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EDUCAÇAO: Tarefa Prioritária do Centro Espírita

marcusdemario@ig.com.br

MARCUS ALBERTO DE MARIO

Dirigente Espírita - Março eAbril de 2002

O Centro Espírita deve realizartreinamentos, cursos, grupos de estudo que visem formar o trabalhador espíritapara a função que ele irá realizar, pois não se pode mais ficar à mercê dovoluntariado cego, sem preparo, desconhecedor do mínimo indispensável para boaexecução do serviço.

O Centro Espírita é uma escola dealmas. Alma, na definição encontrada em "O Livro dos Espíritos", é oEspírito encarnado. Não há referência quanto à idade física. Do berço ao túmulo,todos somos espíritos reencarnados. A lógica, pois, nos diz que o CentroEspírita deve estar preparado para atender o ser humano em todas as suas etapasde crescimento do corpo físico - da infância à madureza.

Há, entretanto, ainda em "OLivro dos Espíritos", evidente preocupação de Allan Kardec e dos EspíritosSuperiores em sublinhar a importância do período infantil no estágio reencarnatório,e a função da educação para renovação moral da humanidade, que enfeixaencarnados e desencarnado.

No capítulo sete da segunda parteda obra básica, quando trata do retorno do Espírito à vida corporal, diversasquestões são tratadas a respeito da infância, das tendências inatas, dainfluência do organismo físico, da origem das faculdades morais e intelectuais,da lei de afinidade e outros temas ligados ao período infantil, mostrandosuficientemente o quanto é importante o trabalho educacional junto à criança,que é um Espírito reencarnado.

Compreendendo esse trabalho, osCentros Espíritas criaram as Escolas Espíritas de EvangelizaçãoInfanto-Juvenil, com estrutura pedagógica específica.

Mas, o que é a evangelização?

Por que esse trabalho nem sempreé prioridade?

A história do movimento espíritaé uma história de mediunidade e ação social através da caridade material - ochamado serviço assistencial.

A estrutura física de construçãodos Centros Espíritas, em sua grande maioria, não reserva espaço paraatividades educacionais, que têm de ser adaptadas. Esse é um primeiro problema.

Também boa parte dosevangelizadores são pessoas de boa vontade, mas sem formação específica. Esse éum segundo problema.

Também os dirigentes espíritasnão estão efetivamente conscientes de que o Espiritismo é doutrina de educaçãodo ser, e, portanto, não preparam o Centro Espírita para cumprir sua finalidadede escola de almas. É o terceiro problema.

O Centro Espírita deve realizartreinamentos, cursos, grupos de estudo que visem formar o trabalhador espíritapara a função que ele irá realizar, pois não se pode mais ficar à mercê dovoluntariado cego, sem preparo, desconhecedor do mínimo indispensável para boaexecução do serviço. E quando se trata da educação moral e espiritual de companheirosreencarnados não se pode "brincar de tentar fazer alguma coisa".

A educação, conforme entende oEspiritismo, é a arte de manejar caracteres, é a formação de hábitos, tendo porbase a imortalidade da alma e os ensinos morais de Jesus, e essa educação devefazer a reforma moral do homem, sua auto-educação, trazendo para o inundo umhomem novo, consciente dos seus direitos e deveres.

Se for importante a modificaçãoda estrutura física do Centro Espírita para atendimento às crianças, ainda demaior importância é a adequação de suas finalidades para tão grandiosa tarefa,onde o estudo da Educação do Espírito deve ocupar espaço de prioridade junto àsdemais atividades que sejam executadas, sob pena, se assim não for feito, de oCentro Espírita desviar-se de uma finalidade que é o próprio cerne da doutrina,pois o Espiritismo é doutrina de educação como bem acentuam os Espíritos aodizerem a Kardec que "somente a educação pode renovar a humanidade"(O Livro dos Espíritos, questão 796).

A evangelização espírita infantilnão pode ficar em segundo plano, como apenas uma "aulinha dominical demoral cristã", consideração essa irresponsável e de repercussão negativa,tanto na sociedade humana terrena como na espiritualidade, onde as colônias espirituais,conforme narram os companheiros desencarnados, mantêm de creches a universidades,além de institutos escolares especiais para crianças recémdesencarnadas, abortadas,desajustadas no psiquismo e outras. Onde os ensinos cristãos à luz dareencarnação são trabalhados com amor. Os serviços de educação junto à criançaé a única maneira de o Centro Espírita realizar a maior das finalidades do Espiritismo:transformar a todos em homens de bem. Por esse motivo deve merecer da direçãodo Centro Espírita uma acolhida e estudo mais profundo.

Lembram que a educação não se dáapenas à criança, mas também ao adolescente, ao jovem, ao adulto, o que nosleva a compreender que as atividades de estudo realizadas pelo Centro Espíritadevem se caracterizar por dinamismo, facultando ao freqüentador todas aspossibilidades de conhecer o Espiritismo. Esses estudos não podem dispensar a discussãodos temas cotidianos da vida à luz dos princípios básicos da Doutrina, pois estudara realidade que se vive é preparar-se para bem vivê-la, sabendo porque se compreende.A criança é um espírito reencarnado, e como tal deve ser considerada. As liçõesdo Evangelho embasadas na imortalidade, na reencarnação e na evolução do Espírito,devem ser ministradas às crianças porque no estágio da infância o Espírito maisacessível à nossa influência, quando podemos trabalhar seu caráter, dando-lhediretriz no bem. Com essas considerações queremos dizer que a evangelização dacriança e do jovem, através dos ensinos espíritas, é a educação que entrega aesses espíritos reencarnados as lições sublimes de Jesus à luz da alma imortal;é o amor em conjunto com a reencarnação, esclarecendo a mente e iluminando ocoração.

Por esses motivos deve o CentroEspírita considerar a tarefa de evangelização como prioridade, fonte derenovação humana para Uma sociedade melhor. Evangelizar é mais que ensinarEvangelho. É traduzir a Boa Nova para o viver humano nas relações sociais.

É trabalhar a psicologia doindivíduo na luz do amor. É sensibilizar os sentimentos para a ação no bem.Evangelização faz parte do processo de educação, na busca da formação integraldo Espírito desenvolvendo-lhe com harmonia todas as potencialidades depositadaspor Deus, como bem definiu Pestalozzi, e essa visão necessita ser abraçada pelosdirigentes espíritas, fazendo do Centro Espírita uma verdadeira escola dealmas.

Julio Natal · 160 vistos · 0 comentários
30 Out 2008

O LIVRO DOS ESPÍRITOS *Estudo de: Eurípedes Kühl

PARTE TERCEIRA - Das leis morais

CAPÍTULO XII — DA PERFEIÇÃO MORAL - (questões 893 a 919)

12.1 – As virtudes e os vícios - (questões 893 a 906)

 Falar em virtudes é falar de anjos — ambos se confundem.

 Para tanto, todo respeito, reflexões demoradas, gratidão eterna.

 Definir virtude será exercício sempre inacabado. Contudo, se imaginarmosque a virtude é a representação do Bem, não estaremos muito longe deentendimento, desde que considerando que o Bem é vitoriosa resistência ao mal.

 

Virtude sublime exerceremos quando atendermos ao próximo, sem qualquerinteresse que não seja o de ajuda, assim procedendo até mesmo com sacrifíciopróprio, se necessário.

Praticar o bem — ser caridoso — sempre é resultante de acerbos combatescontra o egoísmo... Guerrear os próprios vícios é evoluir e aproximar-se deDeus.

 

O patrimônio moral de um Espírito pode ser avaliado pela ausência ouprática de ação caridosa na sua vida. E se não for desinteressada, permanente,espontânea e anônima, não será ação caridosa.

 Outro indicativo de evolução é seguramente o desapego dos bensmateriais.

 Doar irrefletidamente não significa posse de virtude. Não deixa de haveralgum merecimento, pelo bem que vier a ser produzido, contudo, expõe mau zelocom a confiança ou responsabilidade de que seja depositário.

 Não se configura um mal a caridade que trilha por desinteresse material,mas que, no fundo, se reveste da intenção de recompensa no plano espiritual.Com toda certeza há aferição divina de intenções em tudo o que fazemos e dessaforma ideal seria a prática caridosa sem idéia pré-concebida de dividendoscelestiais. Terão maior recompensa aqueles que fazem o bem infensos àexpectativa de qualquer retorno, neste ou no plano espiritual, ciosos de queapenas Deus contempla suas ações.

 

A busca de conhecimentos científicos é meritória e faz com que ainteligência se aprimore cada vez mais, disso decorrendo que quanto mais ohomem conhece, mais se aproxima da Natureza, que em última análise, é a grandeprofessora da Vida. Tudo o que o homem sabe aprendeu com ela! Tudo!

 

Um fato é óbvio: aquele que detém muitos conhecimentos não tarda aperceber que pela prática do amor ao próximo mais e mais se aproximará dafelicidade. Assim agir será decisão exclusiva dele próprio.

 Ademais, só tudo sabendo um Espírito será perfeito.

 OBS: À questão 899 nos deparamos com uma proposição interessante:

 Dois ricos: um assim nascido e o outro nasceu pobre e depois enriqueceu.Ambos utilizam a fortuna a benefício próprio. Qual o mais culpado?...

 

— O que você responderia, caro leitor?

 

— Eu consignei que ambos, mas os Espíritos responderam a Kardec, com oajuizamento superior que detêm, que o segundo é mais culpado, pois o primeirodesconheceu a dor da pobreza, ao passo que este, dela se esqueceu...

 Mal procede aquele que só pensa em acumular riquezas para legá-las aosherdeiros. Imaginando que bem procede, na verdade desliza pelo egoísmo.

 OBS: À questão 901 somos colocados diante de outra proposiçãointrigante:

 Dois avarentos: um nega até a si mesmo qualquer conforto e morre namiséria; o outro só é generoso para consigo mesmo, jamais fazendo favor paraquem quer se seja, no entanto, dando-se a fantasias e luxos exagerados. Outravez a mesma pergunta: qual o mais culpado e qual se achará em pior condição nomundo dos Espíritos?

 

Responda, querido leitor...

 

Pois é: dessa vez eu não arrisquei. Responderam os InstrutoresCelestiais de Kardec que o segundo, eis que o primeiro já foi parcialmentecastigado pelo próprio procedimento...

 

Almejar a riqueza para com ela fazer o bem... “Há alguém aí?”

 

Na Terra somos todos inquilinos de uma moradia de provas e expiações...

 

Como tal, imperfeitos. Ainda...

 

— Do que aproveitará descobrirmos erros alheios?

 

— Um único: não cometê-los. Dito de outra forma: identificando o orgulhoem alguém, impregnando nosso viver de humildade; captando mentira nas palavrasde quem quer que seja, passando só a dizer verdades; se considerarmos alguémavarento, áspero, falso, tudo fazer para ser pródigo, cordial, autêntico.

 Escritores, modo geral, se provocam escândalos, por eles responderão. Aocontrário, se de seus escritos resultam bem, isso só será convertido em méritopara eles se procederem como escrevem. Se registram o bem, bem devemproceder...

 É bom, logo útil, o indivíduo auto-identificar procedimentos, no bem ouno mal para, no primeiro caso, disso não se envaidecer e no segundo, coibi-lo.

12.2 – Paixões - (questões 907 a 912)

 

Estamos novamente diante de dificuldade interpretativa. Agora éreferente à paixão... Segundo os dicionários ela é “sentimento ou emoçãolevados a um alto grau de intensidade, sobrepondo-se à lucidez e à razão; amorardente, afeto dominador e cego; desgosto, mágoa, sofrimento. Nos Evangelhos édescrita como o sofrimento dos santos, particularmente a Paixão do Cristo”.

 

Na verdade, a paixão é um sentimento nato, acoplado à alma para o bem,mas que exige temperança e controle absoluto na administração do que dela sedepreende.

 Enquanto sentimento com aura celestial é poderosa força, capaz deimpulsionar a criatura a feitos extraordinários, via de regra a benefício deoutrem. Imbuído desse impulso e na obra que realiza o ser é, por assim dizer,um agente de Deus, já que seus feitos obedecem aos processos dos desígnios daProvidência. E nessas horas o amparo do mais Alto estará arrimando-o,invariavelmente.

 Já o excesso passional terreno, que sempre trilha pelo abuso, desembocaem prejuízo (como, aliás, ocorre com qualquer excesso). E tal prejuízo nãoalcança apenas o agente, mas quase sempre, os que estão à sua órbita de vida,não apenas encarnados...

 OBS: Retornando à questão 459 deste livro, temos patente que quasesempre temos companhias espirituais, que chegam até mesmo a nos dirigir. Nocaso da paixão fugir ao nosso controle, não objeta refletir que Espíritos poucoesclarecidos, ultra-apaixonados por causas infelizes, podem estar no governo denossos atos, mergulhados tanto quanto nós em paixões avassaladoras. Nahipótese, usam-nos como intermediários, apossando-se das ensandecidas vertigensresultantes. Nesse contexto somos infelizes nós e eles, restandodesestruturados e devedores morais, por termos nos associado e ofertadoinconscientemente canal e vazão de sensações menos nobres, fugazes.

 

A vontade é a mais poderosa ferramenta que o homem possui, e que oacompanha permanentemente. É por ela que o ser se liberta de todos os vícios,supera todas as tendências negativas, desenvolve e incorpora à sua vida aprática constante das virtudes. Vetor principal na subida evolutiva: a vontade!

12.3 – O egoísmo - (questões 913 a 917)

 

Em termos radicais o egoísmo é, de longe, o pior dos vícios.

 É corrosivo potente de todas as virtudes.

 Absolutamente incompatível com a justiça, o amor e a caridade.

 Tudo que no mundo atrai e excita a alma, gerando desejo de possematerial tende a impedir a evolução espiritual. E são tantas essas tentaçõesterrenas...

 

O problema não é do planeta Terra e sim dos homens que nele habitam,cuja maioria está longe do desprendimento integral dos bens terrestres.

 

OBS: Todos os bens materiais são efêmeros. Uma simples reflexãodemonstra a veracidade dessa assertiva: onde está a casa mais luxuosa de milanos atrás? O traje mais luxuoso do mundo manufaturado há duzentos anos comoestá? Onde está o automóvel mais luxuoso fabricado há cem anos? Onde está aprimeira cabeça da coroa mais valiosa do mundo? E onde está o primeiro dedo doanel mais valioso do mundo? Quanto de ouro há no plano espiritual?

 

A posse de bens é característica primitiva do homem e persiste.

 

Não há escape: só compenetrando-se o indivíduo da importância da vidamoral ele automaticamente se desvencilhará dos arrastamentos da material. Eesse entendimento religião alguma oferta com tanta lógica quanto o Espiritismo,daí que não será presunção supor que a regeneração planetária a ele secondiciona.

 Obvio que muitos são os homens abnegados e desprendidos, nãonecessariamente espíritas ou sequer conhecedores das lições evangélicas. O quese enfatiza é que a Doutrina dos Espíritos faculta à razão compreender o porquêda existência física, que se desdobra em muitas etapas reencarnatórias,enaltecendo o valor ímpar da evolução e da vida espiritual, imensamente maisvaliosa que a atual (terrena).

 Na educação do espírito reside a extirpação do egoísmo da Humanidade.

 Se o egoísmo é a fonte de todos os vícios a caridade o é de todas asvirtudes.

12.4 – Caracteres do homem de bem - (questão 918)

 Um Espírito evoluído será reconhecido quando nenhum dos seus atos navida corporal não contrariarem a lei de Deus e, estando encarnado, compreendera vida espiritual.

 

Eis como age o homem de bem:

 

  pratica a lei de justiça, amore caridade, com integral pureza;

 

  está sempre perguntando àconsciência se não terá, algures, transgredido essa lei;

 

  ajuíza que, se não fez o mal,teria feito todo o bem que podia?...

 

  interroga-se quanto à eventualexistência de alguém com queixas a seu respeito;

 

  pergunta-se ainda: o que vemfazendo é o mesmo que desejaria que lhe fizessem?

 

  por caridade e amor faz o bempelo bem, sem almejar retribuição;

   sacrifica seus interesses àjustiça;

   usa de bondade, humanitarismo ebenevolência para com todos;

   vê irmãos nos homens de todasas crenças e raças, conhecidos ou não;

   se detém poder e riquezaatribui a posse disso a Deus, por empréstimo temporário e com destinaçãoexclusiva à prática do bem;

   se detém chefia é bondoso paracom os auxiliares, aos quais jamais subjuga;

   jamais condena, por saber-setambém frágil e passível de falhas;

   o perdão é sua resposta paraqualquer ataque, fixando-se só em benefícios;

 

  mantém integral respeito aopróximo, a quem considera exatamente igual a ele quanto aos direitos naturais.

12.5 – Conhecimento de si mesmo - (questão 919)

 A melhor maneira de evoluir e de resistir à atração do mal é oconhecimento de si mesmo. 

“Conhece-te a ti mesmo”, proclamava o filósofo grego Sócrates.

 — Isso é fácil?

 — De forma alguma: ao contrário, talvez seja a atitude mais difícil davida.

 Santo Agostinho, um dos Espíritos que arrimaram Kardec na elaboraçãodeste livro, oferta longa reflexão à presente questão e dá conselhos. Vou sintetizar:

 

  ao fim de cada dia interrogar àconsciência se fez algo errado ou magoou alguém;

 

  nesse repasse feito a cadanoite, orar a Deus e ao anjo da guarda implorando auxílio para autodefinir sesuas ações daquele dia foram boas ou más;

 

  nessas ações não mascarar aavareza de previdência; não se imaginar a única pessoa digna no mundo; delas oque pensam os amigos e principalmente os inimigos?

 

  imaginar se determinadas açõesfossem feitas por outrem não teriam sua própria condenação...

   se desencarnasse agora: aochegar ao plano espiritual não temeria encarar alguém “olho no olho”?

   desse balanço moral, diário,sobre perdas ou lucros, dependerá dormir em paz e a segurança de que quandoatravessar “o grande rio da Vida” lá despertar bem.

 OBS: Kardec, seguro, pragmático (aqui entendido como aquele que “ toma ovalor prático como critério da verdade”) e sensato como sempre, encerra essaquestão enfatizando respostas do tipo “sim” ou “não” para as interrogações quefizermos à consciência, tomando especial cuidado em não esconder ou dissimularalgumas das nossas atitudes, quase sempre faltosas...

Julio Natal · 45 vistos · 0 comentários
30 Out 2008

28- O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO *ALLAN KARDEC

CAPÍTULO IV: NINGUÉM PODE VER O REINODE DEUS, SE NÃO NASCER DE NOVO


ITENS 3, 4 e 6: RESSURREIÇÃO E REENCARNAÇÃO


"(Após a transfiguração) E os discípulos lhe perguntaram, dizendo: Poisporque dizem os escribas que importa vir Elias primeiro? Mas ele, respondendo,lhes disse: Elias certamente há de vir e restabelecerá todas as coisas:digo-vos porém, que Elias já veio e eles não o conheceram, antes fizeram delequanto quiseram. Assim também o Filho do Homem há de padecer às suas mãos.Então, compreenderam os discípulos que de João Batista é que ele lhes falara.(Mateus, XVII: 10 a 13; Marcos : IX: 11 a 13).

           Tambémneste texto, aparece bem claro que os judeus aceitavam a idéia da reencarnação.Se assim não fora, seus discípulos não iriam concluir que Jesus lhes falara queJoão Batista fora Elias. Nesse fato, fica bem clara a volta de Elias para continuarsua missão de mensageiro de Deus.

           Porisso, Kardec escreve que "A reencarnação fazia parte dos dogmas judeus,sob o nome de ressurreição". Somente os saduceus nela não acreditavam,como vemos em Mateus, XXII: 23 :" Naquele dia aproximaram-se dele algunssaduceus, que dizem não haver ressurreição e ...."

           Saduceusera uma seita judia, formada em 248 antes de Cristo, por Sadoc. Eles nãoacreditavam na imortalidade da alma, considerando a morte o fim de tudo.Acreditavam em Deus, na sua providência em bens materiais. Era uma seita pouconumerosa mas, com membros importantes, tinha influência política, em oposiçãoaos fariseus.

           Estesúltimos constituíam a seita mais influente, fundada nos anos 180 ou 200 antesde Cristo. Seu chefe Hilel fundara na Babilônia, uma escola onde se ensinavaque a fé só era dada pela escrituras. Observavam com rigor as práticasexteriores do culto e das cerimônias. Tinham apenas as exterioridades dasvirtudes e exerciam grande influência sobre o povo, que os julgava santos. Daísua importância.

           Otermo ressurreição vem do latim “resurrecto, onis": ressurreição, de"resurrectum" do verbo "resurgère": relevantar-se;reerguer-se, restabelecer-se, reanimar, recomeçar. Ressurreição pode significartambém ato ou efeito de ressurgir ou ressuscitar e retorno da morte à vida,dentre outros significados.
( dicionário Houaiss).

           NoNovo Testamento, vemos a ressurreição de algumas pessoas consideradas mortas: afilha de Jairo ( Mateus, 9:24e25), o jovem de Naim ( Lucas 7: 14e15), Lázaro (João 11: 43 e 44), Dorcas ( Atos, 9:40 e 41). Todas retornaram à vida porquenão estavam mortas, seus espíritos continuavam ligados aos corpos. Jesus nãoviera para transgredir as leis físicas, também criadas por Deus; todos os seuschamados "milagres" foram feitos em função do completo conhecimentoque ele tinha das leis naturais (físicas e morais).

           Kardecescreveu: "... a ressurreição supõe o retorno à vida do próprio cadáver, oque a ciência demonstra ser, materialmente, impossível, sobretudo quando oselementos desse corpo já estão há muito dispersos e consumidos."

           Assim,o espiritismo aceita apenas a ressurreição espiritual: o espírito ressurge noplano espiritual após a morte do corpo, ressurge na Terra após o renascimento,bem como continua ressurgindo da ignorância, dos vícios, a caminho da perfeiçãoe da felicidade, pois que traz em si a perfectibilidade.

           Jesustambém falou em ressurreição, como vemos em João: 5:28 e 29: " Não vosmaravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos,ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição davida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo"; eainda em João, 6: 39,40,44 e 54: " E a vontade de quem me enviou é esta:Que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitareino último dia. De fato a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho enele crer, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia."

           Segundoo espiritismo, que mostra, com lógica e clareza, a longa caminhada do espírito,no decorrer dos milênios, no seu desenvolvimento espiritual, em mundosmateriais, até viver plenamente a vida espiritual, em mundos celestes oudivinos, esse " último dia" pode significar o tempo em que ahumanidade da Terra, então voltada para o bem geral, terá transformado esteplaneta em um mundo de regeneração. Então, os que não estiverem em condiçõesmorais para nela permanecer, irão reencarnar em mundos primitivos, ondereiniciarão seu desenvolvimento moral em condições mais difíceis, mas sempresob o amparo do Pai, através dos espíritos evoluídos.

           Podetambém significar a ressurreição do espírito que, se libertando da ignorância,do apego à matéria, do mal, adquire condições de viver plenamente a vida doespírito, não precisando mais de reencarnações em mundos materiais. “Que nenhumeu perca de todos os que me deu", disse Jesus, numa comprovação do amor eda misericórdia do Pai.

           Etemos a própria ressurreição de Jesus, em corpo espiritual, numa materializaçãodo perispírito, demonstrando aos discípulos a verdade da imortalidade, e porconseqüência, de todos os seus ensinamentos. Foi então, que eles se ergueram doabatimento no qual todos mergulharam, após a crucificação e se agigantaram navivência do amor a Deus e do amor ao próximo. Sem o retorno de Jesus à presençados seus discípulos, seus ensinamentos, provavelmente, teriam sido esquecidos.

           Areencarnação é o retorno da alma ou espírito à vida na Terra, em um novo corpo,que nada tem com o antigo. Assim , se João Batista era Elias, o corpo de Joãonão era o de Elias e aquele seria então Elias reencarnado, mas nãoressuscitado. Mas, de qualquer maneira, a idéia da reencarnação estava presenteno judaísmo.

           Jesussancionou a idéia da reencarnação de Elias na pessoa de João Batista, quando,na conversa com Nicodemos, disse : "Ninguém pode ver o reino de Deus senão nascer de novo." "Não te maravilhes de eu ter dito que énecessário nascer de novo."

 

Leda de Almeida Rezende Ebner

Setembro / 2003

Julio Natal · 102 vistos · 0 comentários
30 Out 2008

O LIVRO DOS ESPÍRITOS Estudo de: Eurípedes Kühl

PARTE TERCEIRA - Das leis morais
CAPÍTULO XI — DA LEI DE JUSTIÇA, DE AMOR E DE CARIDADE - (questões 873 a 892)
11.1 – Justiça e direitos naturais - (questões 873 a 879)

O sentimento de justiça, no seu sentido mais puro, mais transcendental, constitui equipamento que Deus concede ao homem, ao criá-lo, motivo pelo qual todos nós, sem exceção, temos arraigado no nosso íntimo, essa sublime bênção.

Para conceber e sentir a justiça, no seu verdadeiro caráter, não há necessidade de conhecimentos, de quaisquer estudos e diplomas, ou de cultura.

As diferenças de entendimento do que seja justiça, tão patentes segundo a variação cultural de pessoas, sociedades, nações ou mesmo épocas se deve às paixões que o ser humano sempre desenvolveu e vem desenvolvendo, quando diante de um mesmo fato emite diferentes pareceres.

A verdadeira justiça compreende o respeito ao direito dos outros.
E, “por direito dos outros”, ninguém melhor do que Jesus o definiu: “Para o próximo, o que quero para mim”. Assim, jamais alguém poderá ter dúvida do que é justo, em qualquer situação: por empatia, basta colocar-se no lugar do outro.

OBS: Empatia = tendência para sentir o que sentiria caso se estivesse na situação e circunstâncias experimentadas por outra pessoa.

Não há como alguém baralhar a questão dos direitos, avocando para si mais do que faz jus, desde que faça uma análise dos seus limites, em retrospecto sincero de suas forças e de suas fraquezas, pois não há melhor juiz do que a própria consciência. Autoridade e subordinação decorrem dessa expressão.

Mas, o que caracteriza a justiça plena, qual a que Jesus sempre vivenciou será aquela praticada com caridade, por alguém que tenha amor pelo próximo.
11.2 – Direito de propriedade. Roubo - (questões 880 a 885)
A Vida é o primeiro e mais sublime de todos os direitos de cada ser.

Trabalhar pelo bem próprio e da família, na fase ativa, garantindo a madureza, através de patrimônio honestamente conquistado (sem prejuízo de outrem) é direito natural, tanto quanto a defesa desse patrimônio. E o que define o “quantum satis” desse patrimônio repousa na compreensão de que cada homem deve possuir o que lhe basta e aos seus.

Pode-se afirmar que tudo aquilo que resultou de roubo é indevido.

Não devemos jamais nos esquecer que na verdade tudo pertence a Deus, pelo que, na Terra, num sentido elevado, ninguém é dono real de propriedades, senão sim, apenas depositário, ou usufrutuário delas — como, aliás, todos nós...
11.3 – Caridade e amor do próximo - (questões 886 a 889)

Caridade = benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.
A prática da caridade leva o indivíduo a ser bondoso com todos, indistintamente, sejam subordinados, pares ou superiores. Diante de alguém em estado ou situação inferior à sua, procura elevá-lo, diminuindo a distância que o separa desse alguém.

Há ainda outro enfoque para a prática da caridade: para com os inimigos...

Obviamente, e desde já é bom ficar claro o quão difícil é, para a maioria dos homens, cumprir a recomendação de Jesus para que “amemos aos nossos inimigos”. Contudo, para que tão meritória postura seja praticada, ela requer o entendimento de que isso pode ser feito com as seguintes atitudes, não excludentes:

- de forma alguma se vingar — sequer imaginar vingança;

- orar por eles com sinceridade no coração, estejam ou não em dificuldades;

- desejar que prosperem, que vençam, que sejam felizes;

- regozijar-se quando souber que algo de bom aconteceu com eles.

- não perder oportunidade de reconciliação, por menor que seja.

No item da doação de esmola o doador tem que cuidar para que o ato não humilhe o pobre. Já por demais humilhante sobreviver como pedinte na via pública. Além da ajuda material, indispensável a delicadeza, uma boa palavra, um conselho evangélico. Se na sociedade houvesse amor ao próximo não haveria pedintes.

OBS: Crianças nos semáforos, nos cruzamentos movimentados ou em pontos estratégicos do passeio público, pedindo esmola, fazendo malabarismos, limpando pára-brisas, espelham um triste quadro. E é assim que, em se tratando de esmola, quando o foco se dirige para o tema “dar esmola a crianças nas ruas“, há controvérsias... Uns defendem a doação, direta, outros a condenam.Os primeiros agem apenas por compaixão; já os segundos, defendem que tal ajuda seja indireta, admitindo-a apenas se for dirigida a Órgãos oficiais ou a ONG (Organizações Não Governamentais), ambas que tenham condições e competência para administrar as doações, mas acima de tudo credibilidade.

— Quem está com a razão?...

Quem dá esmola na rua considera que age por caridade. Invocam o aval de Jesus, quando bem já aconselhava (Mateus, 25:35,36) a bondade de dar comida para os famintos, água aos sedentos, agasalho para os nus ou desabrigados e visita (apoio moral) aos doentes ou presos.

Já aqueles que discordam da doação direta contemplam a indireta, argumentando racionalmente que o objetivo é combater uma forma perniciosa de exploração da mão-de-obra infantil: o trabalho nas ruas. Pesquisas que realizaram demonstram, por exemplo, que na cidade de São Paulo, atualmente, estão cerca de 3.000 crianças e adolescentes nas ruas, pedindo dinheiro, vendendo balas ou praticando malabarismos. Dessas crianças, eis o que apuraram, em 180 cruzamentos de ruas: 85% têm casa e família; 96% estão matriculados em escolas; 10% moram na rua; 5% obedecem a aliciadores (adultos) que os dominam; em média, cada uma arrecada cerca de R$450,00 (isso é muito mais do que eventuais auxílios oficiais lhes destinam...).

Várias cidades no Brasil têm ou tiveram campanhas visando inibir esmola a crianças: Belo Horizonte(MG), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Vitória (ES), Campinas (SP), Botucatu (SP), Chapecó (RS), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Macaé (RJ), Maceió (AL), Maringá (PR), Mogi das Cruzes (SP), Porto Alegre (RS), Santa Bárbara do Oeste (SP), São Luis (MA), Recife (PE) e Teresina (PI). No Estado do Rio Grande do Sul mais de 15 cidades do interior aderiram a esse tipo de campanha distribuindo folhetos, adesivos e promovendo eventos, sugerindo às pessoas que qualquer contribuição deveria ser encaminhada ao Fundo Municipal dos Diretos da Criança e do Adolescente, administrado pelos Conselhos Municipais. Modo geral, todas as campanhas sugerem destinação de ajuda aos Órgãos oficiais ou que sejam autorizados legalmente, para amparo à criança e ao adolescente.

São diversos “slogans” empregados nessas campanhas:”Dê mais que esmola, dê futuro”(São Paulo/SP); “Amigo Real” (Banco REAL); “Criança quer futuro. Não quer esmola” (Curitiba/PR); “Não dê esmola: dê cidadania”(Teresina/PI).

Sem querer ser orientador de quem quer que seja — e já o sendo —, da minha parte, quando ajudo alguém (adulto ou criança) que aparentemente não precisa, ou que talvez não faça bom uso do que dou, evito fazer juízo de valor, na certeza de que estou fazendo a minha parte... Quanto àquele que recebe, se desvirtua tal doação, essa já não é mais responsabilidade minha, e sim, ou dele ou de terceiros que a isso o constrinjam.

Gosto e tento praticar o seguinte conselho, de autoria atribuída ao Espírito Meimei:
“Jamais passes distraído diante do necessitado”.
11.4 – Amor materno e filial - (questões 890 a 892)

O Amor é qual um leque de infinitas hastes. Uma delas, senão a mais brilhante, com certeza uma das mais, é o amor materno!

Quanto aos animais vemos que os filhotes recebem amor semelhante a esse, havendo extremada proteção enquanto são pequenos; uma vez desenvolvidos cessa a ligação materna e cada animal parte para seu destino. Bem ao contrário ocorre com o ser humano, eis que a mãe jamais deixa de amar ao filho, a ponto de, quando um ou outro atravessa o Rio da Morte, o amor materno permanece ligado.

Encontrar mãe que chegue até a odiar o filho, ou filho que odeie aos pais, que por isso mesmo não lhes têm ternura, tais dolorosos quadros remete-nos ao passado, onde tais espíritos se endividaram fortemente. Agora, abençoados pela Providência com o enlace familiar, objetivando aparar tais arestas e se harmonizarem, estão desprezando tal bênção.

Julio Natal · 206 vistos · 0 comentários
30 Out 2008

27 - O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO- ALLAN KARDEC

CAPÍTULO IV: NINGUÉM PODE VER O REINO DE DEUS, SE NÃO
NASCER DE NOVO - ITENS 1 E 2

Antes de iniciar o estudo deste capítulo, gostaríamos de lembrar que quase todos os capítulos deste livro, estão organizados de uma mesma maneira. Após o título e os subtítulos, estão os textos evangélicos referentes ao tema, depois os escritos de Kardec, nos quais apresenta as explicações espíritas sobre os textos, desenvolvendo-os, e em terceiro lugar, Instruções dos Espíritos, também sobre o tema, num detalhamento ou conclusão do estudo.
”E veio Jesus para os lados de Cesárea de Felipe e interrogou seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens que é o Filho do Homem? E eles responderam: Uns dizem que é João Batista, outros que é Elias e outros que Jeremias ou algum dos Profetas. Disse-lhes Jesus: E vós, quem dizeis que sou eu? Respondendo, Simão Pedro disse: Tu é o Cristo, filho do Deus vivo. E respondendo, Jesus lhe disse: Bem - aventurado és Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne e o sangue que te revelaram isso, mas sim meu Pai que está nos céus." (Mateus, XVI: 13 a 17)
“E chegou a Herodes, o Tetrarca, notícia de tudo o que Jesus obrava, e ficou como suspenso, porque diziam uns: É João que ressurgiu dos mortos; e outros: É Elias que apareceu; e outros: É um dos antigos profetas que ressuscitou. Então, disse Herodes: Eu mandei degolar a João; quem é, pois, este, de quem ouço semelhantes coisas? E buscava ocasião de o ver." (Marcos, VI:14e15; Lucas, IX: 7 a 9 )
Em relação às qualificações usadas por Jesus declarando-se ora como Filho de Deus e ora como Filho do Homem, Kardec faz algumas considerações em Obras Póstumas, no Estudo Sobre a Natureza do Cristo, item IX.
Declarando-se Filho de Deus, Jesus indicava sua posição de submissão ao Pai de todos, demonstrando no seu viver na Terra, como o filho de Deus que, tendo alcançado o grau de Espírito Puro, em mundos materiais, fora designado para guiar essa humanidade ainda imperfeita e rebelde, ensinando as leis morais e servindo como modelo aos seus irmãos.
A respeito das declarações sobre ser Filho do Homem, Kardec cita alguns versículos da Bíblia, de Ezequiel, narrando Deus falando com ele, tratando-o como Filho do homem e de Judith, VIII, 15: “Porque Deus não ameaça como os homens e não se inflama” em ira como o Filho do homem", onde está bem clara, entre os judeus, a idéia de "nascido do homem. Ao assim referir-se, Jesus deixava bem claro que ele era igual a todos, que ele também pertencia à humanidade em geral, fora criado como todos, fizera sua evolução espiritual como todos têm de fazer, antes a Terra existir. Daí, poder ser o guia e o modelo para seus irmãos em evolução.
Pelas suposições, nos dois textos acima, de que Jesus pudesse ser Elias, ou Jeremias ou algum dos Profetas, percebe-se que os judeus aceitavam a idéia da reencarnação, de forma nebulosa, indefinida, sem compreensão, evidenciada pela possibilidade de Jesus ser também João Batista, que fora decapitado, quando Jesus já divulgava seus ensinos. Aceitavam a volta à Terra dos seus mortos ou de alguns deles, mas não se aprofundavam nesta idéia, nem na de vida futura, após a morte.
Continuando as considerações sobre o texto acima, vamos refletir sobre a afirmação de Jesus, quando após haver Simão Pedro respondido : tu és o Cristo, filho do Deus vivo, assim diz: " Bem - aventurado és Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne e o sangue que te revelaram isso, mas sim meu Pai, que está nos céus."
Como devemos interpretar a expressão: “não foi a carne e o sangue que te revelaram isso, mas sim meu Pai que está nos céus."?
Pensamos que ela significa que Pedro, como homem da época não tinha condições intelectuais para responder com exatidão, como o fez, a pergunta feita por Jesus. Não falou por ele, não sabia o que falava, simplesmente, falou o que lhe veio à mente, sem raciocinar: foi um instrumento mediúnico, fazendo uma revelação, vinda de mais alto, do plano espiritual. Foi um ato mediúnico, revelando a verdade sobre Jesus. (Parábolas e Ensinos de Jesus, de Cairbar Schutel, capítulo Pedra Rejeitada, editora O Clarim)

Leda de Almeida Rezende Ebner
Agosto / 2003
Julio Natal · 178 vistos · 0 comentários
29 Out 2008

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