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94 – O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

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CAPÍTULO XI: AMAR O PRÓXIMO COMO A SI MESMO

ITENS 1, 2 e 4: O MAIOR MANDAMENTO

“Mas, os fariseus, quando ouviram que Jesus tinha feito calar a boca aos saduceus, juntaram-se em conselho. E um deles, que era doutor da lei, tentando-o, perguntou-lhe: Mestre, qual é o maior mandamento da lei?
Jesus lhe disse: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento; este é o maior e o primeiro mandamento.
             E o segundo semelhante a este é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
             Estes dois mandamentos contem toda a lei e os profetas.” (Mateus, XXII: 34 a 40)

“E assim, tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles. Porque esta é a lei e os profetas”. (Mateus, 7:12)

“Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem”. (Lucas, VI: 31)

             Quem eram os saduceus?

             Seita fundada por Sadoc, por volta do ano 248 A.C.

             “Não acreditavam na imortalidade da alma, nem na ressurreição, ou na existência dos anjos bons e maus. Apesar disso, acreditavam em Deus e, embora nada esperassem após a morte, serviam-No com interesse de recompensas temporais, ao que segundo acreditavam, se limitava a sua providência. A satisfação dos sentidos era, para eles, o fim principal da vida.”

             Apegavam-se ao texto da antiga lei das Escrituras, não admitindo a tradição, nem qualquer outra interpretação.

             “Colocavam as boas obras e a execução pura e simples da lei acima das práticas exteriores do culto.

             Eram, como se vê, os materialistas, os deístas e os sensualistas da época.

             Essa seita era pouco numerosa, mas contava com personagens importantes, e tornou-se um partido político sempre oposto aos fariseus”, que era, então, a seita mais influente, com praticantes servis das práticas exteriores e das cerimônias, aparentando uma religiosidade que não possuíam. *

             Nesses dois mandamentos, Jesus resumiu toda a lei divina, a meta a que todo Espírito tem de chegar um dia: Amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a si mesmo.

             Para muitos, isso é uma utopia, algo que não irá nunca acontecer na Terra.

             Mas, se tudo tende a um crescimento, se tudo evolui, se todos os homens trazem, dentro de si, uma tendência, um impulso ao progresso; se este tem acontecido desde o homem primitivo, pelo trabalho dos próprios homens, porque a humanidade e a Terra não podem alcançar, um dia, um grau de evolução que permita a todos viver em paz, em harmonia e feliz?

             Os obstáculos de hoje serão vencidos, como muitos já o foram, tornando a vida mais prazerosa.

             Para isso, devem os homens cuidar mais e melhor do seu progresso espiritual, satisfazer as necessidades do Espírito de paz e de felicidade, tanto quanto é o seu empenho para a obtenção dos valores materiais, que devem sim, ser buscados e usufruídos, mas sem causar males a si e aos outros, no respeito aos direitos alheios, não se sentindo à vontade em tanto possuir, quando muitos ainda não conseguem o mínimo necessário.

             Usar do que possuem para auxiliar o crescimento dos mais frágeis, dos mais ignorantes, oferecendo-lhes oportunidades de estudo, de trabalho, de lazer sadio, para que eles também possam tornar-se cidadãos úteis a si próprios, às suas famílias, à pátria e à humanidade.

             Não podemos nos esquecer que todos os Espíritos, todos os homens são perfectíveis, todos têm o mesmo potencial a ser desenvolvido no decorrer do longo processo evolutivo.

             Os meios de comunicação de hoje, que não param de se desenvolver e de se popularizar, vieram, na época certa, trazer a transparência dos atos dos que estão no poder, seja em que grau for, privado ou público, numa gama de informações que, se podem causar certas dificuldades na sua filtração para beneficiar, despertam os homens para a análise dos mesmos e das suas conseqüências, desenvolvendo sua capacidade de raciocinar e de escolher o melhor.

             Combater o egoísmo e o orgulho é a tarefa premente do homem atual, de todos os homens, porque já estamos vivendo os primórdios da Era do Espírito, determinismo divino, que ninguém, nem coisa alguma, vão poder impedir.

             Amar o próximo como a si mesmo é a meta determinada por Deus para a humanidade da Terra, encarnada e desencarnada, embora possa demorar mil ou mais anos.

Enquanto existir o egoísmo e o orgulho nos corações e nas mentes dos homens, as dores, os sofrimentos, as guerras, continuarão presentes, até que essa humanidade, na sua maioria, talvez, se decida querer para os outros o que deseja para si.

             Por isso, Allan Kardec escreveu que “amar ao próximo como a si mesmo e fazer aos outros como quereríamos que nos fizessem” se constituem na “expressão mais completa da caridade, porque ela resume todos os deveres para com o próximo.” e “Não se pode ter , neste caso, guia mais seguro, do que tomando como medida do que se deve fazer aos outros, o que deseja para si mesmo.”

             Fazer aos outros somente o que queremos para nós é uma idéia das mais simples e mais fáceis de serem entendidas por qualquer pessoa, mesmo a que não tenha nenhum estudo.

             Das mais difíceis, talvez, de ser vivenciada, simplesmente, devido ao orgulho e ao egoísmo, que residem nos homens.

             Todavia, constitui-se a única direção, o único caminho a percorrer, para o homem alcançar a paz interna, e as nações viverem em paz, na solidariedade, na fraternidade.

             Tão simples de ser entendida... Tão difícil de ser vivida pelos homens da Terra...Até quando vamos permanecer em um mundo de expiações e de provas?

             * - O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, Introdução: Notícias Históricas, item III

Bibliografia:

KARDEC, Allan -“ O Evangelho Segundo o Espiritismo”

Leda de Almeida Rezende Ebner

Abril / 2009

Julio Natal · 13 vistos · 0 comentários
Categorias: Doutrina Espirita
09 Ago 2010

O Livro dos Espíritos Estudo 29

CONCLUSÃO DOS ITENS X - XI - XII - XIII E XIV

 

 Dos estudos realizados concluímos que, se a identidade absoluta dos Espíritos é, na grande maioria dos casos, questão sem importância, o mesmo não acontece com a importância que tem, em identificá-los bons ou maus.

A atenção de cada um tem que buscar a instrução contida, tendo por ponto de aferição a "Escala Espírita", contida em "O Livro dos Espíritos - cap I - VI", que fornece elementos para que se perceba a forma de agir, os objetivos de cada classe dos desencarnados.

O julgamento ou melhor, a apreciação que se fará aos Espíritos em nada diferem dos critérios usados para se conhecer um homem, onde a linguagem, as expressões que usa, refletirão ou serão indicativas da faixa mental e evolutiva na qual intimamente se detém ou compraz. Uma carta que se receba de alguém desconhecido, pelo estilo, pelas idéias, por vários indícios, verifica-se se a pessoa é instruída, polida, superficial, frívola, sentimental, etc. Da mesma forma, o desconhecido que fala, por exemplo, ao telefone. O mesmo se dará em relação aos Espíritos. São correspondentes que nunca vimos e analisá-los sob os critérios acima, indicariam o caráter de quem diz ou escreve - Estabelece-se aqui, como regra invariável e sem exceção que:

... "a linguagem dos Espíritos está sempre em relação com o grau de elevação a que já tenham chegado"...

Os bons Espíritos não só dizem coisas unicamente boas como os termos usados são isentos - de modo absoluto - de toda trivialidade. Bondade e afabilidade são lhes atributos. Lamentam fraquezas, erros, mas sem animosidade, com moderação, sem detalhes deles, aprofundando-se no valor e conseqüências das virtudes.

1.1 A inteligência de um raciocínio referencia superioridade?

Não, uma vez que inteligência e moral nem sempre marcham lado a lado. Um Espírito pode ser bom, afável e conhecimentos limitados. Expressar-se-á de forma simples. Outro, inteligente e instruído, mas inferior em moralidade, não se atém ao respeito que deve ao outro ou à Verdade. Usando da facilidade que seus atributos mentais lhe facultam, apresenta sua verdade pessoal como fato indiscutível.

1.2 Interrogando-se o Espírito de alguém que foi um sábio a seu tempo, em certa especialidade, obter-se-á sempre a Verdade?

Nem sempre. Se desencarnados há pouco tempo, acham-se ainda sob os preconceitos da vida material, sob a influência, portanto, do Espírito de sistema, das idéias que defendiam em vida. Isso não é regra, mas a Ciência humana que possuem não lhes caracteriza infalibilidade.

 
 

1.3 Dentro desse exame rigoroso a que se é exortado a proceder, como agir frente à uma comunicação ou obra literária?

Sem hesitação, rejeitar tudo quanto vá contra a lógica, o bom senso, que desminta o caráter do Espírito que se supõe ser... "repetimos: este meio é único e infalível, porque não há comunicação má que resista a uma crítica rigorosa "...

Os bons Espíritos não se ofendem com esta. Eles próprios a aconselham porque nada têm a temer com esse exame.

Mesmo que os Espíritos nos mereçam confiança plena: pensar, meditar, analisar, submeter à razão severa tudo quanto for recebido; pedir explicações necessárias, formar opinião segura onde em nenhum ponto fique dúvida, suspeita, dubiedade ou falta de clareza e precisão.

Pode-se resumir, os meios de se reconhecer a qualidade dos Espíritos em:

1.         Bom senso, no sentido de perceber que, qualquer forma ou fórmula absurda não pode vir de Espíritos superiores, bons.

2.          Apreciar os Espíritos pela linguagem, pelas expressões que traduzem os sentimentos que inspiram nos conselhos que dão.

3.          Admitindo que um bom Espírito só diz e busca o Bem - tudo o que tenda ao mal não pode dele provir.

4.           A linguagem nobre, digna sem trivialidade, simples, modesta, sem auto-elogios, vanglórias, que escoltam o saber ou a importância pessoal serão características de um bom Espírito. O que se afastar disso, refletindo as paixões humanas será característica da inferioridade e embuste dos Espíritos maus.

5.           A forma material na correção do estilo não avalia qualidade moral. Necessário sondar-lhe o íntimo, analisar palavras friamente, sem prevenção. Qualquer senão, por menor que seja em relação à lógica, à razão e ponderação, não deixam dúvida quanto à procedência, seja qual for o nome que assine.

6.           Os Espíritos superiores têm um linguajar idêntico, não na forma, mas no fundo, no conteúdo, na idéia. Mais ou menos desenvolvidos, conforme a necessidade, as circunstâncias ou as faculdades do médium que encontram para se comunicar, o pensamento será o mesmo, sem contradições.

7.            Os bons Espíritos não improvisam: só falam o que tem utilidade e o que sabem.

8.            Não predizem futuro ou fatos materiais, não determinam datas ou indicam modo de se fazer isto ou aquilo... "a previsão de qualquer acontecimento para uma época determinada é indício de mistificação"...

9.           Simplicidade sem prolixidade, estilo conciso, expressões claras, inteligíveis a todos sem exigir esforço para ser compreendido. Não usam termos ambíguos que poderiam gerar interpretações diferentes, mas cada palavra quer dizer exatamente o que significa.

10.               Nunca ordenam não se impõem, não estabelecem compromissos, não exigem crença cega apelando sempre em suas mensagens para a razão, onde cada qual identificará a proposta condizente com seus ideais de crescimento.

11.               Os bons Espíritos não lisonjeiam, aplaudem, exaltam, parabenizam trabalhos, enaltecendo ou destacando a importância pessoal. Aprovam sim, o bem feito, com circunspeção e reserva.

12.               Não dão importância ao rigor da forma.

13.               Desconfiar dos nomes singulares, diferentes, ridículos que certos Espíritos adotam quando querem impor-se.

14.               Igual proceder aos que se apresentam sob identidade de nomes venerados. Nesse caso além de todos os cuidados já vistos, faz-se indispensável verificação severa quanto à forma, o modo de pensar, de ser, desse Espírito, cujo nome usam. Outro cuidado é em relação ao médium, que se sente lisonjeado por tal contato.

15.               Toda comunicação vinda de um bom Espírito atende sempre a um fim sério e eminentemente útil. Qualquer indicação que não atenda a esse requisito exige reflexão madura, antes de tomar qualquer decisão.

16.               São prudentes em relação a qualquer assunto que possa fazer ou despertar comprometimento. Não desvendam o mal, não acusam; ao contrário, pregam a indulgência.

17.               Só prescrevem o Bem. Tudo quanto não seja expressão da mais estrita caridade evangélica, não provém dos bons Espíritos.

18.               Só inspiram, ditam, discorrem, o que seja perfeitamente racional. O que se afastar do bom senso e das leis imutáveis da Natureza, não provém deles.

19.               A ação sobre o médium é calma, tranqüila, movimentos tranqüilos, sem convulsões, ou agitação febril que destoariam da calma e doçura dos bons Espíritos.

20.               Não comunicam idéias pessoais; despertam o médium para que trabalhe em grupo, examinando-se abertamente possíveis imposturas, não usam sarcasmos; sofismas ou demonstrações materiais do poder oculto que dispõem.

21.               O Espírito que de todo ainda não se desprendeu da influência da matéria, exterioriza nas comunicações, preconceitos, predileções, manias que tinham quando encarnados.

22.               O conhecimento que alguns dizem ter, sobre este ou aquele ponto, constituem-se como ostentação e não sinal de superioridade.

23.               Não basta interrogar um Espírito para conhecer a verdade. Os Espíritos inferiores tratam frivolamente de todas as questões propostas. Ainda, ter sido um grande homem na Terra, não dá posse, no mundo dos Espíritos, do conhecimento real. Só a virtude, sutilizando-o, dilatar-lhe-á, pouco a pouco a possibilidade de saber mais.

24.               Essas reflexões frisam que toda seriedade e circunspeção que lhes é característica e que faz com que se expressem de forma séria, jamais entendê-los tristes, pesados. O gracejo será leve, fino, vivo, nunca porém trivial, grosseiro ou mordaz.

25.               O caráter moral indicará sempre o grau e a natureza da confiança que devem merecer, onde o uso do bom senso não deixará que aquele que recebe ou lide com a mensagem, se engane.

26.                      Imprescindível, ao receber qualquer forma de mensagem - a retidão de juízo de quem as analisa: conhecer-se - no sentido de sondar quais os objetivos porque busca a mensagem, que uso e que utilidade persegue - aferindo os Espíritos como e com o cuidado que se usa nas seleções da companhia dos encarnados.

Após tal estudo... "na dúvida, abstém-te”... "não admitais, portanto, senão o que seja aos vossos olhos, de manifesta evidência. Desde que uma opinião nova venha a ser expendida, por pouco que vos pareça duvidosa, fazê-la passar pelo crivo da razão e da lógica e rejeitai desassombradamente o que a razão e o bom sendo reprovarem. Melhor repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea”...

Bibliografia

Síntese da bibliografia usada nos estudos dos itens de X a XIV mais
Kardec, Allan - "O Livro dos Médiuns" - cap XXIV e XX.

 

Leda Marques Bighetti
Novembro 2003

Julio Natal · 7 vistos · 0 comentários
Categorias: Doutrina Espirita
09 Ago 2010

PALAVRAS DE VIDA ETERNA - ESTUDO 42

LIVRO: “PALAVRAS DE VIDA ETERNA”

Francisco Cândido Xavier pelo Espírito Emmanuel

NO SERVIÇO MEDIÚNICO

"Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo." - Paulo. (I Coríntios, 12:4.)
No texto em estudo, Emmanuel trata de modo específico da aplicação da faculdade mediúnica, refletindo sobre trechos da primeira epístola de Paulo aos Coríntios.
Convém lembrar que os fenômenos mediúnicos não são exclusivos da Doutrina Espírita e estiveram presentes em todos os tempos no seio de todos os povos.
A Doutrina Espírita, surgida em meados do século XIX, pesquisou, identificou e organizou as leis que regem o intercâmbio entre Espíritos encarnados e desencarnados, tirando-o do terreno do maravilhoso, do sobrenatural, desmistificando o fenômeno, e estabelecendo a necessidade de sua aplicação no exercício responsável e consciente.
Conforme esclarece Divaldo Pereira Franco "Até Allan Kardec, a mediunidade estava envolta em vários mitos desde a condição divinatória até as excrescências psicopatológicas da Idade Média, quando os médiuns eram colocados diante das Cortes para servir de instrumento ao ridículo e a posteriori, nas Universidades para análise das psicopatologias que atormentavam a criatura humana e cuja gênese era desconhecida"2.
No entanto, já na época apostólica, explicações muito claras ao redor da mediunidade nos foram oferecidas pelo apóstolo Paulo quando se dirige aos Coríntios dizendo: "Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo, há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. A manifestação do Espírito, porém, é concedida a cada um para o que for útil, pois que a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria, e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da Ciência; a outro, pelo mesmo Espírito, a fé, e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; a outro, a operação de fenômenos e a outro a profecia; a outro, o dom de discernir os espíritos e a outro a variedade de línguas e, ainda a outro, a interpretação das línguas. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como lhe apraz"3.
Mediunidade é faculdade humana que se desenvolve naturalmente, ampliando-se naqueles mais sensíveis, e não por imposição ou determinação de palavras de ordem ou rituais. "A Mediunidade, segundo Allan Kardec, é uma certa predisposição orgânica"2, faculdade espiritual que permite o intercâmbio entre o mundo físico e o extrafísico.
A faculdade mediúnica é uma só mas pode expressar-se de formas variadas isto é, pela psicofonia, pela psicografia, pela vidência, pelos fenômenos de cura e outros.
Seja qual for a condição medianímica, a mediunidade é "concedida a cada um para o que for útil"3, isto é, para o que for proveitoso, para o bem, com finalidades superiores. A mediunidade educada e disciplinada no padrão evangélico torna-nos mensageiros do esclarecimento, da informação, do reconforto, do socorro a enfermos, e tantas outras providências bem como através dela podemos recolher o influxo dos benfeitores amigos, auxiliando-nos na caminhada evolutiva. Na mediunidade com Jesus somos sempre os maiores beneficiados, no aprendizado contínuo através das lições de que somos os intermediários, nos dramas, nas dificuldades, nos sofrimentos que testemunhamos na figura de nosso próximo que são lições vivas, convites à reflexão uma vez que retratam as nossas próprias dores e dificuldades.
Estamos em intercâmbio permanente. Influenciamos e somos influenciados mesmo que não tenhamos consciência disso. Por isso Emmanuel insiste na necessidade de evangelização do Espírito, de vigilância constante dos sentimentos, pensamentos e ações e exortando-nos conclui: "Abstenhamo-nos, assim, do contato com as forças que operam a perturbação e a desordem, visíveis ou invisíveis, na certeza de que daremos conta dos dotes mediúnicos com que fomos temporariamente felicitados, porque o Espírito do Senhor, por seus Mensageiros, nos aquinhoa com esse ou aquele empréstimo de energia medianímicas, a título precário, para a nossa própria edificação e segundo as nossas necessidades"3.
Bibliografia:
1. Bighetti, Leda Marques. "Sessão Mediúnica: Mediunidade - Conceito e Função". BELE - Batuíra Editora e Livraria Espírita. Ribeirão Preto, SP. 2004.
2. Franco, Divaldo P. "Mediunidade: A Mediunidade Através da História". Mundo Maior Editora. São Paulo, SP. 1999.
3. Xavier, Francisco Cândido. "Palavras de Vida Eterna: No Serviço Mediúnico". Ditado pelo Espírito Emmanuel. CEC. 17a ed. Uberaba, MG. 1992.

Iracema Linhares Giorgini
Dezembro / 2004

I CORINTIOS 12
4 Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.
Julio Natal · 9 vistos · 0 comentários
Categorias: Doutrina Espirita
09 Ago 2010

PALAVRAS DE VIDA ETERNA – ESTUDO 41

LIVRO: “PALAVRAS DE VIDA ETERNA”

 

FranciscoCândido Xavier pelo Espírito Emmanuel

"Se andarmos na luz"

"Se andarmos na luz, como Ele está temoscomunhão uns com os
outros..."
 - João
 (I JOÃO, 1:7)


Évazio, sem valor qualquer conhecimento que não é colocado em prática.

Não é possível a criatura dizer que amaa Deus, sem amar o próximo, conseqüentemente, sem fazer-lhe o bem.

Jesus, como enviado de Deus, veioensinar o Amor à Humanidade, afirmando ser possível o amor entre os homens esendo o exemplo maior dessa vivência afirmou: "Eu sou a luz do mundo"(Jô, 8:12).

O tema central da I Carta de João é oamor, convidando todos ao exercício desse amor a exteriorizar-se em atosfraternais que levam luz, consolo, esperança àqueles que se detém em trevas.

Andar na luz significa estar ligado aDeus e aos irmãos em Humanidade, ser indulgente, tolerante, caridoso, humilde.Não pertencer ao mundo, mas estar no mundo conduzindo seu caminhar com base nasLeis Divinas.
Quantasvezes perdemos tempo precioso com as incompreensões, intolerância,divergências.

Em outras ocasiões, abandonamos tarefasque havíamos começado, por prejulgarmos pessoas e fatos, sem refletir que oprejuízo maior é de quem abandona, deserta. Precisamos da compreensão alheiaquando erramos, muitas vezes sem a intenção de o fazer, sem o propósito demagoar ou ofender, o mesmo acontece com os outros, pois, todos estamos na mesmaestrada da evolução, lidando em meio a enganos, erros e acertos.

Se andássemos sempre na luz, naclaridade dos ensinamentos de Jesus, compreenderíamos que temos as mesmasnecessidades. Seríamos tolerantes, compreensivos, principalmente quandoentendemos que a maioria, ainda, não teve oportunidade de aprendizado e deentendimento das coisas espirituais.
Nãoerramos muitas vezes em determinado setor da vida, não porque somos melhores,mas, porque não vivenciamos a mesma situação daqueles que a primeira vistacondenamos a conduta. Refletir que frente aquelas situações poderíamos agir deforma igual ou mesmo pior.

Jesus se apresentando como a luz domundo, conclama ao despertar para que haja essa mesma luz nos relacionamentosentre pessoas, o que possibilitaria que a Humanidade conquistasse o crescimentodesejado em intercâmbios de harmonia e paz.

O tema exorta a que não percamos acoragem mediante essa certeza de ser Jesus Cristo nossa intensa luz, acenandoque para se desfazer as trevas que permanecem no seio da humanidade énecessário primeiro trabalhar as que estão dentro de cada um de nós.

Que a luz do Senhor não fique com cadaum apenas no campo da razão, e sim que seja claridade em todos os sentimentos,pensamentos, atos. 
Secada qual pautar seu viver dessa forma, nos exemplos e ensinamentos do MestreJesus, estarão vivos e todos estaremos unidos, comungando uns com os outros asexpressões elevadas no trato do Amor.

Bibliografia:
Quem é o Cristo? F. P. Vítor/J. R. Teixeira

 

Maria Aparecida Ferreira Lovo

Novembro / 2004

 

 

I JOÃO 1

7mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com osoutros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado.

 

Julio Natal · 9 vistos · 0 comentários
Categorias: Doutrina Espirita
03 Ago 2010

93 – O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

CAPÍTULO X: BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS


INSTRUÇÕESDOS ESPÍRITOS: “É PERMITIDO REPREENDER OS OUTROS?


NOTAR SUAS IMPERFEIÇÕES E DIVULGAR O MAL ALHEIO?ITENS 19 A 21

Este capítulonão estaria completo sem essas perguntas e respostas, visto que o homem emgeral, estando mais próximo da animalidade do que da angelitude, como disseEmmanuel, não pode deixar de ver o mal, para que, observando e analisando asconseqüências, sinta a vontade de eliminá-lo, de si próprio e de toda ahumanidade.

             Noitem 13 deste capítulo, Allan Kardec escrevendo sobre a frase de Jesus “Nãojulgueis para não serdes julgados”, disse que essa não deve ser tomada no seusentido absoluto, visto que “a letra mata e o espírito vivifica”.

             Jesusnão podia proibir de se reprovar o mal, pois, ele mesmo nos deu o exemplodisso, e o fez em termos enérgicos. Mas quis dizer que “a autoridade da censuraestá na razão da autoridade moral daquele que a pronuncia”, e que “A únicaautoridade legítima, aos olhos de Deus, é a que se apóia no bom exemplo”.

             AoEspírito São Luís, Kardec fez três perguntas.

             1ª- Ninguém sendo perfeito, não se segue que ninguém tem o direito de repreendero próximo?

             “Certamenteque não, pois cada um de vós deve trabalhar para o progresso de todos e,sobretudo, dos que estão sob a vossa tutela”.

             Portudo que vimos nesses estudos, parece-me bem claro que o mal tem de ser visto,comentado, combatido, a fim de ser eliminado da mente e dos corações humanos,bem como da Terra.

             Oque Jesus demonstra, com suas palavras e em todo o seu viver neste mundo, é queantes de tentar corrigir os erros dos outros, deve o homem corrigir, ou pelomenos, esforçar-se por corrigir os seus.

             Quemassim o faz, pode tentar esclarecer seus irmãos, com a intenção de auxiliá-losno seu desenvolvimento espiritual, com discrição, sem alarde, sem gerarescândalos, sem imposições, de forma a mostrar-lhe sua verdadeira intenção deajudar.

Em assimfazendo, o outro não vai ter motivo para sentir-se humilhado, principalmente,porque percebe a boa intenção de seu crítico, que demonstra ser seu amigo.

             Jesuscombate, sim, esse hábito desastroso de querer denegrir o outro, da exigênciaem relação ao comportamento alheio, querendo quem assim o faz, mostrar-semelhor do que é, sem falhas, superior aos demais, o que demonstra a maldade, oorgulho que existem ainda nos homens.

             EsclareceJesus, que mesmo quando percebemos no outro uma falha, da qual ele podelibertar-se com nossa ajuda, devemos também incluirmo-nos na censura e noesforço de corrigi-la em nós.

             Dessemodo, estaremos melhorando a nós e aos que nos rodeiam, contribuindo para oprogresso geral.

             2ª- Será repreensível observar as imperfeições dos outros quando disso não possaresultar nenhum benefício para eles, e mesmo que não as divulguemos?

             S.Luís responde que depende da intenção. Se essa observação das falhas alheiasfor o aprendizado pessoal, para evitá-las em si, corrigindo-as se as tiver, sópode ser benéfica essa atitude.

             Aprende-semuito nas análises dos próprios erros, das suas conseqüências, tanto quantofazendo o mesmo com os alheios.

             Jesusensinou-nos a combater o mal fazendo o bem. Para isso, é preciso ver o mal ondeele existir, em nós e ao redor de nós. Não se pode combater o que não se vê ounão se percebe.

             “Oerro está em fazer essa observação em prejuízo do próximo, desacreditando-o,sem necessidade, na opinião pública. Seria ainda repreensível fazê-la com umsentimento de malevolência e de satisfação por encontrar os outros em falta.”

             3ª- Há casos em que seja útil descobrir o mal alheio?

             Acaridade bem compreendida deve sempre falar mais alto, na análise dasconseqüências desse mal.

             Seas imperfeições de uma pessoa trouxerem prejuízos somente a ela, não existenenhum motivo para divulgá-las.

             Pode-setentar conversar com ela, sem imposição, com raciocínios claros, inspiradospelo amor, pela amizade, se ela o permitir.

             Mascomentar com outros, divulgar a quem quer que seja, é agir contra a caridade. Oseu próprio viver vai lhe mostrando essas imperfeições e dando-lheoportunidades de corrigir-se, quando ela quiser.

             Todavia,quando esse mal pode trazer prejuízos a outras pessoas, o interesse do maiornúmero de prejudicados deve sobrepor-se ao interesse de um. Torna-se, então umdever a sua divulgação.

             “Conformeas circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode ser um dever,pois, é melhor que um homem caia, do que muitos serem enganados e se tornaremsuas vítimas. Em semelhante caso, é necessário balancear as vantagens e osinconvenientes”.

             Essasperguntas e suas respostas mostram a importância do raciocínio e doconhecimento das leis morais para poder escolher as melhores soluções para asdiversas situações.

             Parasaber optar por essa ou aquela conduta, com acerto, sem provocar novosproblemas, muitas vezes mais sérios, o conhecimento da moral divina, trazidapor Jesus é, a meu ver, condição sine qua nom para fazer-se a escolha maiscorreta, a que possa resolver, sem causar danos maiores a ninguém.

             Sempreem dúvida, apelar para a caridade bem compreendida, pesando as vantagens e osinconvenientes para os envolvidos.

 Bibliografia:

KARDEC, Allan -“O Evangelho Segundo o Espiritismo”

 

Leda de AlmeidaRezende Ebner
Março / 2009 

Julio Natal · 8 vistos · 0 comentários
Categorias: Doutrina Espirita
03 Ago 2010

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