitido poupar-lhe alguns instantes de agonia, abreviando-lhe o fim?
Esta é uma pergunta atualíssima, visto que muita gente considera um ato de misericórdia provocar a "boa morte", o enganoso significado da palavra eutanásia, sendo discutida em nível de legislação de países, sendo que alguns já a dotam.
Para o materialista, que vê na morte do corpo físico o fim da vida do ser, a eutanásia pode até ser considerada um ato de piedade.
Para o espiritualista em geral, ninguém, nem a pessoa enferma tem o direito de eliminar a vida, visto que esta é uma dádiva de Deus e só Ele pode tirá-la.
O espiritismo, demonstrando que o homem é um Espírito eterno, encarnado na Terra para fazer sua evolução em direção à perfeição e à felicidade; que a morte elimina apenas a vida do corpo físico; que o Espírito continua vivo, no plano espiritual, onde estuda, trabalha, aprende com novas experiências, mantendo sua individualidade; que retorna à vida material, tantas vezes quantas forem necessárias, para que esse desenvolvimento se faça de dentro para fora, esclarece que toda experiência na Terra é necessária à alma.
A eutanásia, ao invés de abreviar os sofrimentos do agonizante, aumenta-os, porque o corpo perispiritual, que acompanha sempre o Espírito, é expulso ainda com fluido vital, causando perturbações ao mesmo, que retorna de forma abrupta.
"Quando o Espírito tem de encarnar num corpo humano, em vias de formação, um laço fluídico, que nada mais é do que uma expansão do seu perispírito, o liga ao gérmen, que o atrai por uma força irresistível, desde o momento da concepção. À medida que o gérmen se desenvolve, o laço se encurta. Sob a influência do princípio vito-material do gérmen, o perispírito, que possui certas propriedades da matéria, se une, molécula a molécula, ao corpo em formação, donde o poder-se dizer que o Espírito, por intermédio do seu perispírito, se enraíza, de certa maneira, nesse gérmen, como uma planta na terra. Quando o gérmen chega ao seu pleno desenvolvimento, completa é a união; nasce então o ser para a vida exterior.
Por um efeito contrário, a união do perispírito e da matéria carnal, que se efetuara sob a influência do princípio vital do gérmen, cessa, desde que esse princípio deixa de atuar, em conseqüência da desorganização do corpo. Mantida que era por uma força atuante, tal união se desfaz, logo que essa força deixa de atuar. Então o perispírito se desprende, molécula a molécula, conforme se unira, e ao Espírito é restituída a liberdade. Assim, não é a partida do Espírito que causa a morte do corpo, mas esta é que determina a partida do Espírito."(1)
Enquanto o homem ignorar o ser espiritual, independente da matéria e o plano espiritual, com suas leis próprias, vai agir sempre com a mentalidade estreita que a concepção da vida do nascimento à morte lhe proporciona.
Somente o espiritismo mostra a importância das experiências agradáveis ou não, do viver na Terra para o homem e para o ser espiritual que existe em cada um e que sobrevive à morte do corpo.
São Luís, respondeu a essa pergunta em Paris, em 1860, iniciando com outras perguntas: "- Mas quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus? Não pode ele conduzir um homem até a beira da sepultura, para em seguida, retirá-lo, com o fim de fazê-lo examinar-se a si mesmo e modificar-lhe os pensamentos? A que extremos tenha chegado um moribundo, ninguém pode dizer com certeza que soou a sua hora final. A ciência nunca se enganou nas suas previsões?”
Mesmo quando o desenlace parece inevitável, ainda assim, quantas e quantas vezes o moribundo tem momentos de lucidez, podendo preparar-se melhor para a partida, num arrependimento de faltas, numa aceitação da vontade de Deus, numa entrega a essa vontade, facilitando, em muito, a inevitável partida, não só pela sua disposição interna como por atrair, através dos novos sentimentos e pensamentos, seus Protetores Espirituais, que então podem auxiliá-lo, com mais facilidade.
Como se pode saber as reações dos homens quando se vêem prestes a sair do corpo ?
Deixemos às leis da natureza o desenlace, após haver-se dado à medicina a oportunidade de afastá-la, confiando-nos a Deus e às Suas Leis.
Termina São Luís: "Mas o espírita, que sabe o que se passa além-túmulo, conhece o valor do último pensamento. Aliviai os últimos sofrimentos o mais que puderdes, mas guardai-vos de abreviar a vida, mesmo que seja em apenas um minuto, porque esse minuto pode poupar muitas lágrimas no futuro."

(1) - A Gênese, Allan Kardec, cap. XI, item 18, pag. 214, FEB, 1944, 28

Leda de Almeida Rezende Ebner
Dezembro / 2005

Julio Natal · 28 vistos · 0 comentários
29 Nov 2008

53 - O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

CAPÍTULO V: BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS: PROVAS VOLUNTÁRIAS E VERDADEIRO CILÍCIO
Item 27: Deve-se pôr termo às provas do próximo, quando se pode, ou se deve, por respeito aos desígnios de Deus, deixá-las seguir o seu curso?

Bernardim, Espírito protetor, responde em Bordeaux, em 1863, demonstrando quanto é necessário o estudo, a reflexão das idéias e conceitos, a fim de evitar-se conclusões erradas.
A afirmação de que a Terra é um mundo de expiações e de provas, para Espíritos rebeldes às leis divinas, através das experiências que ela propicia, tem levado pessoas a deduzirem outras idéias de conseqüências até funestas.
Uma é a de que não se deve tentar atenuar os sofrimentos alheios, visto estarem as pessoas que as sofrem expiando faltas, devendo-se, pois, respeitar seu fardo. Outras pensam que até dever-se-ia contribuir para tornar esses sofrimentos mais graves, para maior benefício de quem as sofre.
Esquecem-se os que assim pensam que todos estamos na Terra para evoluir, desenvolver nosso potencial espiritual. O ressarcimento de faltas cometidas contra si próprio, contra o próximo ou contra a coletividade, é um dos fatores para que esse desenvolvimento ocorra.
Como estamos todos sujeitos a esse ressarcimento, o meio mais fácil de fazer essa evolução é através da solidariedade, da caridade, que leva um a auxiliar o outro e não deixar o outro sem ajuda ou agravar seus sofrimentos.
Os habitantes da Terra são, na sua maioria, muito imperfeitos ainda, e como esse desenvolvimento se dá segundo o livre-arbítrio de cada um, há uma grande diferenciação de idéias, de costumes entre seus membros. Isso dificulta muito o relacionamento entre pessoas , entre países.
Para auxiliar seus irmãos, Jesus trouxe o AMOR a Deus e ao próximo como lei maior. E essa lei maior é que nos manda auxiliar o outro, abrandar-lhe as dores sempre que possível, a auxiliá-lo em suas dificuldades.
Só o fato de não existir alguém que não tenha um próximo junto a si, já evidencia ser o homem um ser social, necessitando um do outro.
Nessa necessidade de todos é que a sabedoria e o amor de Deus se sobressaem. Quis Ele, que seus filhos tivessem sempre a oportunidade de auxiliar alguém e a necessidade de serem auxiliados por alguém, a fim de que o amor pudesse desenvolver-se nas mentes e nos corações dos homens.
Cita o autor a nossa ignorância em relação às necessidades espirituais das pessoas. Como julgar e decidir que é da vontade de Deus que elas continuem sofrendo? Deus, o Amor Absoluto deve preferir essa atitude a de um irmão tentando abrandar a dor de outro?
Não devemos jamais esquecer que a lei divina é a do Bem. Toda ação que contrarie essa lei provoca conseqüências desagradáveis ou dolorosas.
As expiações e as provas são meios justos, porque são efeitos de ações negativas feitas pelos homens, mas têm por objetivo maior fazê-los desenvolver-se espiritualmente. Seu tempo de duração está relacionado com as necessidades espirituais dos mesmos.
Assim, o benfeitor pode ser o instrumento de Deus para o fim daquela prova.
Não se pode também esquecer que a justiça divina é sempre misericordiosa.
Ao depararmos com alguém sofrendo, ao invés de dizer: É a justiça de Deus presente, pensemos: “Vejamos que meios nosso Pai misericordioso nos concedeu para aliviar o sofrimento de meu irmão. Vejamos se o meu conforto moral, meu amparo material, meus conselhos, poderão ajudá-lo a transpor esta prova com mais força, paciência e resignação. Vejamos mesmo se Deus não me pôs nas mãos os meios de fazer cessar este sofrimento; se não me deu, como prova também, ou talvez como expiação, o poder de cortar o mal e substituí-lo pela benção da paz."
"Jamais vos encareis como instrumentos de tortura" continua o autor. "O espírita deve pensar que sua vida inteira tem de ser um ato de amor e abnegação, e que, por mais que faça para contrariar as decisões do Senhor, sua justiça seguirá seu curso. Ele pode, pois, sem medo, fazer todos os esforços para aliviar o amargor da provação, porque somente Deus pode cortá-la ou prolongá-la, segundo o que julgar a respeito."
Leda de Almeida Rezende Ebner
Novembro / 2005

Julio Natal · 550 vistos · 5 comentários
27 Nov 2008

O PERISPÍRITO

Helio Nogueira de Sá
O perispírito é conhecido desde tempos imemoriais. Ele foi chamado de Kha no Egito, Rouach na cabala hebraica, Linga Sharira na Índia, Néphesph pelos hebreus e Ochema pelos gregos.
Pitágoras o denominava de carne sutil da alma, Aristóteles de corpo sutil e etéreo e Paracelso de corpo astral ou Evestrum. Os russos o designam corpo biosplámico, os brasileiros de modelo organizador biológico e os ingleses de corpo etérico.
Terminologia vasta foi usada até que Kardec o consagrou como Perispírito.
No inicio da Codificação, os espíritos não deram muitas elucidações a respeito da composição e função do perispírito, devido à ciência não estar desenvolvida na época. Graças ao avanço desta e a esclarecimentos de André Luiz e de Emmanuel, há melhor condição para entendê-lo.
O Espírito é principio inteligente e imortal. É quem pensa, sente e determina.
O perispírito apenas o reveste, conferindo-lhe individualidade durante a vida no espaço.
O perispírito servirá de molde na formação do futuro ser, pois é quem possui as leis organogênicas a orientá-la.
Deve ficar claro que esse invólucro não é a própria alma e sim apenas uma vestimenta, matéria inerte, sem vida e sem sensação. Ele não pensa. É só o elemento de ligação entre a alma e o corpo. Por seu intermédio é que nós, seres encarnados, podemos nos relacionar com os desencarnados.
Gabriel Delanne, no livro “A Reencarnação”, pág. 61, esclarece: “O perispírito (...) é o desenho vital que cada um de nós realiza e conserva durante toda a existência.
Já à pág. 144, acrescenta: “É o molde no qual a matéria física se incorpora, ou mais exatamente, o plano ideal que contem as leis organogênicas do ser humano (...).
Assim, em resumo sistemático, podemos citar como principais funções do perispírito:
* Constituir o elemento de ligação entre o espírito e o corpo físico;
* Moldar o corpo (organizador biológico);
* Exercer função reparadora orgânica;
* Manter a individualidade do espírito desencarnado;
* Veicular a mediunidade;
* Identificar o grau de evolução do espírito;
* Sede da memória, onde todas as ocorrências das diversas reencarnações ficam gravadas.
Hermínio Miranda, em “A memória e o tempo”, frisa que nos intervalos entre uma vida e outra, no mundo póstumo, o ser humano segue vivendo sem o seu corpo físico que ficou abandonado à decomposição. Porém, o espírito continua ligado a um corpo semimaterial, para o qual Kardec propôs o nome de perispírito, que é onde se gravam as experiências das diversas vidas.
Os autores atribuem como principais propriedades do perispírito:
- É um dos mais importantes produtos do fluido cósmico, sendo dele uma condensação, em torno de um foco de inteligência ou alma;
- Torna-se menos denso à medida que o Espírito evolui. Segundo Léon Denis, é no cérebro desse corpo espiritual, que os conhecimentos se armazenam;
- É o órgão sensitivo, por meio do qual se percebe as causas espirituais que escapam aos sentidos corpóreos.
Para terminar essa rápida visão do perispírito, vale citar Bezerra de Menezes, que no livro “A loucura sob novo prisma” é enfático ao esclarecer que a prova mais positiva da existência do perispírito, na união do corpo com a alma, é a bicorporeidade, que é a faculdade ou dom que têm certos indivíduos de se apresentarem ao mesmo tempo em dois lugares distintos, de um lado o corpo material e do outro a reprodução fluídica desse corpo, uma condensação do perispírito.

O jornal O APRENDIZ é uma publicação bimestral do CEMA - Centro Espírita Maria Angélica
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Julio Natal · 396 vistos · 8 comentários
26 Nov 2008

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